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O império dos pinguins
Entre as várias espécies de pinguins, o imperador se destaca por seu tamanho e sua capacidade incrível para nadar, mas como outras espécies também corre risco

22/04/2018 – Que as mudanças climáticas afetarão os pinguins, isso já é sabido, ao menos aqueles que, por algum motivo, se negam a aceitar a tese da alteração do clima pelas atividades antrópicas do homem. Recentemente, o Centro Nacional de Pesquisa Científica da França (CNRS), diz que o pinguim-imperador pode ter seu declínio em 2100. Parece um prazo longínquo, mas na escala evolutiva é um piscar de olhos.

A pesquisa aponta que o aumento da temperatura e o consequente derretimento das geleiras, são os principais fatores para o declínio da maior espécie de pinguim do planeta. Estima-se que até o fim do século, haja uma redução de cerca de 19% da população dos pinguins-imperadores.

Reprodução/Maxpixel

Colônia de pinguins-imperadores.



Os pesquisadores franceses utilizaram um novo modelo de análise, onde consideraram dados e fatores mais amplos, inclusive o aspecto da relação das mudanças climáticas e como os pinguins reagem a essas alterações, que podem implicar em migrações cada vez maiores.

Segundo a pesquisa, a comunidade de pinguins-imperadores deverá permanecer estável nos próximos 20 anos, até poderá ter um pequeno aumento. Contudo, a partir de 2050, a espécie deve iniciar um declínio, a cada ano, podendo estar extinta em 2100. Para se ter uma ideia, somente na Ilha Coulman, a colônia de pinguins-imperadores pode reunir até 300.000 indivíduos.

O Pinguim-imperador

Pertencente à família Spheniscidae, o pinguim-imperador (Aptenodytes forsteri) pode chegar a 1,20 m de altura e pesar até 37 kg. Possui comportamento monogâmico em série, mantendo um único parceiro a cada ano. No inicio do outono os parceiros acasalam e a fêmea deposita seu ovo e retorna ao mar, em busca de alimento, enquanto o macho permanece no ninho para proteger e aquecer o ovo. Pelos próximos 64 dias o macho permanece nessa importante tarefa, chegando a passar todo esse período em jejum, até que o ovo ecloda.

Reprodução/Maxpixel

Pinguim-imperador.



A proteção que ave faz com o ovo passando-o com as patas para melhor acomodá-lo é extremamente importante, caso exposto ao frio intenso, que varia entre -30° a -80°, o embrião pode não sobreviver. Ao nascer, o filhote recebe a primeira refeição do próprio pai, mas logo a mãe retorna com comida (peixes, crustáceos e cefalópodes regurgitados) e toda atenção materna que fará o filhote e alguns outros que estiverem por perto crescerem saudáveis.

Com uma penugem cinzenta e opaca, o filhote pouco se parece com o adulto que ostenta uma penugem alvi-negra brilhante com manchas auriculares amarelas. Contudo, essa primeira proteção do filhote é suficiente para que ele sobreviva às baixas temperaturas.

Apesar de desengonçado na terra, uma característica de todas as espécies da família, o pinguim-imperador é um excelente nadador. Pesquisadores descobriram como esses animais desenvolveram tanta habilidade na água.

 

Excelente nadador

Apesar de desengonçado na terra, uma característica de todas as espécies da família, o pinguim-imperador é um excelente nadador. Pesquisadores descobriram como esses animais desenvolveram tanta habilidade na água. O biólogo marinho Roger Hughes, da Universidade de Bangor, no País de Gales assistia a um documentário da BBC sobre pinguins-imperadores e observou que ao disparar na água a ave deixava um rastro de bolhas e deduziu que aquela situação poderia ter relação direta com a velocidade das aves no mar.

Reprodução/Maxpixel

Pinguim-imperador, um excelente nadador.



Com ajuda do engenheiro mecânico Poul Larsen, da Universidade Técnica da Dinamarca, os pesquisadores analisaram por horas os vídeos com filmagens subaquáticas e descobriram que os pinguins faziam o que os engenheiros tentavam há tempos fazer com barcos e torpedos: utilizar o ar com uma espécie de lubrificante para reduzir o impacto com a água.

Observou-se então, que ao nadar o pinguim-imperador tinha sua velocidade reduzida por causa desse atrito com água, sua velocidade máxima era algo entre 1,2 e 2,7 metros por segundo. Entretanto, quando produzia pequenas arrancadas, sua velocidade podia até triplicar. Nessas arrancadas as aves liberavam o ar retido em suas penas.

Biomimética

Aqui mais uma colaboração da biomimética. Em 2010, uma empresa holandesa começou a oferecer sistemas para lubrificação de navios-containers a partir de bolhas para lubrificação. Em 2011, a Mitsubishi anunciou um sistema parecido para superpetroleiros, contudo a tecnologia perfeita ainda pertence aos pinguins.

Reprodução/Maxpixel

Colônia de pinguins-imperadores.



Em comemoração ao centenário da aprovação da Lei do Tratado das Aves Migratórias (MBTA, na sigla em inglês), importantes instituições estrangeiras como National Audubon Society, National Geographic, BirdLife International e The Cornell Lab of Ornithology, oficializaram 2018 como o Ano da Ave. Aqui no Brasil, a Agência Ambiental Pick-upau também realizará uma série de ações para a promoção do Projeto Aves, patrocinado pela Petrobras, incluindo matérias especiais sobre as aves nas mais diversas áreas, como na ciência.

O Projeto Aves realiza diversas atividades voltadas ao estudo e conservação desses animais. Pesquisas científicas como levantamentos quantitativos e qualitativos, pesquisas sobre frugivoria e dispersão de sementes, polinização de flores, são publicadas na Darwin Society Magazine; produção e plantio de espécies vegetais, além de atividades socioambientais com crianças, jovens e adultos, sobre a importância da conservação das comunidades de avifauna.

O Projeto Aves é patrocinado pela @Petrobras, por meio do Programa Petrobras Socioambiental, desde 2015.


Da Redação, com informações da Globo e National Geographic
Fotos: Reprodução/Maxpixel

 
 
 
 
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