__São Paulo, SP – Brasil
 
+Blog da Pick-upau
 
30/03/2007
A história de Knut
 

FRANKFURT, Alemanha – Parece brincadeira. Como disse o ancora do Jornal da Globo “Não se faz mais ambientalistas como antigamente”. A notícia: ‘Ativistas pedem sacrifício de filhote de urso mimado’.

Militantes de direitos dos animais criaram uma polêmica na Alemanha que se espalhou pelo mundo. Eles queriam o sacrifício do pequeno urso polar Knut por estar "acostumado demais com seres humanos".

O ursinho nasceu no zoológico de Berlim há quatro meses, e foi rejeitado pela mãe logo após o nascimento. Por conta disso, Knut teve que ser alimentado pelos funcionários do zôo com uma mamadeira, o que provocou a ira dos tais ativistas.

Reprodução/Divulgação

"A criação por seres humanos é ilegal e desrespeita a lei de proteção aos animais", disse o ativista alemão de direitos dos animais Frank Albrecht. Ele disse que o urso terá problemas de comportamento durante toda a vida [o que é comum em grande parte dos animais que vivem em zoológicos de todo o mundo e de aparentemente desconhecimento do ativista] e junto com o diretor de outro zoológico da Alemanha disse ser a favor do sacrifício do urso. Alternativa que foi rejeitada pelo zoológico de Berlim.

Além do direito a vida Knut ganhou uma página na internet o "blog do Knut", um programa de TV "Knut, das Eisbärbaby" ("Knut, o urso polar bebê", em livre tradução).

A primeira aparição em publico

O famoso filhote de urso polar do zoológico de Berlim, fez sua “estréia” com a presença do ministro alemão. Jornalistas de todo o mundo privilegiaram o evento que teve transmissão da rede de televisão alemã RBB.

Assustado, Knut se escondeu atrás das pernas de um dos tratadores, mas logo perdeu a vergonha e desfilou para as câmeras. No auge de sua fama o jornal sensacionalista "Bild", de maior tiragem no país, publicou um pôster colorido de duas páginas de Knut.

Reprodução

Garoto-propaganda da ONU

O Ministério do Meio Ambiente da Alemanha informou que Knut será o garoto-propaganda de uma conferência da ONU (Organização das Nações Unidas) sobre proteção de animais em 2008.

A reunião sobre diversidade biológica será na cidade de Bonn, em maio de 2008 e será organizada pelo governo da Alemanha. "Isso faz sentido, já que a popularidade do ursinho desperta interesse pelos ursos polares, uma espécie que tem seu meio ambiente ameaçado", disse o ministro do Meio Ambiente da Alemanha, Sigmar Gabriel.

Aproveitando a fama do pequeno urso o ministro do Partido Social-Democrata, posou para fotos ao lado de Knut, a mais nova celebridade alemã. Sigmar Gabriel disse que o ursinho é “um doce”, mas que daqui um ano não entrará na jaula novamente, quando acontecerá a conferência.

Reprodução/Divulgação

Sigmar Gabriel disse que pagará "cachê" pelo uso da imagem de Knut em forma de doação para o zoológico.

Knut é o primeiro urso polar que nasce no zoológico de Berlin nos últimos 35 anos.

Da Folha de São Paulo/AP/BBC Brasil

 
Postado às 10h57
 
 
|
 
30/03/2007
A solução: Parque subterrâneo
 

Pequim - A falta de áreas verdes na cidade chinesa de Xangai levou as autoridades a anunciar uma medida no mínimo inusitada: um parque subterrâneo.

O parque, previsto para ser inaugurado em 2010, ano em que Xangai recebe a Exposição Universal, terá grama, árvores e receberá luz do Sol através de fibras óticas, painéis solares entre outros mecanismos, informou a imprensa estatal.

O parque será projetado pelo Instituto de Desenvolvimento do Espaço Urbano municipal, disse o jornal China Daily.

"Parecerá um parque normal", disse Shu Yu, responsável pelo projeto, e disse que serão usados encanamentos para levar água "diretamente às raízes das plantas".

A China é um dos países que mais cresce no mundo e sua população passa de 1,2 bilhão de pessoas. Junto com o crescimento veio o "boom" imobiliário e a redução de áreas verdes nas grandes metrópoles.

Do Estado de São Paulo/EFE

 
Postado às 10h45
 
 
|
 
30/03/2007
Livro da Embrapa ensina boas práticas de fabricação de farinha
 

A farinha de mandioca é um alimento tradicional na mesa do brasileiro, principalmente das famílias das regiões Norte e Nordeste. A novidade é que, nos últimos anos, são cada vez mais recomendadas as Boas Práticas de Fabricação (BPF) em lugar dos métodos rudimentares de preparo do produto.
São mudanças que chegam para melhorar a qualidade da farinha , agregando valor ao produto.

No Brasil, são produzidas 23 milhões toneladas de raízes frescas de mandioca anualmente. Deste total, quase 68 mil toneladas são colhidas em cerca de seis mil hectares no estado do Amapá. Esta matéria-prima tem potencial para rendimento industrial de farinha que varia de 25 a 30%, ou seja, uma tonelada da raiz produz cerca de 300 quilos de farinha.

Como contribuição a este nicho do mercado agrícola, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) lançou uma publicação que orienta passo a passo as normas das boas práticas de fabricação de mandioca. O livro "Farinhas de Mandioca Seca e Mista" faz parte da coleção "Agroindústria Familiar", editada pela Embrapa Informação Tecnológica, sediada em Brasília. O conteúdo foi elaborado pela pesquisadora da Embrapa Amapá, Valéria Bezerra, mestre em Ciência dos Alimentos.

Reprodução

Durante três meses, ela fez uma pesquisa bibliográfica sobre o assunto. "Estive em contato com produtores do Pacuí (Macapá), onde está concentrada a produção de mandioca do Estado. Conheci as instalações e o processo de fabricação da farinha na unidade sem-industrial que funcionou nesta comunidade, onde vimos que estavam dentro do que é recomendado pelas Boas Práticas de Fabricação", afirmou a pesquisadora.

A farinha seca é proveniente de raízes sadias, limpas, descascadas, trituradas, prensadas, desmembradas, peneiradas, secas à temperatura moderada ou alta, e novamente peneiradas ou não, podendo ainda serem beneficiadas. Já a farinha mista é obtida na mistura, antes da prensagem, da massa de mandioca ralada com massa de mandioca fermentada, na proporção de 75% a 80% da primeira massa e 20% a 25% da segunda.

As 44 páginas da publicação descrevem, em linguagem simples e com ilustrações, as etapas para o processamento das farinhas seca e mista nos moldes de uma agroindústria familiar, classificada como semi-industrial. O produtor fica por dentro de como é a forma correta de se fazer a recepção e seleção da mandioca, o armazenamento das raízes, a lavagem, o descascamento, a ralação, a prensagem, além dos procedimentos corretos ao esfarelar e peneirar a mandioca.

Todas as orientações seguem os padrões Boas Práticas de Fabricação (BPF), que garantem um produto seguro à saúde do consumidor. O livro traz ainda uma planta baixa de agroindústria de farinha de mandioca, lista dos equipamentos e utensílios necessários e as normas de higienização do ambiente, com as fases de pré-lavagem, lavagem, enxágüe e desinfecção.

No Amapá, foram distribuídos exemplares do livro para as cinco escolas famílias do interior do Estado, universidades públicas, Secretaria Estadual de Meio Ambiente e também à sede do Rurap, que se encarregará de distribuir aos escritórios do órgão espalhados pelo Estado, visando servir como material de apoio ao trabalho de extensão rural. Um convênio entre o Incra de Goiás, Fundação de Apoio à Pesquisa e ao Desenvolvimento (Fadep) e Embrapa viabilizou uma edição especial deste publicação para as ações de capacitação dos técnicos que atuam em assentamentos rurais daquele Estado.

Da Embrapa Amapá/ Dulcivânia Freitas

 
Postado às 10h36
 
 
|
 
30/03/2007
ONG finaliza leilão para salvar baleias
 

Peter Davies, diretor-geral da WSPA (Sociedade Mundial de Proteção Animal), enviou uma carta ao primeiro-ministro da Islândia, oferecendo cerca de R$ 380 mil por duas baleias de 20 toneladas cada.

O valor foi arrecadado durante um leilão realizado no site eBay, depois que o governo da Islândia, contrariando as resoluções da Comissão Baleeira Internacional, sobre a moratória da caça do mamífero, informou que capturaria dois espécimes, durante a temporada de 2006/2007.

Ainda sobre baleias

Um fóssil de baleia foi encontrado em uma região de produção de vinhos na Itália. O esqueleto tem 5 milhões de anos e possui dez metros de comprimento.

A região dos vinhedos de Castello Banfi, onde a ossada foi encontrada produz os famosos e caros vinhos Brunello de Montalcino.

"É um lembrete de que este solo fértil é composto de nutrientes e minerais depositados aqui há milhões de anos", disse Cristina Mariani, proprietária dos vinhedos.

"É este solo especial que dá complexidade aos nossos vinhos."

Da Folha de São Paulo

 
Postado às 10h29
 
 
|
 
30/03/2007
Mulher é presa com três crocodilos na cintura
 

Uma mulher palestina foi presa tentando atravessar a fronteira da Faixa de Gaza com o Egito, carregando três crocodilos presos à cintura.

Os animais que mediam cerca de 50 centímetros estavam presos com fita adesiva sob o vestido da mulher. Oficiais da União Européia, que trabalham na fronteira desconfiaram do tamanho da cintura da palestina. Ela contou que pretendia vender os répteis para o zoológico da cidade de Gaza.

A porta-voz da União Européia, Maria Telleria Chavarri, ficou surpresa com a prisão, apesar de outros casos registrados como a tentativa de contrabandear pássaros e dois filhotes de leão.

"É ilegal contrabandear tais animais. Crocodilos são protegidos sob regulamentação da ONU", disse a porta-voz.

Os animais foram levados de volta ao Egito.

Da Folha de São Paulo

 
Postado às 10h21
 
 
|
 
30/03/2007
Vida de Charles Darwin está na Internet
 

Londres - Detalhes da vida do naturalista inglês Charles Darwin (1809-1882), estão disponíveis na internet com o lançamento do site http://darwin-online.org.uk.

O conteúdo dos diários de Emma Darwin (1808-1896) está disponível no web site. Ao todo são sessenta livros, que estão guardados no arquivo de Darwin de uma universidade no sul da Inglaterra.

O primeiro diário foi escrito, quando Emma tinha 16 anos, em 1824, os textos continuaram até sua morte. Darwin casou-se em 1839, com Emma que era sua prima.

Reprodução
Web site do Ministério de Meio Ambiente da África do Sul

"Contar com estes diários é o próximo grande passo para conseguir que a coleção completa (em referência a tudo relativo a Darwin) esteja disponível para todo o mundo, e não só para os acadêmicos nas grandes bibliotecas", disse John van Wyhe, da Universidade de Cambridge.

Os diários descrevem como o casal recebia em casa cientistas, as visitas de parentes e as doenças que enfrentaram ao longo dos anos.

Da Folha de São Paulo/EFE

 
Postado às 10h12
 
 
|
 
13/03/2007
O cara de Pau-brasil
 

Cuiabá – O reeleito governado do Mato Grosso, Blairo Maggi, também conhecido como Rei da Soja, quer que a União crie uma compensação pela preservação da Amazônia, o que não é mais do que obrigação de seu governo, e que está bem definido na Constituição brasileira.

 
Greenpeace/Reprodução

“Os Estados Unidos e a União Européia não pagaram para a Coréia (do Norte) não fazer bomba atômica? Por que não pagam para ter a floresta?", questionou Blairo Maggi, durante cerimônia. A declaração faz referência ao acordo em que a Coréia do Norte receberá incentivos em troca do fim de seu programa nuclear.

Com declarações e justificativas desta natureza, o governador, que é um dos maiores produtores agrícolas do Brasil, defende compensações financeiras para seu estado.

"Muitas vezes sou tido como inimigo da floresta, do meio ambiente. Não sou", afirmou o governador, com veemência, a cerca de 2.000 pessoas que acompanhavam a cerimônia de filiação ao Partido da República (PR, ex-PL).

"Aliás, estamos prontos: se não é para abrir mais nada (derrubar a floresta), Mato Grosso aceita, mas que se pague", aconselhou, sem informar valores e forma de aplicação do mecanismo proposto.

"A Amazônia é importante. A conta não pode ser paga pelos governos. Algo tem que acontecer", insistiu, antes de recusar o título de o "inimigo número um da floresta".

 
Prêmio do Greenpeace entregue ao governador.

Quer saber o que o governador Blairo Maggi faz pela Amazônia e pelo Brasil acesse www.greenpeace.org.br

Governador o Sr. Sabe o que diz a Constituição Federal?

CAPÍTULO VI DO MEIO AMBIENTE

Art. 225. Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações.
§ 1º: Para assegurar a efetividade desse direito, incumbe ao Poder Público:

I - preservar e restaurar os processos ecológicos essenciais e prover o manejo ecológico das espécies e ecossistemas;

II - preservar a diversidade e a integridade do patrimônio genético do País e fiscalizar as entidades dedicadas à pesquisa e manipulação de material genético;

III - definir, em todas as unidades da Federação, espaços territoriais e seus componentes a serem especialmente protegidos, sendo a alteração e a supressão permitidas somente através de lei, vedada qualquer utilização que comprometa a integridade dos atributos que justifiquem sua proteção;

IV - exigir, na forma da lei, para instalação de obra ou atividade potencialmente causadora de significativa degradação do meio ambiente, estudo prévio de impacto ambiental, a que se dará publicidade;

V - controlar a produção, a comercialização e o emprego de técnicas, métodos e substâncias que comportem risco para a vida, a qualidade de vida e o meio ambiente;

VI - promover a educação ambiental em todos os níveis de ensino e a conscientização pública para a preservação do meio ambiente;

VII - proteger a fauna e a flora, vedadas, na forma da lei, as práticas que coloquem em risco sua função ecológica, provoquem a extinção de espécies ou submetam os animais a crueldade.

§ 2º: Aquele que explorar recursos minerais fica obrigado a recuperar o meio ambiente degradado, de acordo com solução técnica exigida pelo órgão público competente, na forma da lei.

§ 3º: As condutas e atividades consideradas lesivas ao meio ambiente sujeitarão os infratores, pessoas físicas ou jurídicas, a sanções penais e administrativas, independentemente da obrigação de reparar os danos causados.

§ 4º: A Floresta Amazônica brasileira, a Mata Atlântica, a Serra do Mar, o Pantanal Mato-Grossense e a Zona Costeira são patrimônio nacional, e sua utilização far-se-á, na forma da lei, dentro de condições que assegurem a preservação do meio ambiente, inclusive quanto ao uso dos recursos naturais.

§ 5º: São indisponíveis as terras devolutas ou arrecadadas pelos Estados, por ações discriminatórias, necessárias à proteção dos ecossistemas naturais.

§ 6º: As usinas que operem com reator nuclear deverão ter sua localização definida em lei federal, sem o que não poderão ser instaladas.

Sobre as declarações: bravatas, apenas bravatas de mais um político fanfarrão.

Veja mais no Panorama Ambiental

Da Folha de São Paulo/Greenpeace/Pick-upau

 
Postado às 16h49
 
 
|
 
13/03/2007
África do Sul quer retomar matança de elefantes
 

A África do Sul não desistiu de retomar o abate de elefantes, como já foi informado pelo Blog do Pick-upau. Desta vez, o argumento das autoridades sul-africanas é o controle populacional da espécie.

Contrários a matança defendem a esterilização e outros meios de alternativas para controlar a população. A velha história, enquanto a população humana cresce indiscriminadamente em todo o planeta, espécies isoladas, e por vezes ameaçadas de extinção, são reféns de processos de controle populacional, como se fossem uma praga na região que vivem.

"Estamos acrescentando o abate e a contracepção à gama de opções de gerenciamento porque, com base nas informações que temos, é necessário", disse o ministro do Meio Ambiente e Turismo, Marthinus van Schalkwyk, a jornalistas no Parque Addo dos Elefantes, perto da cidade de Port Elizabeth.

Cerca de 20 mil elefantes vivem na África do Sul, e por mais absurdo que pareça, especialistas do governo defendem a matança dos animais, com o argumento de preservar áreas ameaçadas pelos comilões herbívoros, como se os próprios animais fossem responsáveis pela redução de áreas de preservação.

Reprodução
Web site do Ministério de Meio Ambiente da África do Sul

No entanto as autoridades prometem ouvir ambientalista e a sociedade, antes que a lei entre em vigor. Segundo especialistas do governo sul-africano, os elefantes quase foram extintos, mas sua população cresce cerca de 5% ao ano, e poderia dobrar até 2020.

No Parque Nacional Kruger, o número de elefantes subiu para 14 mil desde 1995, quando a matança foi suspensa, depois de protestos de ambientalistas. No ano passado a África do Sul tentou mais uma vez reiniciar o abate, e mais uma vez enfrentou justos protestos.

Os defensores do massacre alegam que “os elefantes, com seu enorme apetite, representam uma séria ameaça ao meio ambiente.” A prática de abate de elefantes consiste em cercar famílias inteiras e matá-las a tiros, um procedimento bem humano.

Contradição: no web site oficial do Ministério do Meio Ambiente e do Turismo da África do Sul o elefante é destaque.

Do Estado de São Paulo/Reuters

 
Postado às 16h29
 
 
|
 
13/03/2007
Chupim faz chantagem com outros pássaros
 

Alguns pássaros se sentem obrigados a cuidar de ovos de outras aves, é o que diz um estudo realizado como uma espécie conhecida como chupim-cabeça-castanha (Molothrus ater), comum na América do Norte, que revelou que o pássaro usa a chantagem para obter sucesso.

Os pesquisadores Jeffrey Hoover, do Serviço de História Natural de Illinois, e Scott Robinson, da Universidade da Flórida, realizaram testes com a ave e o resultado da pesquisa foi publicado revista "PNAS" (www.pnas.org), da Academia de Ciências dos EUA.

Divulgação

Os chupins obrigam outros pássaros a cuidar de seus ovos, caso contrário destroem seus ninhos e suas ninhadas. "Os comportamentos que nós documentamos são provavelmente uma extensão de comportamentos que os chupins já possuem", disse Hoover à Folha. "Sabe-se que os chupins monitoram ninhos para saber onde colocar seus ovos. Também se sabe que eles removem um ovo antes de colocarem o seu".

"São as chupins fêmeas que controlam o esquema mafioso no nosso local de pesquisas", diz nota divulgada por um dos autores do trabalho, Jeffrey P. Hoover. "Nosso estudo mostra que muitas delas voltam e vandalizam os ninhos, quando removemos o ovo parasita", explicou ele.

"Chupins parasitaram 85% dos novos ninhos, o que é evidência forte em apoio tanto ao cultivo quanto ao comportamento mafioso", disse Hoover.

Do Estado de São Paulo/Folha de São Paulo/Associated Press

 
Postado às 14h47
 
 
|
 
13/03/2007
Aranha macho impõe cinto de castidade à fêmea
 

Bonn/Alemanha – Uma pesquisa publicada na revista científica Behavioral Ecology, descreve que a aranha macho coloca “cinto de castidade” na fêmea. Os machos de uma espécie conhecida como aranha-vespa não têm como evitar a promiscuidade das fêmeas com outros parceiros. Entretanto, eles podem garantir que nenhum filhote nasça de uma dessas relações “extra-conjugais”.

Para isso o macho deixa, durante a cópula, a ponta de seu órgão genital no orifício da fêmea, criando um bloqueio no órgão ou uma espécie de cinto de castidade.

Divulgação

O processo pode ser uma vingança do macho, já que após a cópula a fêmea costuma matar o parceiro. "Quando o macho se separa da fêmea, em mais de 80% dos casos a ponta de seu órgão genital quebra", explica a bióloga alemã Gabriele Uhl. "A ponta fica no orifício, como uma rolha, bloqueando-o".

Cientistas julgavam que essa mutilação serviria como garantia que todos os óvulos da fêmea fossem fecundados pelo mesmo macho ou que seria um artifício para que o macho escapasse de seu fim anunciado, a morte após o acasalamento.

Mas a equipe Uhl, comprovou que o rompimento do órgão seria desprezível no caso de sobrevivência do macho, e que a “rolha” seria realmente para garantir a fecundação.

"Supomos que a mutilação genital só faz sentido quando as chances de o macho conseguir outra cópula são mínimas", afirma Uhl. "Os machos investem tudo".

Do Estado de São Paulo

 
Postado às 14h28
 
 
|
 
12/03/2007
Poluição aumenta hospitalizações em Hong Kong
 

Hong Kong, a ex-colônia britânica, tem registrado a obstrução pulmonar crônica, combinação de bronquite e enfisema, como 5ª maior causa de morte. Os índices na região estão acima dos limites da OMS (Organização Mundial de Saúde).

O estudo realizado pela Universidade da China, descreveu pela primeira vez a relação de poluição e mortes por problemas respiratórios. "Os números mostram que o ozônio tem o maior impacto entre os cinco maiores poluentes ambientais", disse a professora Fanny Ko, em entrevista ao jornal The Standard.

"O mais preocupante é o nível de poluentes ambientais (ozônio, dióxido de nitrogênio, dióxido de enxofre e partículas respiráveis em suspensão, PM10 e PM2,5), acima dos padrões de 2005 da Organização Mundial da Saúde (OMS)", descreve o artigo.

A pesquisa mostrou que entre 2000 e 2004, a baixa temperatura na cidade e ou aumento da poluição produziu uma concentração de dióxido de nitrogênio de 52,32 miligramas por metros cúbicos. A OMS limita como aceitável 40 miligramas por metros cúbicos. Já as partículas PM10 ficaram em 67,8 miligramas por metros cúbicos, bem acima dos 50 tolerados pela OMS.

Nas estradas

Pelo menos nas rodovias de Hong Kong, as autoridades tentam controlar os índices de poluição. O departamento de Proteção Ambiental informou que 20% dos mais de 200 mil veículos a gasolina e gás liquefeito de petróleo (GLP) vistoriados emitiram poluentes acima dos limites.

As autoridades pretendem multar os infratores que não providenciarem a regulagem de seus veículos.

Do Estado de São Paulo/EFE

 
Postado às 16h43
 
 
|
 
12/03/2007
Leões raros são caçados e mortos na Índia
 

Nova Délhi – Caçadores ilegais estão matando leões raros em reserva na Índia. Os criminosos invadem o Parque Nacional Gir, no Estado de Gujarat, matam os animais e levam suas garras, ossos e crânios, que são muito valorizados na medicina chinesa - que novidade, sempre os chineses, depois vão dizer que estamos implicando com eles.

Os leões asiáticos que já habitaram na Índia e na Turquia, hoje não passam de 350 espécimes, que vivem em santuário no oeste da Índia.

Guarda-parques no santuário encontraram corpos mutilados de duas leoas e um filhote nos últimos dias, informou um dos funcionários. Ambientalistas pedem a criação de uma nova reserva para os animais, eles temem que uma nova onda de mortes comece pelo fato dos chineses pagarem muito bem pelos ossos e garras dos leões.

Do Estado de São Paulo/ Associated Press

 
Postado às 16h10
 
 
|
 
12/03/2007
Cientistas encontram “oceano enterrado”
 

Cientistas norte-americanos da Universidade de Washington, em St. Louis, informaram a descoberta de um “oceano enterrado” no leste da Ásia. A descoberta foi feita durante um estudo de ondas sísmicas que causam terremotos na região.

A descoberta, que foi publicada no site da National Geographic, trouxe muitas dúvidas, pelo menos para os leigos. "Recebi todo tipo de e-mail perguntando se essa água fez parte do dilúvio de Nóe", brincou o chefe da pesquisa, Michael Wysession.

A princípio o “novo oceano” não poderá ser explorado, ele está 1.400 km abaixo da superfície e tem o tamanho do oceano Ártico. Wysession e o seu companheiro cientista Jesse Lawrence estão curiosos, pois segundo eles, com a profundidade deste “oceano” enterrado ele já deveria ter sido transformado em gás e liberado num processo igual ao vulcânico. Entretanto, a absorção da água pelas pedras – espécie de esponjas – faz com que o líquido não seja vaporizado.

Da Folha de São Paulo

 
Postado às 15h23
 
 
|
 
12/03/2007
Panda gigante poderá ganhar garra postiça
 

Pequim – Cientistas chineses lançaram uma campanha para encontrar uma solução para Niu Niu, uma panda capturada após uma briga e com um grave ferimento em uma das garras.

Niu Niu perdeu a garra esquerda durante um embate, em dezembro de 2006. O animal foi resgatado por funcionários do Centro de Criação e Pesquisa de Animais Protegidos da Província de Shaanxi, informou o jornal "Beijing News”.

Desde a briga, Niu, que tem 13 anos, vem se recuperando dos ferimentos e readquirindo o apetite. Porém, a falta da guarra causa desequilíbrio e atrapalha na busca de um parceiro para o acasalamento, que no caso dos pandas já é um desafio.

Os tratadores querem lançar a campanha com o intuito de obterem déias para um projeto científico que possibilite o implante de uma nova guarra, o que seria inédito.

Segundo a organização não-governamental WWF-Internacional e a Administração Florestal Estatal, somente 1.600 pandas gigantes vivem em liberdade na China, onde o animal é considerado uma preciosidade nacional, imagine se não fossem.

Do Estado de São Paulo/EFE

 
Postado às 14h55
 
 
|
 
12/03/2007
Pássaro raro é encontrado em esgoto
 

Bangcoc - Um pássaro conhecido como rouxinol-dos-caniços de bico grande (Acrocephalus orinus) foi avistado em um esgoto da Tailândia, a espécie rara, só havia sido avistada uma única vez em 140 anos, na Índia.

"Embora os rouxinóis-dos-caniços sejam todos muito parecidos... um dos pássaros que capturei naquela manhã me pareceu muito estranho, algo nele não parecia certo", diz nota divulgada pelo cientista da organização Birdlife International.

A ave é tão rara que os cientistas debatiam se o pequeno pássaro seria realmente uma nova espécie ou apenas um individuo peculiar de uma espécie já conhecida.

Mas a dúvida parece ter sido encerrada com o novo registro. Depois que o ornitólogo Philip Round, da Universidade Mahidol, de Bangcoc, capturou o exemplar em 27 de março de 2006, em uma estação de esgoto.

"Então, dei-me conta. Eu provavelmente estava segurando um rouxinol-dos-caniços de bico grande", disse ele. "Fiquei mudo. Senti como se estivesse segurando um dodô vivo".

A descoberta foi comprovada através de fotografias e amostras de DNA que foram enviadas para Staffan Bensch, da Universidade Lund, na Suécia, que havia estudado o individuo encontrado na Índia, que confirmou a descoberta.

"Encontrar um rouxinol-dos-caniços de bico grande após 139 anos foi notável. Encontrar um segundo, bem debaixo do nariz dos ornitólogos, é um verdadeiro milagre", disse um representante da Birdlife International, Stuart Butchart.

Do Estado de São Paulo/EFE

 
Postado às 14h34
 
 
|
 
12/03/2007
Cientistas descobriram 20 novas espécies de tubarões
 

Um estudo realizado pela Organização de Pesquisa Científica e Industrial da Comunidade Australiana (CSIRO) fotografou e recolheu, entre 2001 e 2006, amostras de mais de 130 espécies de peixes durante 22 viagens a portos da Indonésia.

Dentre as descobertas estão vinte novas espécies de tubarões e arraias. Esta pesquisa é a maior e mais importante, desde que o holandês Pieter Bleeker descreveu mais de 1.100 espécies, no século 19.

"A Indonésia tem a fauna de tubarões e arrias mais diversa, e a maior pesca de tubarões e arraias do mundo, com capturas informadas de mais de 10.000 toneladas ao ano", diz William White, um dos pesquisadores envolvidos na descoberta. "Antes deste levantamento, havia grandes lacunas em nosso conhecimento sobre os tubarões e arraias da região".

Entre as espécies descritas estão o tubarão-gato de Bali e a arraia focinho-de-pá jimbarana. A pesquisa faz parte de um plano de manejo para tubarões e arraias na Indonésia e Austrália.

Do Estado de São Paulo/Associated Press

 
Postado às 14h21
 
 
|
 
12/03/2007
China quer exterminar cães para combater raiva
 

Pequim – Notícias desta natureza vindas da China já estão se tornando comuns no Blog do Pick-upau. Um dos países que mais cresce no mundo, e que será sede dos Jogos Olímpicos em 2008, insiste em resolver seus problemas de forma medieval.

Desta vez, autoridades chinesas querem adotar o extermínio de cães para combater a raiva. Apesar de protestos de entidades de proteção dos animais, a administração da cidade de Chongqing está convencida da solução.

"A raiva é uma questão grave, mas as autoridades locais, provinciais e governamentais da China devem reconhecer que campanhas de vacinação são o meio mais eficaz de garantir a segurança do público, agora e no futuro", disse o chefe executivo da Humane Society EUA/Humane Society International, Andrew Rowan.

"Matar animais indiscriminadamente desse modo é desnecessário e imperdoável, especialmente se eles já foram vacinados", disse Rowan.

A notificação sobre a matança dos cães foi publicada no web site oficial do distrito Wanzhou. "Todos os cães da área devem ser mortos. Uma fase de abate compulsório começará a partir de 16 de março. O abate forçado será levado a cabo pela polícia", diz a nota.

Do Estado de São Paulo/Associated Press

 
Postado às 13h48
 
 
|
 
12/03/2007
Tailândia enviará abutre em extinção para a China
 

A ave conhecida como abutre-monge ou abutre-negro, classificada como quase ameaçada de extinção na Ásia, pela União Conservação Mundial, será enviada à China.

O abutre que tem uma envergadura de asas de 2,8 metros e 1 ano de idade será levado para Pequim pela companhia aérea Thai Airways, com o objetivo de inserir a ave rara em seu habitat natural na Mongólia.

O pássaro que raramente é visto na Tailândia, foi capturado desidratado e quase morto na província de Chanthaburi. O animal foi tratado por veterinários da Universidade Kasetsart de Bangcoc.

"Entendemos que esta é a primeira vez em que este tipo de abutre é localizado na Tailândia, e é importante que seja devolvido ao seu hábitat natural", diz nota emitida pelo presidente da companhia aérea, Apinan Sumanaseni.

Do Estado de São Paulo/Associated Press

 
Postado às 13h20
 
 
|
 
12/03/2007
Etanol foi o principal tema discutido entre Bush e Lula
 

Veja o memorando que foi assinado entre Brasil e EUA

O Brasil e os Estados Unidos assinaram nesta sexta-feira um memorando de entendimento entre os dois países para avançar na cooperação em biocombustíveis. Leia abaixo a íntegra do documento:

"O governo da República Federativa do Brasil e o governo dos Estados Unidos da América (doravante designados como "participantes"), reconhecendo os interesses comuns compartilhados pelos participantes com relação ao desenvolvimento de recursos energéticos baratos, limpos e sustentáveis;

Considerando a importância estratégica dos biocombustíveis como força transformadora na região para a diversificação de recursos energéticos, para a promoção de crescimento econômico, para o avanço da agenda social e para a melhoria do meio ambiente;

Conscientes dos benefícios de forjar uma parceria Brasil-Estados Unidos para direcionar os recursos de nossos setores público e privado na direção do fortalecimento dos biocombustíveis e tecnologias relacionadas;

Levando em conta os mecanismos e a cooperação existentes nas áreas de energia, agricultura, meio ambiente, ciência e tecnologia sobre biocombustíveis;

Tendo presente que este memorando tem por objetivo prover um quadro geral e expressar a intenção de cooperação entre os governos;

Observando que os temas relacionados com comércio doméstico e tarifas devem ser tratados em outros foros multilaterais, regionais e bilaterais, expressam aqui a intenção de cooperar no desenvolvimento e na difusão dos biocombustíveis numa estratégia de três níveis (bilateral, em terceiros países e global):

1. Bilateral: Os participantes pretendem avançar na pesquisa e no desenvolvimento de tecnologia para biocombustíveis de nova geração, potencializando, sempre que possível, o trabalho em andamento no âmbito do Mecanismo de Consultas entre o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio do Brasil e o Departamento de Comércio dos Estados Unidos (Diálogo Comercial Brasil-Estados Unidos); do Comitê Consultivo Agrícola (2003); do Mecanismo de Consultas sobre Cooperação na Área de Energia (2003); da Agenda Comum Brasil - Estados Unidos sobre Meio Ambiente (1995); e da Comissão Mista Brasil - Estados Unidos de Cooperação Científica e Tecnológica (1984, emendada e ampliada pelo protocolo assinado em 21 de março de 1994).

2. Terceiros países: Os participantes tencionam trabalhar conjuntamente para levar os benefícios dos biocombustíveis a terceiros países selecionados por meio de estudos de viabilidade e assistência técnica que visem a estimular o setor privado a investir em biocombustíveis. Os países tencionam começar a trabalhar na América Central e no Caribe encorajando a produção local e o consumo de biocombustíveis, com vistas a trabalhar conjuntamente em regiões-chave do globo.

3. Global: Os participantes desejam expandir o mercado de biocombustíveis por meio da cooperação para o estabelecimento de padrões uniformes e normas. Para atingir esse objetivo, os participantes tencionam cooperar no âmbito do FIB (Fórum Internacional de Biocombustíveis), levando em conta o trabalho realizado pelo Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade do Brasil) e o Nist (Instituto Norte-Americano de Padrões e Tecnologia, na sigla em inglês), bem como coordenando posições em fóruns internacionais complementares.

Os participantes tencionam estabelecer um grupo de trabalho para supervisionar as atividades realizadas sob os auspícios deste memorando para que seja assegurada coordenação adequada entre os três níveis de cooperação.

O governo dos Estados Unidos da América indica o subsecretário de Assuntos Econômicos, Energia e Temas Agrícolas do Departamento de Estado como o ponto focal norte-americano para a implementação deste memorando.

O governo da República Federativa do Brasil designa o subsecretário-geral político 1 do Ministério das Relações Exteriores como o ponto focal brasileiro para a implementação deste memorando.

Cada representante ou as pessoas por ele designadas são responsáveis em prover informações sobre ações tomadas pelos governos que os designaram.

Este memorando entra em vigor na data de sua assinatura.
Feito em São Paulo, nos idiomas português e inglês, no dia 9 de março de 2007."

Veja o discurso do presidente Luiz Inácio Lula da Silva

"Excelentíssimo senhor George Bush, presidente dos Estados Unidos da América, senhores integrantes das comitivas norte-americana e brasileira, governador de São Paulo, José Serra, nosso querido presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, ministros, jornalistas, meus amigos e minhas amigas, esta segunda visita do presidente Bush ao Brasil em pouco mais de um ano é mais um passo no aprofundamento do diálogo entre nossos governos e nossos países.

Um diálogo que começou antes mesmo de eu tomar posse, quando o presidente Bush me recebeu, em dezembro de 2002, na Casa Branca. Nos freqüentes encontros e telefonemas que mantivemos desde então, nossas relações foram sempre pautadas pela extrema franqueza, respeito mútuo e espírito construtivo.

Nossas sociedades são multiétnicas, nelas convivem muitas culturas e idéias, foram fundadas nos princípios do pluralismo, da tolerância e do respeito à diversidade. O fato de nossos governos se respeitarem mutuamente explica o excelente momento que atravessam as relações entre Brasil e Estados Unidos. Revela, também, o grande potencial de cooperação que têm nossos países, se formos capazes de continuar construindo objetivos comuns.

Essa foi a base das conversações que tivemos hoje, quando repassamos nossa ampla agenda bilateral e avaliamos como melhor trabalhar em questões regionais e multilaterais. O relacionamento entre Brasil e Estados Unidos historicamente transcendeu aos governos que estiveram à frente dos nossos países, prova disso é a ampla rede de relações entre empresários, representantes da sociedade civil e cidadãos dos dois países.

Os Estados Unidos são o nosso maior parceiro comercial individual e o maior investidor no Brasil. Durante o meu primeiro mandato, o comércio entre nossos países aumentou mais de 50%. Os investimentos norte-americanos no Brasil dobraram ao longo da última década. Empresas brasileiras estão cada vez mais ativas na economia norte-americana, e contribuem, junto com a expressiva comunidade brasileira já radicada, para a geração de emprego e de renda naquele país.

Senhoras e senhores,o Brasil se orgulha de ter contribuído para a decisão de governo dos Estados Unidos de aumentar a participação dos biocombustíveis na matriz energética. Recordo o entusiasmo com que o presidente Bush conheceu de perto, no encontro que mantivemos em Brasília em 2005, a história de sucesso brasileira em matéria de biodiesel, de biocombustíveis. Temos no Brasil um programa extremamente exitoso, considerado modelar, fruto de um investimento de mais de 30 anos em pesquisas e em desenvolvimento. Um programa que associa o respeito ao meio ambiente à preservação e ampliação da segurança alimentar de nossa sociedade, um programa que tem forte impacto social, por sua capacidade de gerar empregos, fortalecer a agricultura familiar e fazer a distribuição de renda. Esse é um campo onde nossos dois países podem cooperar.

O memorando de entendimento sobre biocombustíveis que os nossos ministros assinaram hoje é um passo decisivo nessa direção. Juntando suas forças, Estados Unidos e Brasil podem impulsionar a democratização energética e levar os biocombustíveis para todos. Uma das tarefas mais complexas à frente será assegurar o acesso aos grandes centros consumidores. O Brasil espera que o mercado de etanol se beneficie de um comércio desimpedido e livre de protecionismo, somente assim os combustíveis do futuro poderão funcionar como indutores do desenvolvimento sustentável, beneficiando também países pobres e em desenvolvimento. Fazer do comércio um fator de prosperidade para todos é um desafio sobre o qual eu conversei detidamente com o presidente Bush.

Precisamos eliminar os desequilíbrios que ainda constrangem o comércio mundial e que agravam uma das simetrias que marca o mundo de hoje. Transmiti ao Presidente o meu sentimento de que estamos mais próximos do que nunca de uma conclusão bem-sucedida das negociações de Doha. Todos podem sair ganhando com um acordo ambicioso e equilibrado, sobretudo os países mais pobres. Seriam criadas mais oportunidades de crescimento e desenvolvimento nas regiões mais pobres do planeta. O comércio internacional, no setor agrícola, aumentaria, reduzindo a pobreza, gerando emprego e renda em países e regiões menos favorecidas.

Por isso, reiterei ao presidente Bush minha disposição em participar, em qualquer lugar do mundo, de um encontro de líderes, se isso nos permitir superar as últimas dificuldades para um acordo verdadeiramente histórico.

Meu caro Presidente, sua visita ao Brasil coincide com um momento excepcional que vive o nosso continente, particularmente a América do Sul. As ditaduras que infelicitaram a região por duas décadas são uma dolorosa recordação do passado. Todos os governos sul-americanos são resultados de eleições livres, com ampla participação popular. Todos estão empenhados em projetos de crescimento, com distribuição de renda, capazes de pôr fim à terrível desigualdade social que herdamos, agravada por aventuras macroeconômicas passadas. Todos estamos finalmente empenhados em um projeto de integração sul-americana. Os países da região associaram o seu destino ao Mercosul e à Comunidade Sul-Americana de Nações. Sabemos que a integração é o melhor caminho para o fortalecimento da democracia e para a prosperidade regional. Ela cria riquezas e promove o desenvolvimento, garante uma presença mais soberana da região no mundo.

Nossa integração se dá entre nações independentes, onde a diversidade e a tolerância também são uma força. Respeitamos as opções políticas e econômicas de cada país e isso nos tem permitido avanços notáveis, expandindo o comércio, realizando obras de infra-estrutura, fortalecendo nossa segurança energética, o bem-estar de nossa sociedade e aproximando povos capazes de trilhar seu próprio caminho. A integração também abre oportunidades para investimentos extra-regionais na área de infra-estrutura, que terá um efeito multiplicador sobre nossas economias, dinamizando todos os intercâmbios.

Senhor presidente,a redemocratização e a reconquista das liberdades políticas não foram suficientes para impedir que milhões de brasileiros e latino-americanos ainda vivam em estado de extrema pobreza. Por isso, todos os governos da região têm implementado programas para desenvolver nossos países e combater a exclusão social. Nós, os Presidentes, devemos pensar na vida dessa gente mais sofrida que, além de querer democracia para eleger os seus governantes, quer ter o direito à saúde, à educação, à moradia, à segurança e quer ter o direito de conquistar a sua cidadania. Todos nós sabemos: a democracia política prospera quando se tem desenvolvimento econômico e social, quando se erradica a pobreza, quando se combate a exclusão e a desigualdade social.

Por isso, meu caro presidente Bush, esta sua visita ao Brasil, em tão pouco tempo, abre na consciência do povo norte-americano, do povo brasileiro e, acredito, que de todo o povo latino-americano, a perspectiva de que não estamos longe de poder construir um novo padrão de relacionamento entre as nações, de discutir de forma livre e soberana como os países ricos podem ajudar os países mais pobres a se desenvolverem e, mais importante do que isso, garantir que a democracia seja a razão pela qual os benefícios da riqueza, a construção da própria riqueza e os benefícios sociais que o povo precisa justifiquem plenamente a conquista sofrida da democracia no nosso continente.

Quero terminar, presidente Bush, dizendo a Vossa Excelência que o Brasil tem consciência do significado da integração da América do Sul, o Brasil tem consciência do significado da integração da América Latina, da mesma forma que o Brasil tem consciência do significado de uma aproximação do Brasil com a África, e também dos Estados Unidos com a África. Penso que Estados Unidos e Brasil poderiam, juntos, construir alguns projetos que pudessem significar, para esses países mais pobres, a certeza das pessoas não verem nos países mais ricos apenas os países exploradores, mas que os vissem como os países mais ricos do Planeta. Por isso, a Rodada de Doha é importante, por isso o acordo da OMC é importante, e eu vejo aqui a sua Ministra negociadora, vejo aqui o meu Ministro negociador, e eu penso que deveríamos dar a eles uma única ordem: façam o acordo o mais rápido possível, porque se Estados Unidos e Brasil se entenderem, fica mais fácil nós convencermos aqueles que ainda não estão participando do esforço do acordo.

Eu quero lhe agradecer e dizer que essa relação Brasil e Estados Unidos, que é uma relação consagrada ao longo de tantas décadas, vai continuar se fortalecendo, na medida em que nós nos respeitemos mutuamente, na medida em que cada um respeite as decisões políticas soberanas de cada Estado, e na medida em que tenhamos capacidade de construir juntos projetos que possam ajudar terceiros países a saírem da situação de pobreza em que se encontram.

Muito obrigado, presidente Bush, pela sua visita ao Brasil."

Leia o discurso do presidente norte-americano George W. Bush

"Bom dia. Obrigado por sua hospitalidade, senhor presidente. É bom estar de volta a seu belo país. Laura e eu estávamos antevendo com prazer a viagem a São Paulo. Esta é uma das grandes cidades. E eu estava ansioso por nossas conversas. O senhor sabe, o Brasil e os EUA são as duas maiores democracias de nosso hemisfério; temos muito em comum e temos muito a fazer juntos para melhorar as vidas de milhões de pessoas em nossos respectivos países, e, esperamos, nos países vizinhos também.

Acho realmente interessante que boa parte de nossas conversas nesta visita vai girar em torno da energia. É um novo tipo de energia. Acho que 20 anos atrás um presidente americano ou um presidente brasileiro não teriam pensado "vamos ver se encontramos terreno comum na produção energética". E no entanto, como o presidente observou, tivemos uma longa discussão em Brasília sobre combustíveis alternativos. E agora estamos numa usina que está de fato produzindo combustíveis alternativos numa base econômica que possui a capacidade de mudar nossos respectivos países no mundo. E eu, assim como o presidente, estou muito otimista em relação ao potencial do etanol e do biodiesel. E é por isso que estamos aqui.

Quero agradecer o presidente da Petrobras, Sergio Gabrieli, por sua hospitalidade. Aprecio muito seu "briefing". E quero agradecer a todos os trabalhadores aqui presentes por nos receberem. Quero agradecer ao pessoal da Ford e da General Motors que estão aqui. É muito simpático de sua parte comparecer para receber o presidente americano. E aprecio sua disposição em serem inovadores e em atender às demandas do mercado com produtos que realmente são importantes, e, no caso em pauta, veículos flex.

As pessoas andam perguntando por que o presidente dos Estados Unidos estaria tão interessado na diversificação de nosso suprimento energético, e eis duas razões. Uma: se você é dependente de petróleo do exterior, você tem um problema de segurança nacional. Em outras palavras, a dependência da energia de outro país significa que você é dependente das decisões de outro país. Assim, quando diversificamos do uso de gasolina, usando o álcool, na realidade estamos diversificando do petróleo.

Em segundo lugar, a dependência do petróleo cria um problema econômico não apenas para os Estados Unidos, mas também para todos os outros países que importam petróleo. Num mundo globalizado, se a demanda de petróleo cresce na China ou na Índia, isso leva o preço da gasolina a subir em nossos respectivos países. Assim, a diversificação em relação ao produto petrolífero atende aos interesses econômicos de nossos respectivos países.

E, finalmente, como observou o presidente, todos nós nos sentimos na obrigação de sermos bons cuidadores do meio ambiente. Acontece que o etanol e biodiesel vão ajudar a melhorar a qualidade do meio ambiente em nossos respectivos países.

Assim, sou muito a favor da promoção de tecnologias que vão possibilitar que o etanol e o biodiesel continuem a ser competitivos, e, com isso, a estar ao alcance dos bolsos das pessoas de nossos respectivos países e suas vizinhanças.

Uma das coisas que gosto, como o presidente observou, é que uma boa política do etanol e uma boa política de combustíveis alternativos na realidade conduzem a mais empregos, e não menos. Em outras palavras, nesta usina existem empregos. Mas, como o presidente observou, quando você está cultivando um produto para afastá-lo da dependência do petróleo, você se torna dependente das pessoas que cultivam a terra, e a distribuição da riqueza, a distribuição de oportunidades para os agricultores, especialmente os agricultores menores em nossos respectivos países, vai possibilitar que a economia se fundamente em bases mais firmes.

Assim, senhor presidente, sua visão é absolutamente correta. Aprecio muito o fato de que boa parte de sua energia é derivada da cana de açúcar. Isso, francamente, confere ao Brasil uma vantagem tremenda nos mercados mundiais. A cana de açúcar é de longe a matéria-prima mais eficiente para a produção de etanol. O presidente investiu sabiamente em tecnologias que vão aumentar sua produção por acre, e isso faz muito sentido. Nos Estados Unidos temos um problema um pouco diferente: não temos muita cana de açúcar. Assim, nosso material de base para a produção do etanol tem sido, até agora, o milho.

Aprecio muito as inovações que estão sendo feitas aqui no Brasil. Quero dizer, se vocês são os líderes no etanol, acredito que continuarão a criar tecnologias que devem estar disponíveis a outros. Seu processo H-bio de refino do biodiesel a partir da soja e outros produtos agrícolas é um exemplo disso. Em outras palavras, vocês poderão usar o refinamento regular como fruto dos avanços tecnológicos que têm aqui. Isso faz muito sentido, e eu o parabenizo, senhor presidente, e parabenizo a Petrobras por permanecer na vanguarda das transformações tecnológicas.

Muitas pessoas se perguntam se faz sentido ou não desenvolver uma infra-estrutura de combustível alternativo se o automóvel não se mantiver a par dele. Bem, a maioria das pessoas nos EUA não sabe que existem milhões de veículos de bicombustível em nossas ruas hoje. As pessoas simplesmente não sabem disso. Em outras palavras, hoje temos a capacidade de fabricar automóveis de uma maneira que atende à demanda por etanol. O bicombustível significa que você ou pode usar gasolina ou combustíveis alternativos --a escolha é sua. E nós, nos EUA, estamos --essa tecnologia está disponível. Então meus concidadãos não devem temer o desenvolvimento de uma indústria de fonte de energia alternativa, porque o consumidor tem a capacidade de comprar um automóvel que vai de encontro a essas novas produções.

Vejo com muito otimismo a possibilidade de os EUA beneficiar-se de fontes de energia alternativas --tanto otimismo que fixei uma meta ambiciosa para nosso país, a meta de reduzir o consumo de gasolina em 20% ao longo de dez anos. Em outras palavras, temos uma meta fixada de 35 bilhões de galões de combustíveis alternativos a serem usados até 2017. Isso é sete vezes mais que a quantidade de combustíveis alternativos que estamos consumindo hoje. Neste momento estamos consumindo cerca de 5 bilhões de galões de etanol. Acredito que as tecnologias serão tais que os EUA vão estar consumindo 35 bilhões de galões de combustíveis alternativos.

E isso é importante para nosso país. É um compromisso de reduzir nossa dependência do petróleo, e é um compromisso de cuidarmos melhor do meio ambiente.

Em meu orçamento, senhor presidente, propus ao Congresso que investíssemos US$ 1,6 bilhão ao longo de dez anos em pesquisas adicionais para assegurar que tenhamos as matérias-primas alternativas para a produção do etanol. Só para que o Sr. saiba, no último ano --desde que sou presidente, já gastamos cerca de US$ 12 bilhões com novas tecnologias que nos capacitarão a alcançar a independência econômica, a sermos melhores cuidadores do meio ambiente.

Há muita coisa que podemos fazer juntos. Aprecio muito a idéia de o Brasil e os EUA compartilharem oportunidades de pesquisas e desenvolvimento. Vocês têm ótimos cientistas, nós temos ótimos cientistas; faz sentido que colaboremos para o bem da humanidade. E nossa parte da iniciativa é que vamos trabalhar juntos com eficiência e cooperar com as pesquisas e o desenvolvimento.

Acho também que a idéia do presidente de ajudar outros a compreender os benefícios dos combustíveis alternativos faz muito sentido. Por isso aplaudimos o Banco Interamericano de Desenvolvimento e seus esforços para levar empréstimos e capital para países que poderiam beneficiar-se de fontes de energia alternativas. Estou especialmente ansioso para trabalhar com o presidente para ajudar a América Central a tornar-se menos dependente do petróleo, tornar-se auto-suficiente em termos de energia. É do interesse dos Estados Unidos que exista uma vizinhança próxima. E uma maneira de ajudar a fazer a prosperidade se espalhar na América Central é que esses países se tornem produtores de energia, e que não continuem dependentes de outros para suas fontes de energia.

Finalmente, o presidente mencionou o fato de que houve nas Nações Unidas um Fórum Internacional de Biocombustíveis. O que ele não disse a vocês foi que o fórum foi idéia dele. E eu aplaudo o fato, sr. presidente, de o sr. ter proposto essa idéia. Faz muito sentido que países como China e Índia compreendam os potenciais das fontes alternativas de energia. E acredito que o Brasil e os Estados Unidos têm a capacidade de ajudar a liderar o caminho rumo a esse dia melhor.

Assim, senhor presidente, este foi um ótimo primeiro encontro aqui. Aprecio o fato de que o sr. está prestes a me pagar um almoço. Estou com fome (risos). Estou ansioso por comer um pouco daquela boa comida brasileira.

Enquanto isso, porém, espero que os cidadãos do Brasil, assim como os dos EUA, estejam tão otimistas em relação ao futuro quanto estamos estes dois presidentes. E uma razão pela qual estamos otimistas é que enxergamos o potencial brilhante e real de nossos cidadãos serem capazes de usar fontes de energia alternativas que irão promover o bem comum.

Então, senhor presidente, obrigado por me receber."

Confira as declarações dos dois presidentes em visita a Transpetro

"É um prazer poder receber o presidente George Bush em São Paulo, a nossa maior metrópole brasileira, uma cidade que simboliza a pujança da nossa economia e o espírito empreendedor da nossa gente.

Viemos ao terminal da Transpetro, aqui em Guarulhos, para celebrar uma parceria verdadeiramente estratégica entre Estados Unidos e Brasil. O Memorando de Entendimento sobre a Cooperação na Área de Biocombustíveis assinado hoje é, sem dúvida, a nossa resposta ao grande desafio energético do século 21.

O mundo está observando, com muita atenção, o evento de hoje. Estamos lançando uma parceria para o futuro, um empreendimento amplo e renovado que transcende o plano bilateral e cria oportunidades em escala mundial. A parceria que vamos inaugurar é ambiciosa e voltada para todos os aspectos ligados à incorporação definitiva do etanol na matriz energética de nossos países.

Foi com grande satisfação que soube da determinação do presidente Bush de valorizar os biocombustíveis dentro da matriz energética dos Estados Unidos. Esse acordo torna realidade uma idéia que nasceu por ocasião do nosso encontro em Brasília, em 2005, quando o presidente Bush conheceu a história de sucesso brasileira dos biocombustíveis. É importante lembrar que quando o presidente Bush foi a Brasília eu tinha uma obsessão pelos biocombustíveis, e quase que ele não consegue almoçar de tanto que eu falei de biocombustível. Eu penso que foi importante, porque nem sempre o mundo está preparado e apto para mudanças importantes, se não houver incansáveis debates até as pessoas se convencerem de que o planeta Terra precisa ser despoluído. E está nas nossas mãos, que o poluímos, despoluirmos.

No campo do etanol, temos um programa extremamente bem-sucedido, fruto de mais de 30 anos de muito trabalho e de inovação tecnológica. Estamos fazendo igual aposta com o biodiesel: até 2010, o diesel brasileiro já será, em 5%, extraído de plantas nativas e abundantes no País, como o dendê, o caroço do algodão, o girassol, a mamona, a soja e tantas outras oleaginosas.

Por isso mesmo, nosso programa de biodiesel tem grande impacto social. É voltado para o pequeno agricultor, para a agricultura familiar, ajudará a criar emprego e renda nos lugares mais pobres deste País, sobretudo nas regiões do semi-árido nordestino, onde muitos desses cultivos são nativos.

Hoje, a sociedade toda colhe o fruto desse esforço, e outros países querem compartilhar a experiência brasileira na produção de biocombustíveis. O Memorando é importante passo nessa direção, mas não é apenas uma parceria econômica entre Brasil e Estados Unidos. A estreita associação e cooperação entre os dois líderes da produção de etanol possibilitará a democratização do acesso à energia.

O uso crescente de biocombustíveis será uma contribuição inestimável para a geração de renda, inclusão social e redução da pobreza em muitos países pobres do mundo. Queremos ver as biomassas gerarem desenvolvimento sustentável, sobretudo na América do Sul, na América Central, no Caribe e na África.

O Brasil e os Estados Unidos devem formar alianças com terceiros países para diversificar globalmente a produção de biocombustíveis. Para isso é preciso criar as bases para um mercado mundial de biocombustíveis. Temos uma responsabilidade e um desafio muito especial.

Mas nossa parceria estratégica também está sendo reforçada com a criação do Fórum Internacional de Biocombustíveis, com a participação dos Estados Unidos, Brasil, Índia, China, África do Sul e União Européia. Somente assim teremos a escala de produção necessária para potencializar os benefícios do etanol e do biodiesel.

Tenho sido, como todo mundo sabe --quase de uma forma doentia-- defensor das fontes renováveis de combustíveis. Vejo, portanto, com enorme satisfação, uma crescente consciência na comunidade internacional de que é preciso superar a dependência dos combustíveis fósseis. No momento em que somos chamados a agir com urgência para enfrentar o aquecimento global, tudo que fizermos para reduzir as emissões de gases poluentes será um ganho.

Os biocombustíveis oferecem uma alternativa mais limpa e economicamente viável. A tecnologia é nossa grande aliada nessa empreitada. Os ganhos com o emprego dos biocombustíveis no Brasil já se refletem no desenvolvimento de novas tecnologias e na criação de uma matriz energética mais limpa.

Presidente Bush,
Mais do que triplicamos a produtividade da cana-de-açúcar, principal fonte do etanol, e demonstramos ser possível aumentar a produção de biocombustíveis sem prejuízos para a produção de alimentos, ao mesmo tempo em que estamos reduzindo o desmatamento na Amazônia.

A maioria dos carros hoje vendidos no Brasil é flex fuel, uma tecnologia que desenvolvemos aqui e que tornou o etanol um combustível seguro e confiável. E estou convocando a indústria brasileira a fazer o mesmo com o biodiesel. Os nossos construtores de ônibus e de caminhões que se preparem, porque nós precisamos avançar na questão do biodiesel.

Eu estou convencido, presidente Bush, de que os Estados Unidos, com sua grande capacidade tecnológica e empresarial, serão um sócio, um parceiro extraordinário nesse empreendimento.

Esta sua vinda ao Brasil no dia de hoje, esta visita que fizemos à Petrobras e a conversa que vamos ter, ainda, na hora do almoço, podem significar, definitivamente, uma aliança estratégica que permita o convencimento ao mundo de mudar a sua matriz energética. Afinal de contas, como eu disse agora há pouco, nós poluímos tanto o Planeta durante o século 20, e temos agora que dar a nossa contribuição para despoluí-lo no século 21. Afinal de contas, somos responsáveis e queremos que os nossos filhos e que os nossos netos possam viver num mundo menos poluído que o mundo em que estamos vivendo hoje.

Além desse bem à Humanidade que faremos, com a introdução dos biocombustíveis, nós estaremos permitindo que pela primeira vez a gente possa utilizar os combustíveis como uma fonte de distribuição de renda e geração de empregos sem precedentes na história da Humanidade, sobretudo se nós analisarmos o que fazer com os países do continente africano, se nós analisarmos o que fazer com os países mais pobres da América do Sul, se nós analisarmos o que fazer com os países do Caribe e da América Central, onde os Estados Unidos mantêm parceria com todos esses países. Eu penso que essa parceria entre Estados Unidos e Brasil pode significar, definitivamente, a partir do dia de hoje, um novo momento da indústria automobilística no mundo, um novo momento dos combustíveis no mundo e, eu diria, possivelmente um novo momento para a Humanidade.

Por isso, muito obrigado pela sua visita."

Leia trechos da coletiva concedida pelos presidentes Bush e Lula

Porta-Voz: Muito obrigado. Conforme foi previamente acertado, nós teremos duas perguntas de jornalistas brasileiros e duas perguntas de jornalistas norte-americanos. Então, eu passo a palavra, para a primeira pergunta, para o Celso Teixeira, da TV Record.
Jornalista Celso Teixeira - TV Record: Good afternoon, Mr. president Bush (boa tarde senhor presidente Bush). Boa tarde, presidente Lula. I'll ask you in Portuguese? (Eu posso perguntar em português?).

Presidente Bush: OK.

Jornalista Celso Teixeira (TV Record): Como a gente pode acreditar que essas possibilidades... o compromisso que os senhores estão assumindo de negociar o destravamento da Rodada de Doha seja possível, já que os senhores têm uma experiência muito próxima, dos dois governos, de negociação da Alca (Área de Livre Comércio das Américas), em que nada deu certo. Qual vai ser a diferença, neste momento, de uma negociação comercial, em que os senhores vão falar --tentar falar a mesma língua, apesar da diferença entre o português e o inglês, tentar falar o mesmo idioma para o mundo-- que os dois países têm disposição de negociar? E por que essa negociação, neste momento, seria diferente? E talvez o encontro dos senhores em Washington fosse uma oportunidade para se estabelecer um prazo para essa negociação. Até o dia 30 ou 31 de março os senhores poderiam ter um compromisso de alguns acertos. Muito obrigado.

Presidente Lula: Bem, meu caro Celso. Primeiro, fazer acordo entre nações não é uma coisa tão simples, porque a complexidade dos problemas econômicos, políticos e sociais que envolvem uma decisão podem ter resultados extraordinários e podem ter resultados desastrosos. Nós já conversamos muito sobre a Rodada de Doha ao longo desses últimos meses e nós estamos andando com muita solidez para encontrar a possibilidade, com o chamado ponto G, de fazer um acordo.

Eu estou convencido da disposição. Eu disse ao presidente Bush que, se Brasil e Estados Unidos encontrarem entre si o ponto de equilíbrio, que possam fazer oferta aos outros países... Porque os Estados Unidos levaram uma vantagem nessa negociação: tem muita gente que depende das negociações da parte dos Estados Unidos, mas eles negociam em nome deles mesmos. Nós, no Brasil, temos que negociar junto com o G-20 e a União Européia, é um conjunto de países. Portanto, vocês percebem que nós, além de convencermos os parceiros mais ricos, temos que convencer, também, os parceiros mais pobres a aceitar o acordo. Nós estamos aceitando esse desafio, porque, neste momento, o sucesso das negociações não é mais econômico, não se trata mais de quem vai perder economicamente ou ganhar economicamente. O problema, agora, é eminentemente político. O problema, agora, é se nós vamos ter, enquanto lideranças mundiais, competência para decidir para melhor ou para pior o futuro de milhões de seres humanos que dependem desse acordo. Eu estou convencido de que vamos chegar lá.

Segundo, não é possível comparar o que estamos negociando agora, na Rodada de Doha, com as conversações sobre a Alca, até porque você cobriu a minha campanha de 2002 e viu quantos discursos eu fiz contra a Alca em 2002. Eu e quase todos os governantes que disputaram as eleições na América do Sul éramos contra. Nós acreditávamos, primeiro, no fortalecimento do Mercosul e conseguimos isso. Nós acreditávamos, primeiro, no fortalecimento da integração sul-americana. E hoje o maior comércio é entre Brasil e América Latina, numa demonstração de que nós demos passos importantes. Isso não significa que nós não possamos ficar discutindo quantos acordos bilaterais foram necessários entre Brasil e os Estados Unidos, entre outros países e os Estados Unidos, entre outros países e o Brasil.

O dado concreto é que, quando se negocia, vão-se construindo os números e nenhum país quer ser o primeiro a fazer a oferta. É que nem jogar baralho: cada carta que você colocar na mesa está carimbada, você não pode mais recolhê-la. Então, ninguém quer fazer a primeira proposta. Certamente o presidente Bush tem a dele no bolso do colete, certamente o Brasil tem a sua no bolso do colete, certamente a União Européia tem a sua no bolso do colete. Alguns podem não ter, porque não querem mais jogar. Mas eu tenho certeza de que ele e eu temos, porque nós queremos jogar. Em algum momento, nós vamos colocar as cartas na mesa e vamos ver se seremos capazes ou não de fazer um acordo. Eu quero dizer que estou convencido de que nós poderemos fazer um acordo. Certamente, não será tudo o que precisaríamos fazer, mas faremos o que for suficiente para continuar dando um alento ao mundo, sobretudo aos mais pobres, para que eles tenham a chance, no século 21, que não tiveram no século 20.

Presidente Bush - Primeiro, acho que prazos finais são um pouco perigosos quando dois países os estabelecem e estamos lidando com muitos outros países. Lembre-se que nós podemos ter um acordo, mas se outros importantes parceiros comerciais não concordarem, então, de repente, nós teremos aberto o caminho para um fracasso.

Sou otimista quanto às possibilidades de que conseguiremos. Portanto, acho que precisamos agir com cuidado para criar as condições, para que o mundo não diga: vejam, eles fracassaram.

Como discutimos a Alca --e os Estados Unidos entraram numa série de acordos, assim como fez o Brasil-- em outras palavras, há muitos comerciais bilaterais e regionais acontecendo.

E assim, só porque tivemos dificuldade em fazer a Alca funcionar isso não deve nos desencorajar de tentar fazer algo em nível global. Quero dizer, afinal, houve muitos êxitos no front comercial, apenas não naquele front comercial específico.

E não há dúvida de que foi duro com a Alca, e não há dúvida de que será duro com Doha. Mas o importante com relação a Doha é que é --é realmente uma oportunidade para o mundo se unir para tentar erradicar a pobreza mundial. E essa é uma razão importante e convincente para continuar tentando.

Assim, não me sinto nem um pouco desanimado com fracassos passados, nem sou otimista em excesso, porque já tivemos muitos êxitos em acordos comerciais.

Sou realista ao saber que é trabalho duro, mas será necessária a liderança do Brasil e dos Estados Unidos para continuar firmes, trabalhar duro e ver se não conseguimos chegar a um acordo positivo.

Jornalista Eliana Oliveira, O Globo: A minha pergunta para o presidente Bush é se ele concorda que, nos últimos anos, realmente os Estados Unidos estiveram de costas para a América Latina e o que poderia ser feito, então, para recuperar ou correr atrás do prejuízo nestes dois últimos anos de mandato? Eu posso fazer uma pergunta para o presidente Lula, também, por favor? O presidente Lula, ontem, classificou, mais uma vez, criticou os subsídios americanos, chamando-os de nefastos. Embora os dois presidentes tenham decidido colocar os dois ministros de comércio na pauta, para chegarem a um acordo, o senhor recebeu alguma sinalização de que é possível reduzir esses subsídios domésticos americanos aos agricultores?

Presidente Bush - Vou responder essa pergunta por ele --e ele poderá responder, também. Isso não vai acontecer. A lei não termina antes de 2009; então o Congresso a aceita-- ele vai analisar a questão quando a lei terminar. O sr. talvez queira acrescentar a essa resposta.

Quanto a minha viagem, estou levando a boa vontade dos Estados Unidos para a América do Sul e a América Central. É por isso que estou aqui. Acho que os EUA não ganham crédito suficiente por tentar melhorar a vida das pessoas.

Então minha viagem é para explicar, com a maior clareza possível, que nosso país é generoso e compassivo; que, quando enxergamos pobreza, isso nos preocupa; que, quando vemos analfabetismo, queremos fazer alguma coisa para resolvê-lo. Que, quando constatamos que há deficiências na saúde, ajudaremos no que estiver ao nosso alcance.

Estou certo de que a maioria das pessoas aqui na América do Sul não compreende que os Estados Unidos dobraram nossa ajuda bilateral aos países da América Central e do Sul desde que eu sou o presidente. Essa ajuda passou de US800 milhões para US$1,6 bilhão no ano passado.

E digo isso não apenas para me gabar de dólares, mas como ponto de partida para as pessoas entenderem que este país está comprometido com essa perspectiva: uma vizinhança próspera é do interesse dos Estados Unidos. Uma vizinhança pacífica é do nosso interesse.

Compreendemos plenamente que, se houver analfabetismo, isso acabará com o tempo afetando nosso país. Além disso, o povo americano tem grande compaixão pelos direitos humanos e a dignidade humana.

Depois desta coletiva de imprensa eu vou ver alguns programas aqui que são voltados a melhorar a vida dos cidadãos, programas voltados a focalizar os indivíduos e as melhores maneiras pelas quais eles podem ser auxiliados.

Existe muito investimento na região, como o presidente observou. Para alguns, essa é apenas uma palavra bonita, mas para outros, que se beneficiam de investimentos por meio de empregos, é uma parte fundamental de suas vidas.

Então minha viagem para cá é para recordar a nosso país que a América do Sul e a América Latina são bons lugares onde se investir, especialmente em países que aderem ao respeito pelas leis, que são transparentes e que acreditam nos fundamentos da liberdade.

Então estou recordando as pessoas de algo que é bastante evidente, que muitas pessoas sabem que existem laços diretos entre nossos países. Há muitos envios de dinheiro dos Estados Unidos de volta à região. Por que? Porque há pessoas que trabalham para ganhar a vida em nosso país e que mandam dinheiro para casa para sustentar suas famílias.

Então esta viagem é para recordar às pessoas dos laços que nos unem, e da importância desta região para o futuro dos Estados Unidos. E estou realmente satisfeito por estar aqui, e aprecio a hospitalidade. Podem fazer outra pergunta.

Bem, discordo terminantemente com sua descrição da política externa americana. Isso pode ser o que as pessoas dizem, mas certamente não é o que os fatos comprovam. Acabo de lhes dizer que nosso pacote de assistência bilateral dobrou.

Novamente, reconheço plenamente que o dinheiro por si só não é sinal de compaixão ou preocupação, mas é dinheiro que visa ajudar as pessoas a melhorar suas vidas. É dinheiro de justiça social. A maioria parte do dinheiro de assistência bilateral que gastamos é aplicado em programas de educação e de saúde.

Eu vou --quando eu for à Guatemala--, eu vou para fora da capital, para ver nossos militares construindo clínicas de saúde. O navio USS Comfort vai à região para dar assistência a milhares de pessoas que precisam de atendimento de saúde.

Treinamos professores, treinamos médicos, treinamos enfermeiras. Assim, a descrição de que demos as costas é simplesmente --não é condizente com os fatos. Pode ser uma percepção que se tem, mas os fatos certamente a desmentem.

E é por isso que eu vim. Já estive em seu grande país duas vezes num período de tempo muito curto, tudo visando enviar a mensagem de que nós nos preocupamos muito com sua região. E as relações entre nossos países são fortes; temos um relacionamento aberto; o diálogo é amistoso.

Não existe acordo de 100% em relação aos problemas, mas, apesar disso, as questões são trazidas para a mesa de maneira construtiva. E é espantoso o que se pode fazer em matéria de resolver problemas quando existe um sentimento de respeito mútuo e uma prioridade.

É fácil fazer pouco caso da política externa dos Estados Unidos na região, mas pense no seguinte: há milhões de pessoas desta região vivendo em nosso país. Os Estados Unidos são uma sociedade multicultural. Temos pessoas de toda parte da América do Sul e Central vivendo nos Estados Unidos --muitas legalmente, muitas ilegalmente, fato que, por sinal, é um argumento em favor de um plano de reforma abrangente da imigração que ensine as pessoas com respeito e dignidade.

Essa é uma das grandes questões que coloquei diante de nosso Congresso, conseguir redigir um plano de imigração abrangente.

Aprecio sua pergunta, e fico satisfeito por estar aqui para poder respondê-la.

Presidente Lula: Eu queria, na pergunta do jornalista americano, em que ele pergunta se eu fui capaz de convencer o presidente Bush de reduzir tarifas. Se eu tivesse essa capacidade de persuasão que você pensa que eu tenho, quem sabe eu já teria convencido o presidente Bush a tantas outras coisas, que eu não posso nem falar aqui.

Isso é um processo, e não tem diferença de um processo de negociação da diferença normal entre pessoas humanas. Tem momento em que você encontra com uma pessoa, você olha na cara dela e fala: não gostei. Depois de alguns meses, aquela pessoa vira a sua melhor amiga, ou seja, você estava equivocado quando disse que não gostava. Eu não acho que um país vá abrir mão das coisas que protegem o seu comércio porque um outro está pedindo, é um processo de convencimento, de muita conversa. Vai chegar um dia em que essa conversa vai amadurecer e a gente vai poder encontrar o denominador comum que permita que a gente faça o acordo.

A segunda coisa, a pergunta da jornalista do Jornal "O Globo". Nós, hoje, temos um problema que está em jogo. Eu aprendi com o ministro Celso Amorim, que se a gente fizesse um triângulo, a gente mostraria para vocês quais são as dificuldades de negociação que nós temos. O que os países da União Européia desejam? Que ela facilite o acesso, ao seu mercado agrícola, dos países mais pobres, inclusive dos Estados Unidos. O que nós queremos dos Estados Unidos? Que eles reduzam os subsídios praticados no mercado interno. O que os Estados Unidos e a União Européia querem de nós, brasileiros, e de outros que compõem o G-20? Que a gente flexibilize o acesso a produtos industriais e aos serviços. É isso que está em jogo.

Ora, se nós tivermos a inteligência e a competência para tirar do bolso do colete os números que até agora são segredo e estão guardados a sete chaves, nós vamos encontrar um ponto comum. Eu estou convencido. Não pergunte qual é o número, que se eu soubesse, eu não diria. Até porque se eu dissesse, passaria a ter o paradigma, aí ele só ia exigir que eu baixasse mais um pouco. Então, eu tenho que manter esse número guardado. Isso é que nem um jogador quando vai bater um pênalti: ele nunca fala qual é o canto em que ele vai bater para o goleiro. Mas a minha crença é que as0 coisas estão mais ou menos encaminhadas e eu sou otimista. Tem gente pessimista, porque tem gente pessimista para tudo no mundo, não tem problema.

Uma terceira coisa que eu queria dizer ao presidente Bush, se me permite dizê-lo uma coisa. Eu, ao longo do tempo, fui construindo uma convicção, e eu tenho dito isso aos meus companheiros do Caricon, tenho dito isso aos meus companheiros da América Central, tenho dito isso aos países da África, que nós, na verdade, não precisamos ficar discutindo ajuda a esses países. Nós precisamos discutir uma coisa mais importante do que ajuda, nós precisamos construir juntos projetos, projetos que signifiquem desenvolvimento, e que depois de algum tempo a gente veja o resultado concreto daquele dinheiro investido. Porque em alguns países, ao longo da história, nem sempre o dinheiro da ajuda resulta em alguma coisa, porque não se tem controle da aplicação desse recurso.

Eu estou convencido de que no Programa de Combustível, se tivermos maturidade e compreensão política para fazer projetos em conjunto com outros países, com os Estados Unidos, a África do Sul, a Índia, a China, países europeus, e financiar projetos de produção de biodiesel e etanol nesses países mais pobres, e depois os países mais ricos comprarem o biodiesel produzido, aí, sim, nós vamos verificar que o investimento colocado naqueles países produziu resultados. E o que é mais importante, gerou empregos. Porque nada mais dá cidadania a um homem ou a uma mulher do que ele saber que tem um emprego e, no final do mês, levar um dinheirinho para casa.

Eu penso que é isso que nós poderemos fazer. Eu disse ao presidente Bush: nós poderemos fazer isso para a América Central, construir projeto de desenvolvimento para os países mais pobres e, depois de cinco, seis ou dez anos, nós vamos perceber que alguma coisa foi construída ali e que está gerando riqueza. Essa, na minha opinião, é a grande forma de ajuda que os países mais ricos podem dar aos países mais pobres.

Pergunta feita por jornalista norte-americano - Sr. presidente (Bush), os iraquianos farão sua conferência regional amanhã (hoje). Quais são suas expectativas para ela? O sr. está disposto, agora, a negociar diretamente com o Irã e com a Síria nessa reunião?

Presidente Bush - A expectativa é que os países da região, mais os países do mundo, reconheçam que a democracia pode levar à paz, e que, quando 12 milhões de pessoas votam por viver numa sociedade livre, é do interesse de todos nós ajudá-las a concretizar as bênçãos de uma sociedade livre. É essa a expectativa --em outras palavras, um compromisso em ajudar essa democracia jovem a sobreviver e crescer.

Nossa mensagem para os sírios e iranianos não vai mudar, nessa reunião, em relação ao que eu já declarei publicamente, ou seja, esperamos que vocês ajudem essa democracia jovem.

E vamos nos defender e vamos defender a população do Iraque contra armas que são enviadas ao país para fazer o mal; que vamos nos proteger e vamos ajudar o povo iraquiano a proteger-se contra aqueles que se dispõem a assassinar inocentes para alcançar seus objetivos políticos.

E é uma reunião positiva, Steve, especialmente para o primeiro-ministro Maliki e seu governo, na medida em que países virão agora a uma reunião bastante formal para expressar seu apoio. E é positivo porque acho que será importante para o povo iraquiano, que vem sofrendo muito, ouvir de outros no mundo que dizem "apoiamos sua coragem, apoiamos sua disposição em assumir riscos em nome da liberdade".

E vamos ver como será a reunião, mas estou satisfeito por ter apoiado o pedido do primeiro-ministro para que essa reunião acontecesse.

Sr. presidente (Lula), obrigado. Suas coletivas de imprensa são agradáveis. Aprecio o fato de a imprensa brasileira ter vindo. Fico feliz pela imprensa americana ter se comportado bem. Cuidado, ela pode passar muito tempo nos bares por aqui. (risos). Ok, obrigado.

Da Folha de São Paulo/Agência Brasil

Agência Brasil/Reprodução
George W. Bush se despede no aeroporto de Guarulhos.
 
Postado às 12h35
 
 
|
 
07/03/2007
A Terra na internet
 

Site disponibiliza imagens do planeta via satélite em tempo real. O visitante pode visualizar cada parte da Terra através de um simples toque do mouse sobre a região desejada ou inserir as coordenadas de localização no rodapé da página.

Planeta Terra via satélite

Reprodução

Os brasileiros também podem visualizar o país através do site do CPTEC. A página disponibiliza imagens via satélite de regiões onde se concentram queimadas e desmatamentos.

Localização de queimadas no Brasil

Reprodução
 
Postado às 16h22
 
 
|
 
07/03/2007
Clima: Marina Silva diz que EUA têm que se esforçar
 

Aproveitando a vinda do presidente norte-americano George W. Bush ao Brasil, a ministra Marina Silva diz que o governo americano tem que se esforçar mais para combater o efeito estufa.

"A humanidade inteira cobra do presidente Bush que tenha mais compromisso em relação à diminuição de emissão dos gases causadores de efeito estufa", disse a ministra.

Durante a viagem ao Brasil, Bush irá discutir as metas e as pretensões do etanol com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante encontro em São Paulo.

"Estamos em uma esquina ética. Ou entramos em um novo processo civilizatório, ou a situação vai ficar muito difícil", disse Marina Silva.

Agência Brasil/Reprodução

Da Folha de São Paulo/Agência Brasil

 
Postado às 15h47
 
 
|
 
07/03/2007
Golfinho ganha cauda artificial
 

Tóquio – A fêmea Fuji estava passando por um inferno astral. Primeiro havia perdido a apêndice natural (cauda) por conta de uma doença de pele e com a inatividade, engordou e parecia não ter mais chances de uma vida saudável.

Mas as coisas mudaram, Fuji acaba de receber uma prótese de borracha e voltou a ter uma rotina normal no Aquário Churaumi, na ilha de Okinawa onde vive.

"Como ela não estava se exercitando o suficiente, ganhou peso e percebemos que os seus níveis de colesterol estavam muito altos. Ficamos com medo que isso viesse a desencadear outras doenças, então tivemos de fazer algo", diz o tratador Masaya Koami.

A cauda de borracha foi feita por encomenda por um amigo do tratador que trabalha na fábrica de pneus Bridgestone. A prótese é um pouco menor que a cauda original e o material do artefato tem a mesma tecnologia utilizada na Fórmula 1. A peça foi reforçada com um osso artificial de fibra de carbono.

A Bridgestone disse ter gasto cerca de 10 milhões de ienes (cerca de US$ 83 mil, ou R$ 176 mil) para desenvolver e construir a cauda. Após a adaptação Fuji já pôde ser vista pulando na piscina do aquário.

Divulgação

Do Estado de São Paulo/Reuters

 
Postado às 15h19
 
 
|
 
07/03/2007
Fashion Week promoverá atitude ecológica
 

São Paulo - A assessoria de imprensa da próxima edição da São Paulo Fashion Week irá destacar mais uma vez a causa ecológica, como já aconteceu na última edição. Desta vez a SPFW 2007/2008, que acontecerá de 13 a 19 de junho, dará destaque a água.

Na edição do começo do ano a SPFW incentivou o público a calcular sua emissão diária de carbono e quantas árvores seriam necessárias para compensar a emissão. O projeto teve a parceria da ONG Iniciativa Verde (Green Initiavite).

A organização da SPFW se comprometeu a plantar cerca de 5.000 árvores, de oitenta espécies diferentes, em regiões desmatadas da mata atlântica.

Além da organização os estilistas também apresentaram vestidos feitos a partir de materiais reciclados.

Reprodução

Da Folha de São Paulo

 
Postado às 14h57
 
 
|
 
07/03/2007
Bebezinho, bebezinho, bebezinho: Amigos inseparáveis
 

Dois jovens orangotangos e dois filhotes de tigres de Sumatra se tornaram grandes amigos no Zôo Safári Taman. Mas se a natureza das espécies prevalecer este convívio tem data para acabar: tigres começam a comer carne aos três meses.

Uma amizade que seria impossível no habitat natural, a floresta tropical da Indonésia, tornou-se uma atração. "Isto é incomum e jamais teria ocorrido na natureza", disse a zeladora do zoológico, Sri Suwarn. "Como bebês humanos, só querem saber de brincar".

Divulgação/Reprodução

"Quando a hora chegar, teremos de separá-los", disse ela. "É triste, mas não podemos mudar a natureza. Tigres começam a comer carne aos três meses de idade".

A amizade de Dema e Manis (os tigres) e as macacas Nia e Irmã, aconteceu no berçário do zoológico. Abandonados pelas mães logo após o nascimento os bebês brincam e dormem juntos.

As duas espécies estão ameaçadas de extinção por conta da redução das florestas tropicais da Indonésia

Do Estado de São Paulo/AP/Associated Press

 
Postado às 14h33
 
 
|
 
01/03/2007
Austrália quer proibir uso de lâmpadas incandescentes
 

Sydney – Governo da Austrália anuncia um plano para retirar do mercado lâmpadas incandescentes e substituí-las por Lâmpadas fluorescentes compactas, mais econômicas. A medida é uma continuidade ao plano ambiental australiano: “lâmpadas” que não cumpriram metas de economia seriam gradualmente retiradas de circulação.

Apesar do ministro australiano do Meio Ambiente, Malcolm Turnbull, definir a iniciativa com pioneira, países como Cuba e Venezuela já possuem programas parecidos.

O governo quer reduzir as emissões de gases do efeito estufa em 4 milhões de toneladas até 2012, e diminuir o consumo de eletricidade residencial em 66%. Dados do próprio governo afirmam que a Austrália produziu 565 milhões de toneladas de gases em 2004.

"É um pouco, mas é uma grande mudança", disse o ministro, a uma rede local de televisão. "Se o mundo... seguir nosso exemplo, isto reduzirá o consumo de energia em cerca de cinco vezes o que a Austrália consome".

Do Estado de São Paulo/AP

 
Postado às 15h08
 
 
|
 
01/03/2007
Efeito estufa e aquecimento global: todos querem saber mais
 

O anúncio do relatório d IPCC/ONU (Organização das Nações Unidas) lançado no começo deste ano parece estar surtindo efeito na sociedade, ou pelo menos para quem tem acesso a internet.

Segundo estatísticas do Hitwise, que analisa os termos mais procurados na rede mundial de computadores, expressões ligadas ao aquecimento global bateram recordes.

O aumento das buscas, em janeiro e fevereiro, sobre o termo em inglês "global warming", cresceu 173% em relação ao mesmo período de 2006. No jornal a Folha de São Paulo Online a definição “aquecimento global” ficou entre as 25 mais buscadas.

Reprodução

A Wikipedia ficou em primeiro lugar, superando o site da agência norte-americana de Proteção Ambiental, registrando 14,5% das buscas entre janeiro e fevereiro. Os sites ClimateHotMap.org e o ClimateCrisis.net, responsável pela divulgação do premiado documentário de Al Gore "Uma Verdade Inconveniente", ficou em terceiro lugar no ranking dos mais acessados.

No portal da Agência Ambiental Pick-upau também houve um aumento pela procura de assuntos ligados ao aquecimento global e o efeito estufa. Matérias sobre o Protocolo de Kyoto, energias renováveis e matérias com a definição de mudanças climáticas foram mais procuradas nos meses de janeiro e fevereiro, inclusive nos idiomas em inglês e espanhol. Para saber mais sobre esses temas acesse as editorias Mundo e o Panorama Ambiental. Para realizar buscas detalhadas acesse a editoria Serviços.

Da Folha de São Paulo/Pick-upau

 
Postado às 14h49
 
 
|
 
01/03/2007
Etanol eleva preço de terra no mundo
 

O aumento no plantio de milho para a produção de álcool combustível está criando uma grande mudança nos preços internacionais de terra cultivável, é o que afirma um artigo publicado no jornal "Herald Tribune".

"Terras agriculturáveis do Iowa à Argentina estão aumentando em preço mais rapidamente que imóveis em Manhattan e Londres pela primeira vez em 30 anos", descreve a matéria, que também foi reproduzida no "The New York Times".

"A demanda por milho usado no etanol aumentou o valor da terra em 16% em Indiana e 35% em Idaho, segundo mostram dados do governo", diz o texto.

"A demanda por milho usado na produção de etanol teve uma ajuda do presidente George W. Bush no mês passado, quando ele prometeu um aumento de cinco vezes no uso de combustíveis de fontes renováveis até 2017", explica em outro trecho da matéria.

"Para atender à meta de Bush, serão necessários 12,5 bilhões de alqueires de milho, 19% mais do que foi cultivado no ano passado nos Estados Unidos, o maior produtor mundial", diz o jornal.

"Cerca de 5 milhões a 8 milhões de hectares do total de 1,5 bilhão de hectares mundiais de terra agriculturável são abandonados a cada ano por causa da deterioração de qualidade, segundo o Worldwatch Institute, de Washington", conclui o jornal.

Da Folha de São Paulo/BBC

 
Postado às 14h26
 
 
|
 
01/03/2007
Lula gigante emite flashes de luz durante ataque
 

Um vídeo gravado em 2005, por cientistas japoneses revelou um espetáculo de luzes durante o ataque de uma lula gigante. A espécie conhecida como Taningia danae, foi flagrada em águas profundas na costa da ilha Chichijima, no norte do Pacífico.

Os pesquisadores especulam sobre o motivo do show de luzes emitido pelo animal. Ele pode funcionar como uma forma de cortejar parceiros sexuais ou desorientar possíveis vítimas. "Método de iluminação e medição da distância entre a lula e a presa, em um ambiente normalmente muito escuro", diz o cientista.

"Ninguém jamais havia visto esse tipo de comportamento luminoso durante a caça de lulas gigantes em águas profundas", disse Tzunemi Kubodera, coordenador da pesquisa, à BBC.

Os vídeos foram gravados a profundidades entre 240 e 940 metros. A pesquisa foi publicada na revista Proceedings of the Royal Society B.

Divulgação

Da Folha de São Paulo

 
Postado às 14h06
 
 
|
 
01/03/2007
Nova Zelândia quer ser 1º país com emissão zero
 

Helen Clark, premiê da Nova Zelândia, afirmou durante discurso no Parlamento neozelandês, que o país será o primeiro a neutralizar os gases-estufa (que retirará da atmosfera a mesma quantidade que emite), e anunciou grandes cortes nas emissões, além das metas para o uso de biocombustíveis.

Clark comparou a ameaça da mudança climática no mundo ao holocausto nuclear durante a Guerra Fria e afirmou que a Nova Zelândia será líder na luta contra essa ameaça.

"Acredito que a Nova Zelândia possa aspirar a ser a primeira nação realmente sustentável, acredito que possamos aspirar a ser neutros em carbono em nossa economia e em nosso modo de vida", disse Clark.

Apesar na Nova Zelândia ter problemas para cumprir as metas do Protocolo de Kyoto, Clark anuncia metas ambiciosas para o controle das emissões. Entre as perspectivas está a adoção obrigatória de biocombustíveis, que deverão ser responsáveis por 3,4% de todo o combustível sólido do país até 2012.

Mesmo com as declarações, vale destacar que a Nova Zelândia, até momento, está ao lado dos Estados Unidos, que não apóiam o Protocolo de Kyoto.

Da Folha de S.Paulo/Associated Press

 
Postado às 13h43
 
 
|
 
01/03/2007
60% da população mundial sofrerá com falta de água
 

Segundo a FAO agência para agricultura e alimentação e órgão da ONU (Organização das Nações Unidas), dentro de 20 anos, cerca de dois terços da população mundial poderá sofrer com a escassez de água.

O relatório apresentado em Roma (Itália), sede da agência, diz que o consumo de água dobrou no último século e que cerca de 1 bilhão de pessoas já sofre com a falta de água.

Pasquale Steduto, diretor da unidade de gerenciamento dos recursos hídricos da FAO, diz que mais de 2,5 bilhões não possuem acesso ao saneamento básico e pediu maior esforço para a proteção dos recursos hídricos no planeta.

O documento destaca que dois terços de toda a água retirada de lagos, rios e reservatórios subterrâneos vão para a irrigação de cultivos agrícolas.

"A comunidade global tem conhecimentos para lidar com a escassez de água. O que é necessário é agir", afirma o documento da FAO.

Da Folha de São Paulo/BBC Brasil

 
Postado às 13h10
 
 
|