São Paulo, SP – Brasil
 
  +Blog da Pick-upau
   
  24/02/2008
  100% dos oceanos já foram alterados pelo homem
 

Estudo publicado na revista “Science” reuniu as bases de dados existentes sobre 17 impactos humanos em 20 dos 24 grandes habitats marinhos. Além de não existir mais áreas intocadas, cerca de 40% do oceano está densamente afetado pela ação do homem.

Poluição inorgânica, elevação da temperatura do mar, acidificação, pesca de arrasto e espécies invasoras são alguns fatores que modificaram metade dos mares do planeta, transformado os oceanos em “desertos de água”. O estudo indica que não há sequer um metro cúbico da imensidão azul que seja realmente intocado.

O estudo foi coordenado por pesquisadores da Universidade da Califórnia em Santa Barbara (EUA) e foi apresentado na reunião anual da AAAS (Associação Americana para o Avanço da Ciência), em Boston (EUA).

Reprodução/Wikipedia/Alexandre Van de Sande

Da Folha de São Paulo

 
  Postado às 20h42
 
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  24/02/2008
  Gravidez de Elefanta causa polêmica na Austrália
 

Gravidez precoce de Thong Dee, uma elefanta que vive no zoológico Taranga, em Sidney, causa polêmica. Grupos de ativistas pelos direitos dos animais dizem que o animal é muito jovem para procriar e acusam o zôo de “irresponsabilidade” por ter permitido o acasalamento.

"Isso é o equivalente a permitir que uma menina de 12 anos de idade fique grávida", disse Erica Martin, do Fundo Internacional para o bem-estar animal, assegurando que elefantes só devem começar a procriar a partir dos 11 anos.

No entanto, a direção do zoológico se defende e alega ter consultado especialistas antes de permitir a reprodução de Thong Dee com o macho Gung, de 7 anos.

"Nós fomos aconselhados por especialistas em reprodução de elefantes, que sugeriram que todos os elefantes do zoológico estavam prontos para procriar", afirma Lucy Melo, diretora do zoológico, acrescentando que o casal é um caso de "amor à primeira vista".

A elefanta está no quinto dos 22 meses de gravidez, seu filhote deve nascer no ano que vem. Se tudo der certo Thong Dee será a primeira da espécie a dar à luz em cativeiro na Austrália, informou a direção do zoológico.

Divulgação/BBC

Do Portal G1/BBC

 
  Postado às 20h33
 
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  24/02/2008
  Universitários estudam árvore pracaxi no viveiro de mudas da Embrapa
 

Tudo pode ser aproveitado da árvore pracaxi. Embora não seja um nome conhecido no ambiente urbano, é muito usada por populações ribeirinhas no tratamento contra picada de cobras e cicatrização de úlceras. As sementes produzem azeite de cozinha e a madeira pode ser utilizada para fabricar de móveis a dormentes de ferrovias. No mercado internacional o metro cúbico da madeira do pracaxi chega a alcançar o preço de 31,94 dólares (em pé) e 47,91 dólares (no pátio de toras).

Entre os estudos sobre a espécie Pentaclethara macroloba Willd- nome científico do pracaxi -, está uma pesquisa realizada por Eliana Balieiro do Nascimento e Wendel Aranha Pinto válida como Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) de Engenharia Florestal pelo Instituto Macapaense de Ensino Superior (IMMES).

Divulgação/Embrapa

O trabalho teve como objetivo avaliar a germinação e o crescimento inicial do pracaxi cultivado no viveiro do Campo Experimental de Fazendinha, da Embrapa Amapá. A monografia dos recém-formados ganhou nota 9,5 da banca examinadora, formada pelo pesquisador Jorge Segovia (Embrapa Amapá), pelo professores José Ricardo Smith e Edmir dos Santos Jesus e pelo engenheiro florestal Jorge Breno Palheta Orellana.

Durante toda a pesquisa bibliográfica e trabalhos de campo, os alunos foram orientados pelo pesquisador Jorge Segovia, que há seis anos publicou um estudo apontando que diversas espécies florestais apresentaram altos índices de sobrevivência quando consorciada a cultivos agrícolas em sistemas agroflorestais instalados no Distrito do Pacuí.

Para avaliar a variação genética do pracaxi, Eliana e Wendel coletaram frutos a partir de uma amostragem de 36 matrizes em cada unidade geográfica de coleta, nas áreas de várzeas dos municípios de Macapá (Igarapé da Fortaleza) e Santana (distrito do Anauerapucu). Através de técnicas manuais de separação, eles obtiveram sementes das árvores e formaram um único lote de coletas. Na seleção utilizaram apenas as que tinham condições favoráveis de germinação e vigor e eliminadas as sementes brocadas, ardidas e com fungos.

Divulgação/Embrapa

Os ensaios de germinação foram realizados em um viveiro telado, sendo que as plântulas foram protegidas reduzindo a radiação excessiva com sombrite a 50%, suspenso a dois metros de altura no interior do viveiro. Um procedimento importante foi eliminar as ervas daninhas através de capinas manuais, e a umidade dos substratos, mantida sempre próxima da capacidade de campo, utilizando para o sistema de irrigação localizada por micro-aspersão.

Os recém-formados e o pesquisador relatam ainda que o preparo do substrato para o plantio constou de secagem, peneiramento e esterilização do solo com uma solução composta de hipoclorito de sódio e água. O semeio foi realizado em sacos plásticos de polietileno preto. Uma das fases da pesquisa foi a análise físico-químicas dos substratos utilizados nos ensaios, realizados no Laboratório de Análise de Solos da Empresa Amapá.

Entre as diversas análises, procuraram observar a altura da planta, comprimento da raiz, diâmetro do colo, número de folhas, massa seca da folha, massa seca do caule, a massa seca da raiz e massa seca total. Uma das conclusões dos novos engenheiros florestais é de que no Estado do Amapá observou-se que, ao longo de dois anos a espécie pracaxi cresce em clima tropical chuvoso, florando no período seco e frutificando no período chuvoso.

Divulgação/Embrapa

Outros resultados mostraram que na espécie Pentaclethra macroloba Willd, não se observou a dependência das sementes, tanto para germinação quanto para o crescimento inicial, em função da acidez e do teor nutritivo do substrato em que ela se encontra. Portando foi possível a formação de mudas precoces aos 71 dias após o semeio, bem enraizadas e aptas ao transplante em ambiente de viveiro coberto com sombrite a 50% e com sistema de irrigação por micro-aspersão, mas sem depender da adição de fertilizantes e corretivos químicos. Isso reduz os custos de produção de mudas durante o seu crescimento inicial.

Os dados desta pesquisa proporcionam conhecimentos técnicos para pesquisadores, extensionistas, viveiristas e agricultores familiares que trabalham com produção de mudas de espécies florestais, principalmente quando tratar-se de sistemas agroecológicos para manejo de áreas de baixo impacto ou recuperação ambiental de áreas degradadas.

Embrapa
Assessoria de Comunicação
Dulcivânia Freitas

 
  Postado às 20h28
 
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  24/02/2008
  Garrafas PET aquecem chuveiros
 

O projeto “Água quente para todos” da Secretaria Municipal do Meio Ambiente de Presidente Prudente (565 km de São Paulo) utiliza materiais reciclados para construção de aquecedor residencial.

O ‘aparelho’ feito a partir da reutilização de garrafas PET e embalagens de longa vida pode contribuir, consideravelmente, para a redução do custo da conta de energia elétrica e ajudar na redução de lixo produzido na cidade.

Segundo a prefeitura, o aquecedor tem um custo de R$ 120,00 e seu funcionamento é bem simples: a água fria passa pelo encanamento e as caixas de leite pintadas de preto e as garrafas expostas ao sol absorvem o calor, levando água quente até o chuveiro da casa.

O próximo passo do projeto é capacitar professores e produzir uma cartilha para que os pais possam construir os aquecedores em casa.

Do Portal G1

 
  Postado às 19h55
 
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  24/02/2008
  Pesquisadora ganha prêmio por trabalho com anta
 

Patrícia Médici, pesquisadora brasileira do Instituto de Pesquisas Ecológicas, acaba de ganhar o Golden Ark Award, prêmio holandês concedido a cientistas que colaboram com a preservação de animais selvagens.

A anta, objeto de sua pesquisa é um animal importante para avaliação da qualidade de vida das florestas onde vive, visto que é uma das primeiras espécies a desaparecer no caso de desequilíbrio e destruição. A anta é também um grande disseminador da mata ao dispersar as sementes das frutas que come. A espécie brasileira (Tapirus terrestris) está classificada como vulnerável na Lista Vermelha de espécies ameaçadas da IUCN (União Internacional para a Conservação da Natureza).

Divulgação

Do Portal G1

 
  Postado às 19h47
 
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  24/02/2008
  Europa faz ‘apagão’ simbólico
 

Quatro pontos turísticos europeus fizeram um “apagão” simbólico para promover a economia de energia. A Torre Eiffel, em Paris na França, o Coliseu de Roma (Itália), o castelo de Edimburgo, na Escócia e o Parlamento Europeu, em Estrasburgo, também na França.

Reprodução/ Wikipedia/Rüdiger Wölk

O evento acontece no aniversário de terceiro ano da entrada em vigor do Protocolo de Kyoto. Segundo a prefeitura de Paris, esse deve ser um importante recado na batalha contra a mudança climática.

Menos carros em Berlim

Parlamentares alemães querem propor o fechamento de Berlim ao tráfego de automóveis no próximo dia 1º de junho para colaborar na luta contra o aquecimento global.

Segundo o porta-voz da pasta do Ambiente, Daniel Buchholz, a idéia surgiu no Fórum da Juventude de Berlim, realizado em novembro do ano passado. Para ser aprovada a proposta precisa ter no mínimo 75 votos, o projeto pede ainda, que no mesmo dia viagens de trens e ônibus sejam gratuitas.

Uma pesquisa realizada em fevereiro de 2007, indica que 65% dos alemães são favoráveis à restrição de automóveis aos domingos para combater a poluição e o aquecimento global, enquanto 34% são conta a restrição.

Da Folha de São Paulo/France Presse/Ansa

 
  Postado às 19h32
 
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  24/02/2008
  Pássaro muda canto para transmitir mensagens
 

Estudo conduzido pelo professor da Universidade de Campinas (Unicamp) Jacques Villiard, realizado na Reserva Estadual de Morro Grande, no interior de São Paulo, revela que passarinho adapta canto à floresta para transmitir mensagens diferentes. O pula-pula-assoviador (Basileuterus leucoblepharus) usa uma série de ‘códigos secretos’ para saber quem está por perto.

O pássaro utiliza artifícios como a acústica da floresta, códigos que indicam quais espécies, a distância e as possíveis intenções do assoviador. A comunicação entre os indivíduos é essencial para a espécie, diz Boscolo. “Um canto feito do jeito errado não é reconhecido. O animal não reage”, afirma. O canto está perfeitamente ajustado para as características acústicas da floresta. Qualquer variação e a mensagem se perderia”, explicou ao G1. O estudo também destaca a importância da Mata Atlântica e lembra que o bioma é um dos mais ameaçados do mundo.

Divulgação/USP

Do Portal G1

 
  Postado às 19h15
 
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  17/02/2008
  Aquecimento global ameaça pingüins-rei
 

O aquecimento global ameaça a sobrevivência de pingüins-rei que vivem na Antártida. O aumento da temperatura afeta animais (peixes e lulas) que servem de alimento para os pingüins. Um grupo de pesquisadores franceses descobriu que a redução de alimentos afeta diretamente a sobrevivência dos pingüins. Segundo os cientistas, a cada elevação de 0,26ºC na temperatura da superfície do mar há uma redução de 6% nas populações adultas da espécie.

Divulgação
Pesquisadores estimam que existam cerca de dois milhões de casais adultos, capazes de se reproduzir, na Antártida. Elevação da temperatura pode dizimar os pingüins.

Do Portal G1

 
  Postado às 24h07
 
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  17/02/2008
  Modelos em Los Angeles
 

Henri Lizardlover, um americano de Los Angeles, que cria lagartos há 25 anos, resolveu tirar fotos dos animais em posições comuns entre os humanos.

A idéia ganhou força, em 1988, depois que Lizardlover decidiu fazer uma série de cartões postais com os répteis em situações curiosas, tocando guitarra ou pedalando bicicleta. "Eles cooperavam e ficam estáticos em posições humanas, então comecei a fotografá-los", conta.

O americano se diz apaixonado pela espécie, tanto que mudo seu sobrenome de Schifberg para Lizardlover, “amante de lagartos”, na tradução livre.

No entanto, Lizardlover, alerta: apesar de parecerem mansos, os lagartos possuem uma poderosa mordida. O americano tem 50 animais em sua casa.

Divulgação/BBC

Do Portal G1/Da BBC

 
  Postado às 23h48
 
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  17/02/2008
  Morre Ah Meng, a orangotango mais famosa de Cingapura
 

O zoológico de Cingapura, no sudeste Asiático, realizou um funeral, digno de celebridade, para um de seus habitantes mais ilustres, Ah Meng, uma fêmea de orangotango, de cerca de 50 anos de idade. O animal havia sido resgatado de uma família que a mantinha, ilegalmente, como bicho de estimação em 1971. Meng ‘trabalhou’ em mais de 30 filmes e ‘atuou’ ao lado de celebridades do cinema americano. A causa da morte não foi divulgada.

Zôo de Cingapura/Divulgação
A fêmea de orangotango pouco antes de morrer.

Do Portal G1/Reuters

 
  Postado às 23h37
 
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  17/02/2008
  Mar Morto tem aumento na perda de água
 

O Mar Morto pode entrar em estado critico se alguma medida não for tomada com urgência para reduzir a perda de se volume. Em janeiro quadruplicou a queda do nível da água, em função da construção de represas e pela falta de chuvas. "Em janeiro, o nível do mar abaixou 20 centímetros, quatro vezes mais do habitual", disse o hidrologista Amos Bein.

“Nos próximos meses a baixa será mais acentuada, e depois será preciso ver como fazer essa água chegar até ele, ou o problema ficará ainda mais grave", acrescentou. Segundo o pesquisador, as represas interrompem as correntes, que antes seguiam em direção ao Rio Jordão, principal rio que deságua no Mar Morto. Essa redução corresponde a 100 milhões de metros cúbicos, agravada pela perda anual de 450 e 650, segundo dados estatísticos.

Hoje, o nível do Mar Morto está em 420,94 metros abaixo do nível do mar, sendo que, nos últimos doze meses a queda foi de 1,17 metros. Segundo a previsão de cientistas, o Mar Morto deverá perder metade de sua superfície em 150 anos.

Localizado na fronteira da Jordânia e Israel, o “Mar de Sal”, como é descrito na Bíblia, é um dos locais mais inóspitos do planeta, com temperaturas que no verão podem chegar a 40ºC à sombra.

Reprodução
O litoral do Mar Morto do lado israelense

Do Portal G1/EFE

 
  Postado às 23h29
 
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  17/02/2008
  Um ‘novo’ minipterossauro
 

Pesquisadores brasileiros e chineses descobrem minipterossauro do tamanho de um pardal. O animal viveu na china há 120 milhões de anos. Batizado de Nemicolopterus crypticus por Alexander Kellner, Diógenes de Almeida Campos (brasileiros) e Xiaolin Wang e Zhonghe Zhou, chineses no Instituto de Paleontologia de Vertebrados e Paleontoantropologia da China, o fóssil foi descoberto nas rochas da província de Liaoning, noroeste da China.

O pequeno ‘dino’ com apenas 25cm de uma ponta a outra de suas asas é o menor pterossauro conhecido. "Pelo menos essa é a nossa avaliação", afirma Kellner, que é pesquisador do Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). "Existem exemplares menores, mas são todos indivíduos recém-nascidos ou muito jovens. Para se ter uma idéia, há embriões de outra espécie que são maiores do que esse animal", compara.

"A minha opinião é que ele não cresceria, mas, mesmo que dobrasse ou quadruplicasse de tamanho, ainda seria minúsculo perto de seus parentes", diz o paleontólogo. "Sem crista provavelmente ficava mais fácil para ele voar entre a folhagem das árvores. E, claro, ele também chamava menos a atenção", avalia Kellner.

Divulgação
Ilustração do animal devorando uma provável presa, um inseto
 
Michael Skrepnickaption/Divulgação

O paleontólogo Alexander Kellner durante trabalho de campo

Do Portal G1

 
  Postado às 23h13
 
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  17/02/2008
  Decoada deve ocorrer em março de forma moderada
 

O fenômeno natural da decoada, como é chamado popularmente, deve começar a ocorrer em março se o nível do rio Paraguai continuar subindo no ritmo dos últimos dias, de 2 cm a 4 cm ao dia. Ele provoca a deterioração da qualidade da água dos rios e, conseqüentemente, a mortandade de peixes no Pantanal. A informação é da pesquisadora Débora Calheiros, da Embrapa Pantanal.

Segundo ela, a decoada ocorre todos os anos, mas a intensidade é variada, pois depende da forma como se comporta o rio Paraguai na seca e na cheia subseqüente. Ocorre com alta magnitude quando há uma seca pronunciada (como foi a de 2007) seguida de uma enchente mais rápida e também pronunciada.

“Temos uma decoada intensa quando o nível do rio Paraguai atinge 3,5 metros (pela régua de Ladário) no começo de fevereiro”, explicou Débora. Como neste ano a enchente não está tão intensa, prevê-se que o fenômeno deva ocorrer de forma moderada. Nesta quarta-feira, dia 13, o nível do rio estava em 2,80 metros.

A última decoada considerada de magnitude elevada ocorreu em 1995, quando o rio Paraguai teve a terceira maior cheia do século passado. De acordo com Débora, decoadas intensas podem provocar a mortandade de indivíduos de todas as espécies de peixes. Quando a intensidade é menor, algumas espécies apresentam adaptações que conferem maior resistência, como o pacu, por exemplo, que desenvolve um lábio mais grosso na parte inferior da boca para melhorar a eficiência na tomada de oxigênio na superfície durante a decoada.

Fenômeno

A decoada está diretamente relacionada ao regime de cheia e seca dos rios da planície pantaneira. Quando as águas recuam, a vegetação aquática morre e a terrestre, em especial gramíneas, se recompõe de forma rápida.

Durante a enchente subseqüente, segundo Débora, a água passa a cobrir a planície pantaneira deixando esta vegetação submersa. Toda essa matéria orgânica em contato com a água começa a se decompor e, conforme o nível de inundação aumenta, os produtos da decomposição são levados do campo inundado para os lagos (baías), córregos e rios.

Esse processo de decomposição realizado pelas bactérias é tão intenso que é capaz de consumir todo o oxigênio dissolvido na água, liberando o dióxido de carbono livre. O fenômeno dificulta a respiração dos peixes, que sobem à superfície para tentar absorver o oxigênio da interface ar-água (“boquear”) e ficam mais expostos aos predadores ou acabam morrendo se não acharem uma área com água em melhores condições.

Segundo a pesquisadora da Embrapa Pantanal (Corumbá-MS), Unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária - Embrapa, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, dependendo da intensidade e tempo de duração, o fenômeno pode matar toneladas de peixes.

Apesar disso, Débora explica que a decoada tem um papel ecologicamente importante para o funcionamento do Pantanal. Faz parte do ciclo de renovação da planície relacionado ao ciclo das águas e garante a entrada de nutrientes no sistema. Normalmente a decoada acontece no período de enchente, entre fevereiro e maio. Nesta época as altas temperaturas (média de 32 graus) no Pantanal aceleram o processo de decomposição.

Quando uma frente fria se aproxima, as temperaturas caem por alguns dias e o processo de decomposição desacelera, melhorando a qualidade da água. Em 1995, o rio Paraguai chegou a ficar dois meses praticamente sem oxigênio em função da decoada.

É difícil prever exatamente onde a decoada vai ocorrer, mas Débora afirma que o fenômeno tende a acontecer a partir do Parque Nacional, na divisa com o Mato Grosso, na região conhecida como Três Bocas. Normalmente atinge as áreas marginais, campos inundados e baías, em caso de cheias mais localizadas, mas pode atingir o canal principal dos rios, se a inundação for intensa. A Embrapa Pantanal vem acompanhando a decoada de forma sistemática desde 1994.

Oslain Branco/Embrapa
Peixes buscam a superfície dos rios para ter acesso ao oxigênio

Ana Maio
Embrapa Pantanal
Corumbá (MS)

 
  Postado às 22h51
 
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  17/02/2008
  Capim invasor ocupa 20% dos campos sulinos
 

Sem inimigos naturais o capim annoni (Eragrostis plana) ocupa os pampas do Rio Grande do Sul desde a década de 50, tornado-se um dos maiores problemas ambientais do país e hoje cobre 20% dos campos sulinos. "Com essa área de ocupação --o capim chegou inclusive, via estradas, até o sul da Bahia-- é impossível fazer um controle mecânico", diz Ziller.

"Em 1979, esse capim já ocupava uma área de 20 mil hectares. Em 2007, a área invadida é de 2 milhões de hectares" afirma à Folha a pesquisadora Sílvia Ziller, especialista em espécies invasoras e uma das autoras do estudo que avalia o impacto econômico do capim annoni no Rio Grande do Sul.

"Os sul-africanos desenvolveram técnicas de controle biológico eficientes e relativamente baratas", diz Ziller, lembrando que a Embrapa também desenvolve pesquisas para tentar equacionar o problema.

"As primeiras sementes da planta vieram sem querer espalhadas no meio de outra espécie, que era muito usada na época para forrar o pasto." "Mas isso ocorria em um espaço curto de tempo. Além disso, o [capim] annoni tem muita fibra, o gado não consegue fazer digestão direito e a planta passa a não ser mais palatável", diz Ziller.

"Essa planta produz muitas sementes, que são transportadas de várias formas, pelo próprio gado ou nos pneus das máquinas. É muito fácil de a invasão ocorrer mesmo."

Segundo o estudo, em 2015, cerca de 4,5 milhões de hectares deverão ser cobertos pelo capim. "O prejuízo acumulado até lá poderá chegar aos US$ 600 milhões."

Sílvia Ziller/Instituto Hórus/Divulgação

Da Folha de São Paulo

 
  Postado às 22h43
 
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  17/02/2008
  Caminhão movido a biodiesel feito de chocolate
 

Os britânicos Andy Pag, 34, e John Grimshaw, 39, resolveram viajar do Reino Unido até Timbuktu, em Mali, na África e para a viagem eles usaram um veículo movido a biodiesel feito de chocolate. "Não somos ambientalistas", afirma Pag em relato no site. "Nós apenas queríamos fazer uma viagem que não tivesse efeitos negativos para o meio ambiente, e quanto mais aprendemos sobre biodiesel, mais aprendemos como podemos fazer isso".

A viagem de 8.500 km, feita em um Ford Iveco Cargo, modelo 1989, teve tempestades de areia no deserto e até ataques da Al Qaeda, escreveram em seu site. Agora os britânicos pretendem viajar em um modelo de parapente motorizado até a China utilizando combustível não poluente produzido a partir de resíduos de aterros sanitários. "O primeiro passo é aprender a voar", afirma Pag.

Divulgação

Da Folha de São Paulo

 
  Postado às 22h34
 
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  17/02/2008
  Sistema prevê destruição da Amazônia
 

Programa de computador, desenvolvido pela Universidade de Brasília (UnB), registra previsão da destruição da floresta amazônica, com 70% de acerto. O AmazonPD analisa as características da floresta, como a localização das árvores em relação aos rios, inclinação do solo e as estatísticas anteriores do desmatamento da floresta. “O objetivo é orientar onde aplicar os esforços de combate ao desmatamento diretamente para a área onde ele deve ocorrer”, explicou ao G1 o coronel Darcton Policarpo Damião, doutor em desenvolvimento sustentável e mestre em sensoriamento remoto.

Além de estimar as prováveis taxas de desmatamento, o programa também mostra onde a destruição vai ocorrer. Segundo os dados obtidos, o desmatamento ocorre em áreas próximas a outras já devastadas, junto aos rios e onde há maior concentração de pessoas. “Ninguém quer tirar tora de madeira no desfiladeiro”, explica Damião.

Divulgação
Áreas em verde são as mais preservadas, já as avermelhadas são onde ocorreu o desmatamento em 2004.
Novo mapa mostra previsão de desmatamento em São Félix do Xingu para 2008

Do Portal G1

 
  Postado às 22h22
 
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  17/02/2008
  Imagens mostram calor dos animais
 

Steve Lowe, fotógrafo amador, tirou fotos de animais do Zoológico de Londres, utilizando uma câmera especial (tecnologia FLIR - Forward Looking Infrared, na sigla em inglês), que registra a distribuição de calor no corpo dos bichos, através de infravermelho.

"Apesar de parecerem obras reminiscentes de uma galeria de arte moderna, as fotos nos oferecem uma perspectiva única sobre como os animais regulam a temperatura do corpo", diz.

"As imagens térmicas poderão ser usadas para diagnosticar infecções, já que áreas infectadas aparecem mais quentes em alguns casos", completa.

As imagens térmicas mostram curiosidades na distribuição de calor no corpo dos animais, o bicho-preguiça, por exemplo, apresenta o nariz como parte mais fria, o pelicano tinha o pé como parte mais quente e a zebra demonstrava as faixas escuras como partes mais aquecidas. As imagens podem ajudar os veterinários, diz David Field, diretor do zoológico.

Steve Lowe/Divulgação
Borboleta é catada pelo olhar infravermelho.
Imagens podem ajudar a diagnosticar enfermidades nos animais.

Do Portal G1/BBC

 
  Postado às 22h15
 
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  17/02/2008
  Uma preguiça no Guarujá
 

Funcionários da Secretaria do Meio Ambiente do Guarujá, no litoral sul de São Paulo, resgataram uma preguiça na avenida Puglisi, uma das principais do bairro de Pitangueiras.

Técnicos da secretaria acreditam que o animal tenha chegado à avenida em busca de folhas e frutos de imbaúba, uma espécie muito comum nos calçadões da avenida.

As últimas aparições de preguiças na cidade foram em janeiro de 2007, em Vicente de Carvalho e em 2006 quando dois animais foram resgatados no viaduto Floriberto Mariano.

A Polícia Ambiental recomenda que a população não tente resgatar animais silvestres e aconselha a chamar as autoridades como a Secretaria de Meio Ambiente, o Ibama ou a própria polícia.

Marcelo Ricardo/Prefeitura do Guarujá/Reprodução
Preguiça é capturada na avenida Puglisi, no Guarujá, litoral sul de São Paulo

Da Folha de São Paulo

 
  Postado às 22h07
 
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  17/02/2008
  A distância da promessa
 

Costuma-se dizer que o brasileiro tem memória curta, que muitas vezes não lembra nem em quem votou nas últimas eleições, imaginem então as ‘promessas’ e os planos de governo. Nesses dias de decisões, no mínimo polêmicas, como transposição do Rio São Francisco, construção de Angra 3, liberação de culturas transgênicas, recordes de desmatamento, resolvemos ‘refrescar’ a memória e lembrar o que dizia o plano de governo proposto por Lula em 2002.

Luis Inácio Lula da Silva: Crescimento, Emprego e Inclusão Social com Justiça Ambiental

Nosso governo trabalhará por um novo padrão de desenvolvimento, com crescimento econômico, inclusão social e justiça ambiental, de modo que, resguardado o direito das gerações futuras, todos tenham acesso justo e eqüitativo aos recursos naturais. Na última década, a sociedade brasileira foi marcada por baixas taxas de crescimento econômico e altos índices de danos socioambientais. Nosso governo se comprometerá com a melhoria da qualidade ambiental como geradora de novas oportunidades de inclusão social, através de três estratégias:

(a) adoção de critérios socioambientais de sustentabilidade para as políticas públicas, fortalecendo os sistemas nacionais de meio ambiente, recursos hídricos e defesa do consumidor;

(b) estabelecimento de metas de melhoria dos indicadores socioambientais – desmatamento, focos de calor, emissão de CO2 e CFC, esgotamento e tratamento sanitário, abastecimento de água, controle de vetores, resíduos sólidos, qualidade do ar, acesso aos bens naturais, consumo de energia, tecnologias limpas;

(c) controle social por meio da participação popular, da educação e da informação ambientais, e da valorização das iniciativas da população e da sociedade civil organizada.

Infra-estrutura e Desenvolvimento Sustentável Infra-estrutura e Desenvolvimento Sustentável

1. O esforço fundamental do nosso projeto é a busca de elaboração e implementação de políticas de médio e longo prazo voltadas para o assentamento dos alicerces de um Brasil sustentável, mais justo e ambientalmente equilibrado e sem as desigualdades que vêm marcando nossa história de exclusão. Nesse sentido, o novo governo terá no centro de suas preocupações a construção e implementação de estratégias que melhorem a distribuição de renda e reforcem a conservação da diversidade ambiental, a pluralidade e a singularidade das nossas diferentes culturas.

2. O programa que ora apresentamos procura estabelecer as linhas estratégicas do futuro governo para recuperar a infra-estrutura produtiva do País. Nesse sentido, o novo governo buscará consolidar e ampliar os pilares de sustentação do parque produtivo brasileiro, tendo como eixo o planejamento integrado nacionalmente, combinado a uma perspectiva regional flexível e descentralizada.

3. Nosso governo manterá distância tanto do velho nacional-desenvolvimentismo das décadas de 1950, 1960 e 1970 quanto do novo liberalismo que marcou os anos 90.

4. No primeiro caso, apesar do sucesso obtido com a industrialização do País, o modelo implantado estimulou práticas clientelistas, às custas de subsídios e benefícios distribuídos às empresas, sem preocupação com a competitividade e sem a definição de cronogramas e metas. Em uma palavra, sem claras políticas de reciprocidade entre o setor público e o privado. O resultado foi a distorção das estruturas de mercado, a geração de ineficiências econômicas e um quadro de má distribuição de renda.

5. De seu lado, a experiência liberalizante dos anos 90 provocou corrosão do tecido industrial, com perdas de elos importantes das cadeias produtivas, enfraquecendo a capacitação interna e ampliando a vulnerabilidade externa do País. Ao longo dos últimos anos, as políticas do atual governo aprofundaram a fragmentação da estrutura econômica e industrial, as desigualdades regionais e a concentração de renda.

6. Um novo modelo de desenvolvimento exigirá a superação efetiva de importantes estrangulamentos na infra-estrutura existente hoje no País, cuja insuficiência e desgaste tem se revelado como um obstáculo decisivo ao crescimento sustentado.

7. As bases programáticas do nosso governo apontam para um País diferente. Um Brasil capaz de construir seu próprio futuro e de sustentar seu desenvolvimento econômico e social.

Infra-estrutura e Desenvolvimento Sustentável Políticas Ambientais Saneamento e Meio Ambiente

19. O Brasil apresenta índices elevados de internações hospitalares decorrentes de doenças causadas pela deficiência ou mesmo a inexistência de saneamento básico. A implantação desses serviços tem forte impacto na redução das doenças e das taxas de mortalidade infantil, influindo na melhoria de indicadores sociais como o Índice de Condição de Vida da população e do Índice de Desenvolvimento Humano.

20. O novo governo vai se orientar no sentido de:

(1) Atender aos mais pobres e às regiões menos favorecidas;

(2) Reduzir a poluição e a incidência de doenças relacionadas à insuficiência do saneamento;

(3) Aumentar a eficiência dos prestadores de serviços e a eficácia das ações;

(4) Estimular o uso de tecnologia apropriada;

(5) Estimular a associação de municípios para resolver problemas comuns;

(6) Prestar assistência técnica e sanitária, especialmente em pequenos municípios e áreas rurais;

(7) Incluir o saneamento na agenda de trabalho dos agentes de saúde, com a identificação de carências;

(8) Estimular a construção de fossas e banheiros para os segmentos de baixa renda;

(9) Construir laboratórios regionais de referência para análise da água e dos efluentes sanitários;

(10) Ampliar a fiscalização sobre a qualidade da água distribuída.

21. Instrumento para a consecução das prioridades macrossociais do nosso governo, abrangendo ações no âmbito de abastecimento de água, esgoto sanitário, gestão dos resíduos sólidos, drenagem urbana e controle de vetores e reservatórios de doenças transmissíveis, a Política Nacional de Saneamento Ambiental tem como objetivo último assegurar os direitos humanos fundamentais de acesso à água potável e à vida em ambiente salubre nas cidades e no campo, e será desenvolvida de modo planejado, orientando-se por critérios epidemiológicos para a priorização das ações, sob gestão pública, integrando os três níveis de governo.
A Política Nacional de Saneamento do nosso governo estará baseada em:

§ Estruturação dos Comitês e Agências de Bacia Hidrográfica, incentivando a implementação da lei de recursos hídricos;

§ Subsídio ao tratamento de esgotos onde a poluição afetar mananciais necessários ao consumo humano;

§ Integração das ações de saneamento, desenvolvimento urbano e recursos hídricos, constituindo meios de cooperação entre governos e sociedade;

§ Cooperação federativa como meio de superar impasses nas políticas de saneamento. Para tanto, o novo governo desenvolverá uma política nacional participativa, que busque e instrumentalize a universalização dos serviços, a eqüidade e a eficiência;

§ Modernização dos prestadores públicos de serviços de saneamento, tornando-os sustentáveis e profissionalmente gerenciados;

§ Revisão dos tributos incidentes sobre prestadores de serviços de saneamento, provendo igualdade tributária entre as diversas formas de prestação de serviços;

§ Incentivo à gestão associada dos serviços, com a formação de consórcios, associações e empresas regionais;

§ Estímulo à efetivação de parcerias com o setor privado, de modo a buscar a universalização e a ampliação dos investimentos, o desenvolvimento tecnológico, o aumento da eficiência e a redução de custos, com ações apropriadas a cada realidade local e regional.

Infra-estrutura e Desenvolvimento Sustentável Recursos Hídricos

22. O Brasil, com 2,8% da população mundial, ocupa o primeiro lugar em termos de disponibilidade hídrica do planeta, com 12% das reservas mundiais de água doce, sendo que três grandes bacias hidrográficas respondem por 80% desse total.

23. Ao considerar o ambiente (ar, água, solo) como recursos, deve-se trabalhar com o conceito de economia ambiental. Assim, gerenciar adequadamente esses recursos significa utilizá-los com critério, de modo a que possamos satisfazer as nossas necessidades sem esgotá-los, preservando-os para os usos das gerações futuras. A consciência de que os recursos naturais são limitados diante das necessidades humanas fez com que em vários países (principalmente nos mais desenvolvidos) se criassem mecanismos para administrar esses recursos da melhor maneira possível.

24. O novo governo, aproveitando o conhecimento acumulado pelos organismos responsáveis pela administração dos recursos hídricos, pelas empresas responsáveis por hidrelétricas, pelas organizações ribeirinhas e por outras tantas organizações que vivem em função de nossos rios, vai dar prioridade à revitalização de bacias, numa visão de integração nacional, entendendo que os rios são corredores de desenvolvimento fundamentais.

25. Nas cidades brasileiras, 11 milhões de pessoas não têm acesso ao abastecimento de água tratada, estando sujeitas a inúmeras doenças gastrointestinais. Ainda assim, há um enorme desperdício, da ordem de 45% do volume produzido. Destacam-se os seguintes pressupostos para a ação do governo em relação à água: a) definição desse recurso como um bem de domínio público; b) entendimento de que se trata de um recurso natural limitado, que possui valor econômico e que deverá ter uso racional e utilização mais preservacionista; c) respeito ao uso múltiplo do recurso dando condições igualitárias de acesso a todas as categorias usuárias (saneamento, pesca, lazer e outros).

Reprodução do plano de governo divulgado pelo então candidato à Presidência da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT)

Marcello Casal Jr/ABr
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ao lado da primeira-dama, Marisa Letícia, do vice-presidente, José Alencar, e sua esposa, Mariza Gomes, discursa para a população que assiste à cerimônia de posse em frente ao Palácio do Planalto.

Do Pick-upau/Abr

 
  Postado às 21h57
 
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  03/02/2008
  Lula chama aumento do desmatamento de “tumorzinho”
 

"Cabô!" Agora o homem é doutor!

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, disse que o problema do desmatamento na Amazônia é um “tumorzinho” que foi tratado como câncer antes do diagnóstico.

"O que aconteceu, na minha opinião, eu não sou comunicador, posso estar errado... você vai no médico detectar porque você está com um tumorzinho aqui e, ao invés de fazer biópsia e saber como vai tratar, você já saiu dizendo que estava com câncer", disse o presidente depois de um almoço no Itamaraty.

Sobre os números divulgados pelo INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), Lula disse: "Na verdade, eles queriam alertar de que a gente não pode se descuidar de controlar a Amazônia".

Segundo o presidente, ainda é “cedo” para culpar a soja e o gado pela destruição da floresta e que as ONGs que pedem mais ações "precisam é plantar árvore".

Lula ainda criticou a postura das ONGs e disse que não dá pra culpar "soja, feijão, gado ou sem-terra" pelo desmatamento.

Uma semana antes da divulgação dos dados do INPE e do início da polêmica sobre o desmatamento da Amazônia, o Pick-upau havia lançado a cyberação Planeta Terra que pede ações do governo federal contra a destruição da floresta e o aquecimento global, inclusive citando o avanço predatório e irregular da agricultura e da pecuária. Veja a seguir imagens do "tumorzinho"...

Marcello Casal Jr/Abr/Divulgação
Terra Indígena Kayapó/PA - Clareiras de desmatamento dentro do território dos índios, no sudeste do Pará, com queimada recente, indicada por fumaça.

Se você não concorda com o presidente participe da cyberação!

Da Folha de São Paulo

 
  Postado às 19h03
 
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  03/02/2008
  Governador de Rondônia chama Marina Silva de “despreparada”
 

O governador de Rondônia, um dos estados na lista dos campeões no desmatamento, Ivo Cassol (sem partido), chamou a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva de “despreparada” e disse que em nenhum momento foi chamado para conversas sobre medidas contra o desmatamento.

"Ela é despreparada para ocupar o cargo que ocupa", afirmou Cassol. "Ela gosta de ser bajulada, desse pessoal que puxa o saco dela", disse, justificando por que Marina não "teve a humildade" de ligar para ele e "pedir desculpas ao povo brasileiro e de Rondônia" pela divulgação dos dados, que são "mentirosos", segundo ele.

Ainda assim, Cassol disse que aceitaria conversar.

Após o sobrevôo de Marcelândia, no Mato Grosso, ao lado de Blairo Maggi, governador do estado, Marina Silva disse que "não há diálogo possível" com Cassol.

Divulgação/MDA
Ministra marina Silva sobrevoa área desmatado no estado de Mato Grosso.

É mole ou quer mais?

Da Folha de São Paulo

 
  Postado às 18h47
 
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  03/02/2008
  Prato do dia: Lula com caldo Maggi
 

Há duas semanas o INPE (Instituto de Pesquisas Espaciais), divulgou os números do desmatamento na Amazônia, durante o segundo semestre de 2007, e identificou 36 municípios campeões no desmatamento. A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, foi clara dizendo que a ‘incidência de atividades agrícolas e pecuárias nos estados mencionados é muito forte, portanto esse seria o principal motivo da devastação da floresta nestas regiões’. É claro, que o Ministério da Agricultura não concordou, segundo o ministro Reinhold Stephanes, não houve aumento de atividades nessas regiões nos últimos quatro anos, mas não disse como chegou a este número.

No primeiro momento o presidente Luiz Inácio Lula da Silva apresentou uma série de medidas para conter a destruição da floresta. No entanto, depois de muitas contestações do setor ruralista, principalmente do governador do Mato Grosso, Blairo Maggi, também conhecido como ‘Rei da Soja’, parece ter mudado de idéia. Passou a contestar os dados do INPE, desqualificando o órgão e a discordar publicamente de sua ministra Marina Silva, chegando a declara que o problema pode não ser tão grave como parece e que a pecuária e agricultura não podem ser culpadas pelo desmatamento da Amazônia.

Em outro momento disse que estaria disposto a comprar briga com grupos ambientalistas e que algumas organizações não-governamentais deveriam plantar árvores em seus países, segundo informou o Jornal Nacional, TV Globo.

Que isso companheiro?

Afinal de contas do que tanto eles riem? Seria da nossa cara?

Ricardo Stuckert/PR/Reprodução
Encontros do presidente da Luiz Inácio Lula da Silva e o governador do Mato Grosso, Blairo Maggi, conhecido como 'Rei da Soja' e um dos que não concordam com os dados do INPE.


Se você não tem tantos motivos para rir como eles, então exija do governo federal ações eficazes contra o desmatamento e o aquecimento global. Participe!

Da Folha de São Paulo/Agência Brasil

 
  Postado às 18h28
 
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  03/02/2008
  Efeito estufa prejudica ainda mais Amazônia
 

Segundo ecólogo Daniel Nepstad, do Instituto de Pesquisas de Woods Hole, nos Estados Unidos, o efeito estufa piorou o cenário da Amazônia em 2007. Um aumento nas commodities e os efeitos do aquecimento global causaram uma “tempestade perfeita”. "Os EUA estão plantando menos soja para plantar milho para etanol. Com isso, o preço da soja subiu."

No entanto, para Nepstad, o final de 2007 foi mais quente na Amazônia por causa da mudança climática e a seca prolongada pode ter “ajudado” os desmatadores, já que é difícil destruir a floresta na época das chuvas.

"Tivemos uma estiagem longa sem El Niño nem nada. O Inpe mediu 15.000 km2 de florestas em pé que pegaram fogo. Isso é atípico."

Da Folha de São Paulo

 
  Postado às 18h12
 
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  03/02/2008
  Cientistas descobrem nova espécie de “rato-elefante”
 

Zoologistas dos EUA e da Itália divulgaram a descoberta de um novo mamífero (Rhynchocyon udzungwensis). Uma mistura de rato pequeno, peludo e com um focinho parecido com uma tromba de elefante o animal é uma nova espécie de musaranhos-elefantes, nome dado a pequenos mamíferos da ordem dos insetívoros que vivem na África.

A descoberta foi publicada no "Journal of Zoology".

Reprodução

Do Portal G1/France Presse

 
  Postado às 17h45
 
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  03/02/2008
  Embrapa Amapá realiza expedição científica no Médio Amazonas
 

Uma expedição científica pelo Médio Amazonas, percorrendo os municípios de Santarém e Belterra, no oeste do Pará. Assim foi a coleta de frutos realizada no final do ano passado, como parte das atividades do projeto "Rede Amazônica de Pesquisas sobre Moscas-das-Frutas", coordenado pela Embrapa Amapá em parceria com diversas instituições de ensino e pesquisa da região Norte, de Brasília e de Pernambuco.

Durante uma semana, o pesquisador Ricardo Adaime e o assistente Carlos Moraes, da Embrapa Amapá, e o pesquisador Walkymário Lemos, da Embrapa Amazônia Oriental (Belém-PA), cumpriram um cronograma que incluiu coleta e processamento de frutos potencialmente hospedeiros de moscas-das-frutas, com sintomas de ataque de moscas-das-frutas e identificação de adultos das moscas-das-frutas que ocorrem na região do médio Amazonas.

A equipe também visitou o mercado público municipal de Santarém, onde adquiriu frutas para análise, e visitou a Associação dos Produtores de Frutos de Santarém (APRUSAN). Na feira livre de Santarém foram coletadas 16 amostras de frutos de diferentes espécies e de diversas localidades deste município, sendo que amostras de maracujá, goiaba e acerola apresentaram infestação de moscas-das-frutas. Em uma área de experimentos da Embrapa Amazônia Oriental foram coletadas 20 amostras de frutos não cultivados, a exemplo da goiaba-de-anta.

No último dia da expedição, Ricardo Adaime conduziu uma palestra sobre o projeto e a importância de estudos com bioecologia de moscas-das-frutas, com a participação do biólogo Kemeson Oliveira, que ficou responsável pelas coletas de dados e obtenção de adultos das moscas-das-frutas na região do Médio Amazonas. No mês de março ou abril deste ano, período de águas altas naquela região, a equipe deverá retornar a Santarém para novas coletas.

Além de conhecer um pouco o dia-a-dia de famílias ribeirinhas, os pesquisadores envolvidos nesta expedição de coleta também destacam como fator enriquecedor a interação com técnicos de diferentes áreas. Há cinco anos a Embrapa Amapá desenvolve pesquisas bioecológicas das moscas-das-frutas. Devido ao pouco conhecimento sobre a praga na Amazônia, no ano passado foi iniciado o projeto "Rede Amazônica de Pesquisas sobre Moscas-das-Frutas". Moscas-das-frutas - A praga é considerada uma grande ameaça a fruticultura mundial. A mosca é de origem asiática e chegou ao Brasil pelo município do Oiapoque (AP), em 1996. Sua presença causa grandes perdas na produção.
Como as frutas infestadas pelo inseto são impróprias para o consumo, a exportação passa ser proibida e o setor econômico é diretamente afetado.

Divulgação

Embrapa
Dulcivânia Freitas

 
  Postado às 17h21
 
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  03/02/2008
  Perigo à vista!
 

Depois do acidente radioativo da usina de Chernobyl, em 1986, a maioria dos países passou a investir em outras fontes de energia e arquivou projetos de expansão da energia atômica.

Mas nos últimos tempos alguns países têm retomado seus projetos na área nuclear e a construção de novas usinas, veja os números:

País
França
Japão
Estados Unidos
Rússia
Brasil
Número atual de usinas
59
55
104
31
2
Usinas em construção
1
1
1
7
1
Contribuição nuclear na matriz energética
80%
29%
20%
17%
3%

Participe da cyberação contra Angra 3!

Marcello Casal JR/Abr
Representantes e voluntários de diversas entidades do país realizam ato em frente ao Ministério das Minas e Energia em protesto contra retomada da construção da usina nuclear Angra 3 e do Programa Nuclear Brasileiro

Da Veja/SAgência Brasil

 
  Postado às 17h03
 
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