São Paulo, SP – Brasil
 
  +Blog da Pick-upau
   
  27/07/2008
  'Zona Selvagem" chega a Estação Imigrantes do Metrô de SP
 

Exposição Zona Selvagem, produzida pelo Pick-upau em parceria com o fotógrafo naturalista J. Andrade, chega a Estação Imigrantes do Metrô de São Paulo. Mostra traz os detalhes da biodiversidade da capital paulista, a maior cidade brasileira. Imagens da fauna e da flora de parques como o ‘Fontes do Ipiranga’, ‘Jaraguá’ e ‘Ecológico do Guarapiranga’ trazem uma metrópole diferente da que os paulistanos estão acostumados a ver. Saiba mais!

Pick-upau/Divulgação

Serviço:
Exposição Zona Selvagem
Onde: Metrô de São Paulo
Data:
Julho – Estação Imigrantes (Linha 2 Verde)
Paralela ao Viaduto Saioá e perpendicular à Av. Dr. Ricardo Jafet.
20.000 passageiros/hora/pico

Agosto – Estação Capão Redondo (Linha 5 Lilás)
Av. Carlos Caldeira Filho, 4261
22.038 passageiros/hora/pico

Setembro – Estação República (Linha 3 Vermelha)
Rua do Arouche, 24
80.000 passageiros/hora/pico
Horário: Funcionamento do metrô

Sites:
Metrô de SP: http://www.metro.sp.gov.br/
J. Andrade: http://www.jotandrade.com/

Do Pick-upau

 
  Postado às 21h37
 
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  27/07/2008
  Primos de penas
 

Pesquisa revela que papagaios são primos de sabiás e gaviões. Com a ajuda de dados de DNA, uma equipe internacional de pesquisadores diz ter traçado o primeiro álbum de família de todas as espécies vivas de aves. A pesquisa foi publicada na revista científica americana “Science”

Robert Luecking/Divulgação
Arara-vermelha (Ara macao)

Até hoje não havia consenso entre pesquisadores sobre a classificação de milhares de espécies de aves, só existiam duas ‘certezas’: os penosos mais primitivos seriam o grupo de emas e avestruzes e, classificados num outro grupo à parte, as galinhas, patos e semelhantes. O restante, cerca de 95% das espécies conhecidas, não havia concordância.

Stephanie Ware/Divulgação
Cardeal e outros pássaros canoros, da ordem dos passeriformes

A explicação, segundo a pesquisadora americana Rebecca Kimball, do Departamento de Zoologia da Universidade da Flórida em Gainesville, era a maneira como o grupo evoluiu.

Natalie A. Wright/Divulgação
Beija-flor

"Há quem considere que elas se diversificaram para ocupar uma grande quantidade de nichos ecológicos vazios no fim do Cretáceo [há 65 milhões de anos], quando os dinossauros se extinguiram", conta Kimball. "Por outro lado, alguns estudos genéticos apontam que essa diversificação se deu antes disso, então não dá para ter certeza."

Sushma Reddy/Divulgação
Curiangos, bichos noturnos que ficam quase invisíveis perto da vegetação amarelada ou amarronzada

A pesquisa promete uma revolução na classificação destas espécies e novas discussões sobre o caso. A matéria completa foi publicada no Portal G1.

Do Portal G1

 
  Postado às 21h25
 
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  27/07/2008
  Corais sofrem com aquecimento e dependem de organismos simbiontes
 

Pesquisadores do Centro de Estudos Marinhos da Universidade de Queensland, na Austrália, identificaram que invertebrados marinhos dependem de um tipo específico de zooxantelas - simbiontes microscópicos parentes das algas -, para sobreviverem ao aquecimento das águas marinhas.

Segundos os pesquisadores, algumas colônias são ‘apoiadas’ por esse tipo de alaga microscópica que resiste ao calor intenso, outras, contudo, possuem parceiras mais frágeis, e acabam morrendo por conta do efeito estufa.

Antes da pesquisa, acreditava-se que os corais poderiam “trocar” de simbionte, adquirindo zooxantelas mais resistentes ao calor. Porém, os estudos australianos mostram que a troca não ocorre: os corais e os simbiontes mais fracos morrem juntos, restando somente os resistentes. A pesquisa foi publicada na revista científica “PNAS”.

Foto: Ove Hoegh-Guldberg/Divulgação
Coral Stylophora pistillata em Israel: sem o simbionte microscópico, a criatura adquire uma coloração esbranquiçada

Do Portal G1

 
  Postado às 21h21
 
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  27/07/2008
  Desmatar é remédio para crise de alimentos, diz governador do MT
 

O governador do Mato Grosso, Blairo Maggi (PR), defendeu claramente o direito ao desmatamento, desde que não ilegal, como uma forma “inevitável” para combater a ‘crise global de alimentos’, revela reportagem da Folha de São Paulo.

Em entrevista ao jornal, Blairo Maggi, avalia que será necessário encontrar uma “posição intermediária” que assegure o aumento da produção agrícola. Maggi, além de governador é um dos maiores produtores agrícolas do país, considerado o Rei da Soja.

"Com o agravamento da crise de alimentos, chegará a hora em que será inevitável discutir se vamos preservar o ambiente do jeito que está ou se vamos produzir mais comida. E não há como produzir mais comida sem fazer a ocupação de novas áreas e a retirada de árvores", defende Maggi.

Valter Campanato/Abr
Brasília - Governador de Mato Grosso, Blairo Maggi, fala à imprensa após encontro com outros governadores para avaliar as propostas do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e discutir sugestões que serão levadas ao presidente Lula. O encontro foi na residência oficial do governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda.

O Mato Grosso está em primeiro lugar entre os estados que mais desmatam a floresta amazônica. Segundo levantamento do Ministério do Meio Ambiente, os municípios que mais destroem a floresta estão no estado, cerca de sete dos dez primeiros eram mato-grossenses. A reportagem da Folha apurou que Blairo Maggi controla um quarto das 36 cidades apontadas pelo MMA como as campeãs do desmatamento.

Dados do INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) revelam que a destruição está em ritmo acelerado, em uma média de mais de 1.000 quilômetros quadrados por mês. Já um relatório do BIRD (Banco Mundial) demonstra que, entre 2000 e 2005, o Brasil desmatou cerca de 31 mil km? de sua área florestal, o que colocou o país no topo dos desmatadores do mundo.

Da Folha de São Paulo

 
  Postado às 21h17
 
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  27/07/2008
  Homens são mortos e comidos por ursos na Rússia
 

Um grupo de ursos que buscava alimentação matou e comeu dois homens em uma zona mineradora na península de Kamtchatka, leste da Rússia. Centenas de geólogos e mineradores trabalham na região. Cerca de 30 ursos-pardos-de-kamtchatka ‘participaram da caçada’, que culminou na morte dos dois vigias, informou a agência de notícias Itar-Tass.

Esta espécie de urso é um dos maiores predadores do planeta, o macho chega a três metros de altura e pode pesar quase 700 quilos. Mais de 400 trabalhadores não retornaram às minas com medo de novos ataques.

Ataques de ursos a humanos são corriqueiros nesta região, onde cerca de 16 mil ursos vivem.

Reprodução
Urso-pardo-de-Kamtchatka (Ursus arctos beringianus) é um dos maiores predadores do mundo; macho pode chegar a três metros

Da Efe/folha de São Paulo

 
  Postado às 21h13
 
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  27/07/2008
  Insetos fazem ‘reforma agrária’ para ocupar plantas
 

Um estudo realizado por pesquisadores da Universidade Cornell, nos Estados Unidos, revela que os insetos podem ser capazes de promover uma espécie de ‘reforma agrária’, dividindo uma mesma planta conforme as necessidades de um bom convívio entre os ‘sem-folhas’. Essa divisão pode ser feita, inclusive, por espécie de insetos, enquanto um grupo ocupa um lado da planta, o concorrente vive do outro sentido.

Anteriormente, a maioria dos pesquisadores acreditava que a diversidade das plantas equivalia à diversidade de insetos, no entanto, a pesquisa feita com moscas-de-fruta, publicada na revista “Science”, demonstra que diferentes insetos podem conviver no mesmo vegetal. Em uma das espécies monitoradas, cerca de 13 espécies de insetos conviviam em harmonia.

Divulgação
Insetos não utilizam a planta toda e, por isso, dividem o convívio.

Do Portal G1

 
  Postado às 21h11
 
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  27/07/2008
  Lontra-do-nariz-peludo, única em cativeiro ganha santuário
 

A única lontra-do-nariz-peludo em cativeiro no mundo ganhou uma nova casa no Camboja. A mudança faz parte de uma ação de conservação da espécie, que é rara e está ameaçada de extinção.

O macho, que foi batizado de Dara, foi solto em seu novo lar, no zoológico de Phnom Tamau, em meados de junho. O local fica próximo da capital do país, Phnom Penh.

Dois monges budistas acompanharam a lontra em sua estréia na nova casa, para dar as bênçãos segundo a tradição cambojana, informou a Conservation International (CI).

"Dara poderá ser o pioneiro de uma população em cativeiro --quando e se encontrarmos uma fêmea para ele", diz Annette Olsson, pesquisadora da CI no Camboja.

Ameaçado de extinção, o animal teve um árduo caminho até o cativeiro. Ele foi resgatado quando sua mãe foi morta por um pescador no lago Tonle Sap. Levado ao zôo de Angkor, teve de deixar o local após seu fechamento em meio a casos de morte e desaparecimento de animais.

Há cerca de dez anos, a lontra-do-nariz-peludo havia sido dada como extinta. Pouco depois, pesquisadores encontraram uma pequena população na natureza, em áreas no Camboja, Tailândia, Vietnã e Sumatra.

Divulgação
Lontra-do-nariz-peludo (Lutra sumatrana) já foi dada como extinta há cerca de dez anos; há apenas um espécime em cativeiro

Da France Presse/Folha de São Paulo

 
  Postado às 21h09
 
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  27/07/2008
  Golfinho é encontrado morto em jardim de casa na colina
 

Jornais britânicos publicaram um misterioso caso nesta semana. Um golfinho foi encontrado morto em um jardim de uma casa em Portland, Dorset, sul da Inglaterra, em uma colina que fica a mais de 800 metros do mar.

Mike Elliott, 28, e Gary Harvey, 23, dizem não saber como o animal de quase um metro de comprimento foi parar lá. "Acordei, olhei pela janela e o vi", contou Harvey ao jornal "Daily Mail".

Os dois engenheiros da Marina britânica comunicaram a polícia, que buscou esclarecer o episódio percorrendo a vizinhança. Autoridades de proteção animal recolheram o golfinho, cuja causa da morte ainda é desconhecida. Responsáveis pelo resgate identificaram duas perfurações na barriga do animal que parecem ter sido causadas por um arpão.

Reprodução
História foi parar nas páginas dos jornais britânicos; autoridades ainda não sabem como animal foi parar no jardim da casa

Da Folha de São Paulo

 
  Postado às 21h06
 
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  27/07/2008
  Manguezal intacto vale US$ 40 mil por hectare
 

Pesquisa no golfo da Califórnia mostrou que área de vegetação é berçário de espécies e seu valor real do ecossistema em potencial pesqueiro é 600 vezes maior que o oficial.

Segundo o estudo, os manguezais do mundo podem valer bem mais para a economia e para a biodiversidade que os preços insignificantes pelos quais essas áreas costumam ser vendidas para especuladores imobiliários.

Octavio Aburto/Divulgação
Cardume de peixes jovens da espécie Lutjanus argentriventris nadam por entre raízes do manguezal

Um estudo feito pelo pesquisador Octavio Aburto-Oropeza, do Instituto Scripps de Oceanografia, Califórnia, Estados Unidos, demonstra que as capturas pesqueiras no Oceano Pacífico, próximo a região do golfo da Califórnia, está diretamente ligada à quantidade de manguezais intactos. Segundo o pesquisador, cada hectare de manguezal proporciona dividendos de pesca equivalentes a US$ 40 mil por ano, mais de 600 vezes que o valor da terra estipulado pelo governo mexicano. A pesquisa foi publicada na revista científica “PNAS”.

Octavio Aburto/Divulgação

Peixe da espécie Lutjanus novemfasciatus em seu habitat

Do Portal G1

 
  Postado às 20h56
 
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  27/07/2008
  Pássaro proibido da Bíblia é nomeado ave nacional de Israel
 

Israel nomeou a poupa (Upupa epops) como sua ave nacional. O pássaro, conhecido mundialmente como hoopoe - ou duchifat em hebreu -, é narrado no Antigo Testamento (Levítico 11:19 e Deuteronômio 14:18), como alimento “sujo” e proibido para os judeus.

O presidente Shimon Peres disse que a ave foi vencedora de um concurso que aconteceu junto com aniversário de 60 anos do Estado de Israel, localizado na rota de aves migratórias entre a Europa e a África. A votação mobilizou cerca de 155 mil pessoas e a poupa ganhou o concurso de duas outras espécies o bulbul da mancha amarela (Pycnonotus goiavier) e o Cinnyris oseus, conhecido como palestine sunbird.

Divulgação
Hoopoe ou poupa, pássaro cujo nome científico é Upupa epops; ave foi vencedora de concurso nacional realizado em Israel

O Livro de Levítico classifica a poupa no grupo de pássaros como a águia, o falcão e o pelicano, consideradas "abominações", indignas de servirem de alimento. Os pássaros possuem de 25 a 30 centímetros de comprimento, com envergadura de quase 50 centímetros.

Da Reuters/Folha de São Paulo

 
  Postado às 20h45
 
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  12/07/2008
  Operação Natureza – Programa Córrego Limpo
 

Com o objetivo de reverter a degradação dos córregos, o Governo do Estado de São Paulo e a Prefeitura do Município de São Paulo lançaram o Programa Córrego Limpo, que faz parte de um projeto maior intitulado "Operação Natureza”.

Em uma primeira fase, serão despoluídos 42 córregos, beneficiando 2,4 milhões de pessoas e uma área de 204 km2, ou seja, 25% da população paulistana, num prazo de dois anos. Contudo, o cronograma total prevê que 300 córregos estejam despoluídos num período de dez anos.

O Programa Córrego Limpo prevê o aprimoramento dos sistemas de coleta de esgotos. Para isso, uma força-tarefa da Sabesp irá executar obras para ampliar as redes existentes, eliminar os lançamentos clandestinos de esgotos nos córregos e galerias de águas pluviais e também melhorar os sistemas de envio de esgotos às estações de tratamento. Os empreendimentos também possibilitarão o aumento do número de residências conectadas às redes da Sabesp, o que significa mais esgotos coletados e tratados.

Meio ambiente: nosso espaço

Divulgação

Além do trabalho da Prefeitura e do Governo, a participação da comunidade é primordial para o sucesso do programa. Por isso será realizado um Projeto de Educação Ambiental junto à população para conscientizar as pessoas sobre a importância de não depositar lixo e entulho nas ruas ou nos córregos, fazer a ligação de esgotos e cuidar das instalações residenciais. Um outro trabalho prevê a transformação de 8 áreas em parques lineares, proporcionando mais lazer e saúde à população.

Faça Sua Parte
Mantenha o córrego limpo

Além da tecnologia e dos procedimentos dos profissionais da Sabesp, a colaboração da população na conservação das instalações é fundamental. A rede coletora, por exemplo, é imprescindível para afastar os esgotos, evitar doenças e despoluir o meio ambiente, principalmente os córregos e rios da cidade.

Divulgação

É muito importante ressaltar que não se deve jogar lixo na rua e encostas dos córregos, a fim de evitar a contaminação dos recursos hídricos e as enchentes durante o período de chuvas.

Mais informações nos sites:

www.corregolimpo.com.br
www.sabesp.com.br

Da Sabesp

 
  Postado às 15h17
 
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  11/07/2008
  Exposição 'Zona Selvagem' chega ao Metrô de São Paulo
 

Exposição Zona Selvagem, produzida pelo Pick-upau, em parceria com a Secretaria Estadual de Meio Ambiente de SP, chega ao metrô de São Paulo. Mostra começa ‘tour’ pela estação Imigrantes, segue para Capão Redondo e encerra a apresentação na República.

Serviço:
Exposição Zona Selvagem
Onde: Metrô de São Paulo
Data:
Julho – Estação Imigrantes (Linha 2 Verde)
Paralela ao Viaduto Saioá e perpendicular à Av. Dr. Ricardo Jafet.
20.000 passageiros/hora/pico

Agosto – Estação Capão Redondo (Linha 5 Lilás)
Av. Carlos Caldeira Filho, 4261
22.038 passageiros/hora/pico

Setembro – Estação República (Linha 3 Vermelha)
Rua do Arouche, 24
80.000 passageiros/hora/pico
Horário: Funcionamento do metrô

Sites:
Metrô de SP: http://www.metro.sp.gov.br/
J. Andrade: http://www.jotandrade.com/

Reprodução

Da Redação
 
  Postado às 21h56
 
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  11/07/2008
  Pesquisa integra coletas e permite comparar padrões ecológicos do Pantanal
 

Pesquisadores de diferentes áreas do conhecimento estão utilizando uma metodologia conhecida como “grade” para fazer coleta de material nos mesmos pontos de fazendas do Pantanal. Essa padronização vai facilitar a integração de dados, a definição de indicadores para estabelecer critérios de manejo e a comparação de padrões ecológicos entre áreas distintas ao longo do tempo.

O projeto começou a ser implantado na fazenda Nhumirim, da Embrapa Pantanal, em 2007. Inicialmente os recursos eram do projeto da Rede de Sustentabilidade da Pecuária no Pantanal, mantida pelo CPP (Centro de Pesquisa do Pantanal) e MCT (Ministério da Ciência e Tecnologia).

Desde abril deste ano, a Embrapa também passou a financiar o projeto, por meio do Macroprograma 2, que contempla a sustentabilidade e a competitividade, com recursos do Agrofuturo. Suzana Salis é a coordenadora do projeto na Embrapa Pantanal (Corumbá-MS), Unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária - Embrapa, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

Walfrido Tomás/Embrapa
Estagiária prepara armadilha de queda para répteis e anfibios na grade da Nhumirim

Ela disse que o projeto tem a participação de 12 pesquisadores da Unidade, além de pós-graduandos e representantes de entidades parceiras. Com a pesquisa, vão surgir informações integradas sobre vegetação herbácea, vegetação arbórea, fauna (répteis, anfíbios, aves, mamíferos de médio e grande porte, morcegos, roedores), microbiologia de solos e características hidroclimáticas.

O pesquisador Walfrido Tomás, da Embrapa Pantanal, coordenou a implantação da grade permanente da fazenda Nhumirim em 2007. Ele disse que módulos de grades serão implantados também em outras propriedades da planície pantaneira. “Quanto maior a área de abrangência, melhor para entendermos as variações regionais daquilo que estamos medindo”, afirmou.

Walfrido Tomás/Embrapa
Equipe do MCT visita a fazenda da Embrapa Pantanal

Como as coletas serão realizadas nos mesmos pontos (mesma altitude), a pesquisa vai favorecer o entendimento dos efeitos dos pulsos de inundação do Pantanal. “Só na Nhumirim são 30 pontos de coleta em praticamente todas as situações da paisagem”, explicou Walfrido.

Segundo ele, ao comparar padrões ecológicos ao longo dos anos, será possível avaliar inclusive efeitos das mudanças climáticas. Na fazenda Nhumirim existe uma RPPN (Reserva Particular do Patrimônio Natural) de 870 hectares, onde há 20 anos não entra boi. Com essas coletas, será possível comparar áreas manejadas e não manejadas da biodiversidade.”

Ana Maio
Embrapa

 
  Postado às 21h48
 
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  11/07/2008
  Peça teatral estimula reflexão sobre mudanças climáticas
 

Já estreou em Corumbá a peça teatral “O Despertar do Bicho Homem”, uma montagem do Laboratório de Divulgação da Ciência, da Casa Brasil. O projeto, realizado em parceria com a Embrapa Pantanal, tem a finalidade de difundir a ciência por meio do teatro.

A estréia foi no dia 20 de junho para crianças brasileiras e bolivianas atendidas pelo Moinho Cultural Sul-Americano, além de alguns pais dos estudantes e dos atores que participam das oficinas teatrais. Houve uma reapresentação no dia 4 de julho na escola municipal Doutor Cássio Leite de Barros.

A técnica do laboratório Vanessa Padilha, responsável pelos ensaios e apresentações do Grupo de Teatro Popular da Cultura Pantaneira, disse que há convites de outras escolas, que serão atendidas a partir de agosto.

A peça foi concebida a partir de pesquisas sobre Mudanças Climáticas realizadas pela pesquisadora Ana Helena Marozzi Fernandes, da Embrapa Pantanal (Corumbá-MS), Unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária - Embrapa, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

No decorrer do projeto, outros pesquisadores serão entrevistados e vão fornecer informações técnicas para futuras montagens. O roteiro foi elaborado pela própria Vanessa.

“O Despertar do Bicho Homem” tem dois cenários: um retratando a área urbana e outro, o campo. Os personagens são animais que percebem os efeitos do desmatamento, do aquecimento global e da poluição. O rei dos animais, no caso, o Jacaré, reúne os bichos para discutir porque as condições de vida estão mudando.

Daniela dos Santos
O personagem Jacaré reúne os animais do Pantanal para debater soluções

O Jacaré explica os riscos do aquecimento global e mostra a importância de cuidar do meio ambiente. Os animais se conscientizam que precisam tomar uma atitude e decidem construir uma toca com material reciclável.

Enquanto isso, um pescador e sua mulher visitam a cidade e percebem os efeitos do uso irracional dos recursos naturais. O casal toma consciência de que a mudança de atitude é urgente. O pescador se preocupa ao saber que os animais já estão fazendo algo em benefício do planeta, e ele, enquanto homem, ainda não fez nada.

O final envolve a interatividade com o público. O grupo de teatro distribuiu, na estréia, uma flor feita com material reciclável para marcar o início do projeto.

Resultados
Vanessa Padilha disse que 11 atores, de 9 a 19 anos, participam da montagem. “O que eles mais curtiram foi o momento em que sentiram o frio na barriga e as mãos geladas, por causa da estréia. Mas depois se acalmaram com os aplausos do público e, principalmente, com o abraço e os elogios dos pais que ali se encontravam”, disse ela.

Muitos dos participantes se emocionaram ao ver seus pais pela primeira vez na platéia. A mãe da jovem Rosalene Guzman, 17 anos, veio da Bolívia para prestigiar a filha, pela primeira vez em um palco.

Daniela dos Santos
O pescador observa animais e se conscientiza sobre a necessidade de atitude

A técnica da Casa Brasil disse que a aceitação da peça foi ótima. “Foi algo inovador, pois no momento em que os animais começam a ‘raciocinar’ diante da ação devastadora do homem, muitas crianças da platéia começaram a se olhar e diziam: ‘viu? Você se lembra daquela vez que jogou aquela garrafa no rio?’ ou ‘nossa, papai tem que ver o carro dele por causa daquela fumaça enorme’,” contou.

Como o roteiro foi criado para atender a todas as idades, os pais dos atores e convidados também se manifestaram. No fim da apresentação, procuraram Vanessa para dizer que a peça serviu de alerta, pois muitos deles se esquecem do meio que os rodeia.

Depois da estréia, segundo Vanessa, que é bióloga, muitas crianças chegam à oficina com sacolas e garrafas PET que coletaram da beira do rio. “Elas se lembram da toca de um dos animais que foi construída com garrafas descartáveis.”

A encenação coincide com o momento em que o presidente do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC, em inglês) da Organização das Nações Unidas, Rajendra Pachauri, anunciou que a humanidade tem apenas sete anos para estabilizar as emissões de gases que causam o efeito estufa.

Ana Maio
Embrapa

 
  Postado às 21h07
 
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  06/07/2008
  Leopardo-das-neves corre perigo no Afeganistão
 

Para ganhar mais dinheiro com turistas, caçadores estão vendendo peles do felino ameaçado por US$ 300 em mercados de Cabul. O leopardos-das-neves do Afeganistão é uma das espécies de felinos mais ameaçadas do planeta e os trinta anos de guerra no país foram determinante nesta situação.

A caça do animal é proibida desde 2002, apesar disso, suas peles são vendidas, com certa freqüência, em bases militares internacionais e mercados da capital afegã. Os irresponsáveis turistas têm o dinheiro e o desejo mórbido de ter as peles, e os empobrecidos afegãos desafiam a lei para diminuir seu sofrimento.

Divulgação

Da Reuters/Portal G1

 
  Postado às 23h02
 
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  06/07/2008
  Amazonas é o maior rio do mundo
 

Segundo uma pesquisa do INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), o rio Amazonas é o maior rio do mundo, deixando o Nilo em segundo lugar.

Os pesquisadores brasileiros utilizaram imagens de satélite e dados cartográficos para provar que o Amazonas é 140 km mais extenso que o rio Nilo, na África. Com a nova medida o Amazonas ultrapassa 6.992 km, contra 6.852 km do rio africano.

Segundo técnicos do INPE, essa metodologia poderá ser utilizada, no futuro, para qualquer grande rio do planeta. A pesquisa será apresentada à comunidade científica no Simpósio Latino-Americano de Sensoriamento Remoto, que acontecerá em setembro, em Cuba.

Reprodução
A foz do Amazonas, no Pará, vista em imagem de satélite.

Do G1

 
  Postado às 22h47
 
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  06/07/2008
  Biometria ajuda a monitora pingüins em extinção
 

Pesquisadores da Universidade de Bristol, na Inglaterra, desenvolveram um sistema de biometria para monitorar o comportamento de animais silvestres, como os pingüins africanos das Ilhas Robben, na África do Sul.

Segundo o levantamento, os pingüins carregam no peito traços exclusivos que não se alteram durante as estações e não se repetem entre os animais.

"Nós acreditamos que a nova tecnologia vai permitir que biólogos identifiquem e monitorem um grande numero de animais de diversas espécies, de forma mais barata, rápida e automática", afirma Tilo Burghardt, coordenador do Departamento de Ciências da Computação da Universidade de Bristol, em nota.

A biometria funciona por meio da captura de amostras do corpo, íris, retina, dedo, veias da mão, rosto, voz e odores do corpo, no caso de humanos. As amostras são padronizadas e podem ser usadas na comparação em futuras identificações.

Os pingüins africanos foram escolhidos por causa da redução de mais de um milhão, no inicio do século passado, a menos de 170 mil atualmente. Pesquisadores estimam que cerca de 20 mil vivam nas Ilhas Robben.

Reprodução

Da Folha de São Paulo

 
  Postado às 22h29
 
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  06/07/2008
  Urso dá mergulho em piscina de hotel
 

Os funcionários custaram a acreditar, mas as imagens do sistema de segurança registraram o banho de piscina de um urso preto, no Hard Rock Hotel, em Orlando (Flórida, EUA).

O banho que só terminou depois do nascer do sol. Agora o animal ronda o local, de propriedade da Universal Studios. Essa espécie é comum na América do Norte, os ursos podem chegar a mais de 2 metros de altura e cerca de 300 quilos.

Divulgação
Urso preto (Ursus americanus) é uma das espécies mais comuns da América do Norte; macho pode chegar a pesar 300 quilos.

Da Folha Online

 
  Postado às 22h12
 
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  06/07/2008
  Chicago libera venda de foie gras
 

Depois de dois anos de proibição, a cidade de Chicago, nos Estados Unidos, liberou a comercialização de foie gras. A iguaria é conseqüência de um processo de superalimentação à força de pato e ganso, para que o fígado do animal (matéria-prima do patê) fique hipertrofiado, pesando até dez vez o tamanho normal.

Os apreciadores do patê comemoram a liberação. "Abram o champanhe", declarou o prefeito Richard Daley, qualificando a restrição de "estúpida".

O foie gras é proibido em 15 países, entre eles Alemanha, Itália e Israel. No Reino Unido, o príncipe Charles ordenou aos cozinheiros de todas as suas casas que não usem o foie gras nos cardápios.

Reprodução
Segundo entidade de proteção dos animais The Farm Sanctuary, produtores de foie gras tratam patos e gansos com crueldade.

Da France Presse/Folha de São Paulo

 
  Postado às 22h02
 
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  06/07/2008
  Pesquisa de graduação utiliza campo da Embrapa como laboratório natural
 

A planta anauerá é encontrada com facilidade na várzea da região amazônica e possui grande potencial para a indústria farmacêutica. Estas características chamaram a atenção da bióloga recém-formada pela Universidade Federal do Amapá, Anna Carla de Castro Paixão. Ela escolheu como tema do seu trabalho de conclusão de curso, um estudo sobre a germinação e crescimento inicial da planta em três substratos. Foi utilizado como laboratório natural o viveiro de mudas da Embrapa Amapá, instalado no campo experimental de Fazendinha.

O TCC de Anna Paixão, aprovado com nota 9,8 pela banca examinadora, foi orientado pelo pesquisador Jorge Segovia. Durante seis meses, eles avaliaram os efeitos do substrato de latossolo amarelo de ecossistema de floresta terra-firme (terra preta), corrigido e adubado; do substrato areia do ecossistema de floresta de terra firme; e do substrato gley háplico de ecossistema de floresta de várzea, no processo de germinação e crescimento inicial de anauerá, nas condições de ambiente de viveiro. "O viveiro de mudas da Embrapa é ideal, porque imita as condições da floresta, inclusive no sombreamento, que é um item importante pois a planta anauerá cresce sob sombra", disse Segovia.

Divulgação

Embora a planta estudada seja nativa do solo gley háplico (várzea), aquele que vemos na margem do rio Amazonas, na orla de Macapá, as sementes plantadas nos três tipos de solos apresentaram o mesmo nível de crescimento. De acordo com o pesquisador, "não houve diferença no tempo de germinação e no crescimento inicial, que é cerca de um mês". Anna Paixão observou que, na maioria dos parâmetros avaliados não houve diferenças significativas, a exceção fica por conta do peso seco da raiz, que foi superior quando as plântulas (crescimento inicial, até seis folhas) cresceram em solos de areia ou em gley háplico.

Ana Paixão disse que o próximo passo é preparar-se para cursar mestrado na Universidade Federal do Maranhão, onde tem linha de pesquisa nesta área estudada na graduação. "A orientação do pesquisador Jorge Segovia foi essencial para compreender as características agronômicas da planta, e também para definir uma bibliografia adequada de estudo", disse a bióloga recém-formada.

Anauerá tem o nome científico de Lycania macrophylla Benth. É típica dos ecossistemas de várzea dos rios amazônicos, sendo um dos componentes da floresta amazônica. Esta espécie foi publicada pela primeira vez em 1850 pelo Hookers Journal of Botany and Kew Garden Miscellany, sendo coletada pelo botânico inglês R.Spruce, em 1849. Caracteriza-se por crescer, no Amapá, em solos gley háplico, ricos em nutrientes originados da fertilização diária, que ocorre graças ao sistema de marés.

Para o pesquisador Jorge Segovia, os resultados deste trabalho acadêmico proporcionam conhecimentos técnico-científicos para pesquisadores, extensionistas, viveiristas e agricultores familiares, voltados à produção de mudas desta planta, sobretudo para utilização em sistema de produção agroecológicos destinados ao manejo de áreas de baixo impacto ou à recuperação ambiental de áreas degradadas.

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Embrapa Amapá - Assessoria de Comunicação
Dulcivânia Freitas

 
  Postado às 21h32
 
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