São Paulo, SP – Brasil
 
  +Blog da Pick-upau
   
  28/09/2008
  Águias pescadoras trocam peixe por ovelha e irritam escoceses
 

Criadores de ovelhas do noroeste da Escócia perderam a paciência com o programa de reintrodução da águia-rabalva, eles dizem que as gigantescas águias estão causando prejuízo em seus rebanhos. Segundo os criadores, as águias mataram, no ano passado, cerca de 200 animais.

"Chegamos ao ponto de perdermos, em toda a península, cerca de 200 ovelhas, e creditamos isso exclusivamente às aves", diz William Fraser, da fundação. "Em poucos anos, não haverá mais animais nas colinas", continua Fraser, que possui uma criação com 150 animais.

Grupos de conservação começaram a reintrodução gradualmente em regiões escocesas a partir de 1975, a ave foi considerada extinta no início do século 20.

A Royal Society for the Protection of Birds (RSPB, Sociedade Real de Proteção aos Pássaros) afirma que o programa é um ótimo exemplo de sucesso na conservação de espécies. A entidade, ao lado das parceiras Scottish Natural Heritage e Forestry Commission of Scotland, dizem que os números apresentados pelos criadores não correspondem à realidade.

Divulgação
Águia-rabalva (Haliaeetus albicilla) pode medir até 2,4 metros de uma asa a outra

Da Reuters/Folha de São Paulo

 
  Postado às 11h28
 
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  28/09/2008
  Butantan abre berçário de cobras e faz batizado de filhote
 

O Instituto Butantan inaugurou um berçário de cobras e o local será moradia de 18 filhotes de jibóia nascidos em março na instituição. Um concurso irá definir o nome das cobras, o resultado do concurso será divulgado em 3 de outubro no site www.butantan.gov.br, no dia 4 (Dia de São Francisco de Assis, protetor dos animais) o instituto fará a ‘cerimônia de batismo’.

Divulgação
Casal de jibóias teve ninhada em março deste ano, dezoito filhotes ficarão em berçário de cobras no Instituto Butantan.

Da Folha de São Paulo

 
  Postado às 11h15
 
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  28/09/2008
  ‘Aborrecido’, pássaro aprende a miar para calar papagaios barulhentos
 

Um mainá de Nanjing, na China, aprendeu a miar para acabar com a conversa barulhenta de dois papagaios. A ave, que como os papagaios, possui facilidade para imitar sons, foi comprada por um homem que a ensinou a falar, informou o jornal "Yangtse Evening Post".

Logo depois, o dono comprou dois papagaios e os colocou perto da gaiola do mainá. A dupla faladeira passou a irritar o pássaro.

"Ele começou a pular freneticamente na gaiola depois que os papagaios chegaram", afirmou o sr. Jiang ao jornal. "O mainá então percebeu que os dois ficavam quietos quando um gato da vizinhança vinha aqui e miava", continuou o chinês.

Depois de alguns dias o mainá passou a miar e os papagaios ficavam quietos. "Parece até que ele desaprendeu todo o chinês que eu ensinei", disse o dono.

Divulgação
Mainás (Acridotheres tristis), comuns na Ásia, têm bastante facilidade para aprender a imitar sons

Da Folha de São Paulo

 
  Postado às 10h55
 
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  22/09/2008
  Ibama realiza megaoperação no Parque Nacional Juruena
 

Coordenador-geral de Fiscalização Ambiental do Ibama, Luciano de Meneses Evaristo registrou o dia-a-dia da equipe em um diário de bordo. Veja os relatos:

Alta Floresta, Mato Grosso, 8 de setembro, quase uma hora da manhã. Quarenta e dois agentes ambientais federais e três policiais rodoviários federais se reúnem no escritório do Ibama. Nasce a operação Ponta de Lança, primeira grande fiscalização ambiental no Parque Nacional Juruena. O Parque é a 3ª maior Unidade de Conservação brasileira criada há dois anos, com área de 1,9 milhões de hectares no norte do estado. O Ibama dá irrestrito apoio à ação de combate a ilícitos ambientais idealizada pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMbio).

Alta Floresta está imersa em calmaria, como é típico do interior, mas na unidade do Ibama o clima é de apreensão. Os coordenadores repassam os últimos detalhes do plano concebido por ações precursoras de inteligência e levado a cabo pela direção do parque com o apoio de especialistas do Ibama. Enquanto isso, agentes e viaturas permanecem concentrados na área externa. Aguardam instruções, pois até o momento nada lhes fora revelado em razão do sigilo determinado pela coordenação.

Ibama/Divulgação

Naquela madrugada, faces já marcadas pelo tempo, carregadas pela experiência, se misturam com as dos jovens egressos dos últimos concursos. Estão presentes agentes do Ibama e do ICMBio de Cuiabá, Sinop e Alta Floresta, e agentes ambientais de outros estados que atuam na operação Arco de Fogo na região. Quatro agentes do Grupo Especial de Fiscalização (GEF) vieram de Brasília para apoiar os trabalhos.

Em meio aos agentes ambientais federais, circula com desenvoltura o servidor do ICMBio, alcunhado de Bin Laden, encarregado de atuar no apoio logístico da operação. Bin Laden é uma figura atípica. Simplicidade, bom humor e a grande disposição para o trabalho são marcantes na sua personalidade. É um especialista em mecânica de caminhonetes, caminhões, tratores. É o verdadeiro “Severino” da equipe. Pra tudo ele dava um jeito.

Duas horas da madrugada. As equipes foram divididas. Os coordenadores de cada uma recebem envelopes com os alvos determinados. O comboio de 15 viaturas do Ibama e uma da PRF [Polícia Rodoviária Federal] parte aos poucos, para não chamar atenção. O encontro é em Nova Bandeirantes (MT). Bin Laden e o seu "veículo oficina” saem por último. A estrada é esburacada e poeirenta. No caminho, vários caminhões de madeira serrada dormem nas reentrâncias da estrada. Ao meu lado, o agente conhecido como Piauí dirige a viatura com olhos arregalados, porém firmes ao combater o sono que certamente se abatia sobre todas as equipes.

Nova Bandeirantes, 7 horas. As equipes se concentram em um posto de gasolina para o último abastecimento antes do ataque aos alvos do Parna Juruena. A cidade entra em polvorosa. Madeireiros acham que o comboio vai atacar as serrarias. Motoqueiros vigiam o comboio para avisar os patrões. Abastecidos os veículos, o comboio parte em direção ao parque. A velocidade é controlada, pois a entrada no local está planejada para depois do ataque da equipe aérea ao ponto de corte seletivo na Fazenda Salomão, previsto para 13h20. O comboio pára no limite do parque e aguarda a incursão aérea. Não há qualquer tipo de comunicação no local, exceto os rádios portáteis das equipes.

Ibama/Divulgação

Já passa das 13h30 e não há sinal do helicóptero do Ibama. A coordenação determina o avanço do comboio. Nesse momento, aparece um caminhão Volvo carregado de palanques de itaúba e escoltado por uma Toyota Bandeirante. A Toyota não tem placas, nem documentos, e o caminhão não tem guia para a madeira. Trata-se de extração ilegal de madeira no interior do Parque Nacional efetuada pelo gerente da Fazenda Salomão. Os veículos e a carga são apreendidos e compelidos a voltar em direção à fazenda.

No caminho, um garimpeiro com uma motosserra é detido e forçado a voltar. O comboio avança e repentinamente é paralisado. Uma viatura cai no vão de uma ponte. Os agentes se unem para resgatar o veículo. O imprevisto barra o avanço do comboio em direção aos alvos e compromete os horários planejados. Servidores novos e antigos se empenham e depois de várias tentativas desobstruem o caminho.

O comboio chega ao segundo ponto de concentração no trevo que dá acesso ao garimpo e às fazendas Salomão e Santo Antônio. Veículos são abordados e obrigados a retornar. Ninguém pode passar pelas equipes. Nesse ponto, inicia-se o ataque. As equipes de Cuiabá e de Sinop investem sobre o garimpo da Clareira. Equipes de Brasília, Cuiabá e Alta Floresta avançam sobre as derrubadas nas fazendas.

Ibama/Divulgação

Nas fazendas, é flagrante o desmatamento ilegal. Várias pequenas esplanadas são avistadas ao longo da estrada. Na Fazenda Salomão, o GEF já havia chegado de helicóptero e dominado a situação. A equipe comandada pelo chefe da Fiscalização de Cuiabá aborda outra fazenda limítrofe à Salomão e constata a presença de cerca de 600 bois sobre desmatamento recente e a construção de curral com madeiras extraídas ilegalmente do parque. A área foi embargada e autuada em cerca de R$ 1 milhão. A confecção do curral foi interrompida e as madeiras foram apreendidas.

Por outro lado, a equipe composta pelos coordenadores-gerais de Fiscalização do Ibama e do ICMBio, com o suporte do coordenador do Ibama da Arco de Fogo em Alta Floresta, a quem chamaremos de “R”, do agente Piauí e ainda do agente “faz tudo” Bin Laden, deteve o gerente da Fazenda Salomão e passou a inspecionar os ilícitos no local. Um trator amarelo foi encontrado numa abertura ilegal de estrada. Estava quebrado. Em seguida, a equipe penetrou em um carreador (estrada) e se deparou com outro corte seletivo não detectado pela inteligência. Maçarandubas centenárias estavam marcadas pela técnica do anelamento, na qual a árvore tem a sua casca circuncidada e passa a morrer em lenta agonia até o abate final pela motosserra. O infrator alegou que a técnica é empregada para diminuir os ocos e deixar a madeira mais maciça.

A mesma equipe segue em direção ao rio São João, onde flagra um caminhão Mercedes carregado com mais de 3 mil vidros de palmito em conserva. O caminhão estava quebrado. Bin Laden, com seu faro de perdigueiro, descobre um carreador. “É o carreador do palmito”, diz. “No final dele tem um acampamento”, completa. Andamos cerca de 2 km no carreador em meio a açaizeiros destruídos e chegamos a um acampamento deserto. Havia um tonel de 200 litros de diesel. Bin Laden estava certo. Ele retornou pelo carreador e trouxe a viatura com o coordenador de Fiscalização do ICMBio.

Ibama/Divulgação

Passamos a checar toda a área em volta. O sol se aproxima do crepúsculo, quando o chefe da Fiscalização do ICMBio deteve na margem do rio um cidadão que viera verificar a nossa movimentação. Ele fazia parte do grupo de palmiteiros e apontou para um outro acampamento na outra margem do rio São João. Atravessei o rio com “R”, o palmiteiro e o chefe de Fiscalização do ICMBio. Do lado de lá do rio, encontramos outro palmiteiro que tomava banho. Este foi rendido e informou haver outros oito acampados acima. O barranco era íngreme, com varas na horizontal para auxiliar a subida.

Olhei fixamente para “R” e ele exclamou: “Vamos encarar, não dá para esperar reforço, os caras podem fugir!” Pensei: “O cara está louco!” Mas não, “R” é um herói como demonstrou a seguir. Partiu na frente pelo barranco. Rendeu e revistou o 1º, dominou o 2º e adentrou na mata para perseguir outros que fugiram. Havia quatro barracos: três de alojamento e um que continha a estrutura para cozimento e engarrafamento de palmito de açaí. Fiquei no acampamento para controlar os detidos junto com o chefe da fiscalização do ICMBio, que passou em revista todo o acampamento. Uma espingarda calibre 20 com munição e várias facas foram apreendidas.

Já de noite, pedi reforço do GEF que nos substituiu, mas “R” ficou com eles. Passaram a noite no meio da mata, acompanhados de piuns e carapanãs. Detiveram o restante do grupo de palmiteiros e aprenderam o trator que transportava o produto ilegal. A noite foi longa no revezamento da custódia dos detidos. Os agentes se revezavam dormindo em mesas de madeira.

Retornamos à Fazenda Salomão. Encontrei os heróis que atacaram o garimpo. Um grande número de infratores estava detido no local para os procedimentos administrativos. Isso mesmo, altas horas da noite, os agentes do Ibama/ICMBio agora faziam as autuações e apreensões. Me chamou a atenção o chefe da equipe do garimpo, que vamos chamar de “F”. Trata-se de um agente ambiental federal de Alta Floresta. Sério, competente e que conjuga muito bem o binômio educação/rigor. Durante todo o procedimento tomou decisões firmes e serenas. Comandou a missão mais perigosa. Segundo os levantamentos, 50 pessoas estavam no local do garimpo, que era disperso. De repente, Bin Laden chega. Ele pilota o trator que estava quebrado no desmatamento.

Já é quase meia noite. Os guerreiros do meio ambiente se recolhem ao descanso. Vejo vários colegas dormindo no chão do alpendre da fazenda. Observo alguns dormindo nas carrocerias abertas das viaturas. Outros em pequenas barracas sobre pranchas de madeira. Ainda outros dormindo dentro dos veículos.

O dia começa a clarear, são 5 horas da manhã. As equipes começam a se movimentar. A equipe do garimpo retorna ao local para a retirada dos motores. A nossa equipe permanece para aguardar a possível visita do ministro do Meio Ambiente. A equipe que pernoitou na mata com os palmiteiros permanece no local em alerta com a missão de desmontar a fábrica ilegal de palmito.

A nossa equipe aguarda até a hora prevista para a chegada do ministro. Algo aconteceu e a comitiva não chegou. A equipe então é dividida para reforçar o garimpo e continuar a bater os carreadores. A equipe com os coordenadores de Fiscalização do Ibama e do ICMBio descobrem um desmatamento ilegal para a abertura de estrada de 15 metros de largura por 15 quilômetros de extensão. No final da estrada, a derrubada continua. A equipe percorre a pé a mata ao tentar localizar o trator de esteira, acompanhada pelo ataque de mosquitos, formigas de fogo e carrapatos.

Ibama/Divulgação

Não logrando êxito, a equipe retorna para a Fazenda Salomão. No local, começam a chegar as equipes do garimpo com oito motores apreendidos. Os agentes estão exaustos. Observo o agente “E” da coordenação-Geral de Fiscalização do Ibama que presta apoio à operação Arco de Fogo em Sinop. Seu rosto está queimado e repleto de calombos de picadas de mosquitos. O mesmo se dá com o Chefe da Dicof do Ibama/MT e com todos os integrantes da equipe do garimpo. As equipes do Ibama/ICMBio retiraram todos os motores do garimpo da clareira em meio à água contaminada de mercúrio, mosquitos e sob o sol implacável da Amazônia. São verdadeiros heróis que defenderam o Parque Juruena. O garimpo da clareira pereceu diante da valentia dos agentes ambientais federais.

A operação Ponta de Lança chega ao fim na fazenda Salomão. A nossa equipe se desloca para apoiar a retirada do acampamento dos palmiteiros. Na beira do rio São João, Bin Laden conserta o eixo quebrado do caminhão carregado de palmito, faz ligação direta e conduz o veículo para a Fazenda Salomão. Equipes de Juína/MT chegam para apoio. O acampamento é retirado. No local, vejo o chefe de operações da Coordenação-Geral de Fiscalização do Ibama reunido com os palmiteiros. Sua voz grave repreende os infratores e adverte para que não voltem ao Parque.

Já passa das 23 horas. As últimas equipes partem de volta a Nova Bandeirantes. A poeira deu lugar à chuva. Troncos caem na estrada e são cortados pelas motosserras dos agentes ambientais. O chefe da Fiscalização do ICMBio dirige a viatura da nossa equipe. Todos estamos exaustos. Em certo momento, vejo a viatura deslizar à esquerda, dei alarme e o chefe do ICMBio corrigiu à tempo. Chegamos em Nova Bandeirantes às 3 horas da manhã.

A última equipe deixa a Fazenda Salomão. Bin Laden dirige um caminhão velho apreendido com a carga de palmito e consertado por ele no mato. Na carroceria, os palmiteiros. É escoltado pelo agente Piauí. O caminhão desliza perigosamente na estrada castigada pela chuva. Na estrada, Bin Laden enxerga uma caixa de papelão e pára. Dentro dela encontra um filhote de arara ainda emplumando. O traficante fugiu. As mãos sujas de graxa de Bin Laden envolvem a pequena arara que passou a ser a sua companheira no calor da boléia do caminhão.

Enfim, todos chegamos de volta a Nova Bandeirantes. Os três hotéis da cidade estão completamente lotados com os agentes ambientais federais. No meu hotel, vejo agentes dormindo em colchões no refeitório, inclusive debaixo da mesa. Vejo um agente dormindo num colchão no chão no corredor dos quartos. Vejo ao meu lado três agentes que dormem em colchões no chão na recepção do hotel. Bin Laden chegou de manhã. Piauí apenas tomou um banho e retornou conosco dirigindo a Alta Floresta. O resto da equipe já despertou e está no briefing da segunda parte da operação. A Operação Ponta de Lança continua... em defesa do Parque Nacional Juruena, em defesa do patrimônio ambiental da sociedade brasileira.

Do Ibama

 
  Postado às 17h23
 
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  22/09/2008
  MMA divulga lista de espécie da flora ameaças de extinção
 

Ministério do Meio Ambiente divulga Lista Oficial das Espécies da Flora Brasileira Ameaçadas de Extinção, número de espécie subiu de 108, em 1992, para 472 espécies. Segundo o ministro Carlos Minc, a Mata Atlântica é a mais prejudicada, “Sem dúvida que a Mata Atlântica é o mais ameaçado, mas também há outros biomas seguindo na mesma direção: o Cerrado é um bioma que também está muito ameaçado, o que está levando o Ministério do Meio Ambiente a lançar um plano de defesa do Cerrado. As pessoas falam muito da Amazônia, mas o Cerrado está muito ameaçado e também a Caatinga, que está sendo destruída em um ritmo ainda mais agressivo do que a Amazônia”, disse Minc.

Saiba mais
Veja a lista completa.

Reprodução/Pick-upau
Mata Atlântica é o bioma mais ameaçado.

Da Agência Brasil

 
  Postado às 16h55
 
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  22/09/2008
  Grito do amor de uapiti faz mulher chamar xerife nos EUA
 

Quando estão na época do acasalamento, os uapitis (Cervus canadensis) costumam dar altos “berros” para chamara a atenção das fêmeas e afugentar outros machos. Mas dessa vez a ‘cantada’ do bicho virou caso de polícia. Uma moradora de Payson, Arizona, Estados Unidos, pensou que se tratava de uma briga e chamou a polícia.

Não é primeira vez que moradores da região confundem os chamados dos uapitis com gritos humanos, dizem as autoridades, segundo a Associated Press. A temporada de acasalamento vai até o começo de outubro.

Reprodução
Uapiti (Cervus canadensis)

Da Folha Online

 
  Postado às 16h38
 
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  17/09/2008
  Os 100 dias de Minc, segundo Minc
 

Caros amigos, companheiras, ambientalistas

Eu não pedi para ser ministro, não queria e ainda coloquei condições para aceitar. Conhecia o tamanho do desafio, o que a ministra Marina Silva havia penado (sempre com o meu apoio, nas horas mais difíceis). Aqui vai um balanço e uma resposta às questões que foram deformadas por uma parte da mídia. É uma prestação de contas, sobretudo para aqueles que conhecem minha história e sabem que não permitirei que o Pantanal se transforme num canavial, que não pedirei adiamento das normas para redução do teor de enxofre no diesel, que não aceitarei que a floresta nativa da Amazônia se converta em plantação de exóticas. Neste período o presidente Lula assinou 10 decretos que preparamos, como o Fundo Amazônia, o decreto que regulamenta e reprime crimes ambientais, o Fundo Clima, 3 grandes unidades de conservação na Amazônia, o preço mínimo para os produtos extrativistas; assinei outras 3 portarias: a que agiliza o acesso de cientistas à biodiversidade, com co-responsabilidade, a que abre a Câmara de Compensação Ambiental (com direito a voto) às ONGs, universidades, Anama, Abema e empresários, e atos que incentivam a criação de RPPNs; assinamos 5 acordos públicos com setores produtivos e ONGs, como a Moratória da Soja e o Pacto pela madeira Legal e Sustentável; mas a crítica a mim dirigida não se baseia nestes 18 atos reais e publicados, mas sim em extratos de declarações na mídia, especulações, TODOS desmentidos, que não se sustentam em fatos.

Brasília - O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, comenta os dados do desmatamento na Amazônia em junho, que foi 20% menor do que a registrada em maio, segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) Foto: José Cruz/Abr

Nestes 100 dias estivemos em ações diretas na Amazônia, combatendo o desmatamento e as queimadas, em ações no Nordeste, defendendo o bioma Caatinga e destruindo 300 fornos ilegais de carvão (em Pernambuco), em reuniões com os 9 governadores da Amazônia (em Belém) onde conseguimos reverter a pressão e manter a resolução do Banco Central que corta o crédito aos proprietários que estejam na ilegalidade fundiária ou ambiental. Apreendemos e leiloamos gado ilegal em unidades de conservação na Amazônia. Obtivemos reduções substanciais nas taxas de desmatamento em 3 meses, com um resultado expressivo em julho, de queda de 60%. Estes números são instáveis e precários, apesar do imenso esforço, pois a pressão é enorme, agravado pelas eleições; o ritmo das ações do Arco Verde e de criação de empregos sustentáveis (que depende de 8 ministérios) é muito lenta; o Ibama fecha uma serraria ilegal em uma hora, mas o governo não cria 50 empregos sustentáveis neste tempo, e o desempregado vai desmatar 5 km adiante.

Relacionamos abaixo medidas executadas, suposições infundadas e os imensos desafios.

1) PANTANAL

O IBAMA rastreou e multou em mais de R$ 400 milhões dezenas de carvoarias que estavam transformando áreas do Pantanal e do Cerrado em carvão para fornecimento de 60 siderúrgicas de Minas Gerais e do Espírito Santo. Carvoarias e siderúrgicas deverão replantar 11 mil ha devastados.

Na discussão preliminar do Zoneamento Agro-Ecológico da Cana-de-Açúcar defendemos que no bioma Amazônia e no bioma Pantanal não haja novas usinas de cana-de-açúcar. O Ministério da Agricultura defendeu que no planalto do Mato Grosso, fora do Pantanal, em áreas consolidadas, poderia haver expansão da cana. Explicamos ao governo que leis estaduais e resoluções do CONAMA (de 1985) interditam usinas de cana em toda a bacia hidrográfica do Pantanal, incluindo o Planalto Pantaneiro, pelo risco do vinhoto e dos agrotóxicos contaminarem a planície pantaneira. Obtivemos apoio de vários ministérios, mas devemos continuar atentos.

2) DECRETO DE CRIMES AMBIENTAIS E RESERVA LEGAL

Mais de 90% das multas ambientais não são pagas e os criminosos ambientais enriquecem com o produto de atos ilícitos. Preparamos e o presidente Lula assinou decreto de 162 artigos, que diminui as manobras de recursos, dá poderes ao Ibama de apreender e dar destino (doar, leiloar) produtos de crimes ambientais, como grãos, toras de madeira, gado. Leiloamos dezenas de lotes de soja, toras e o famoso boi pirata. Esta medida gerou forte reação da CNA, bancada ruralista, Fórum de secretários estaduais de agricultura. Depusemos por 4 horas na Comissão de Agricultura da Câmara Federal com transmissão pela TV. Os deputados alegaram que eram exíguos os prazos para averbar as reservas legais e recuperar APPs (Áreas de preservação permanentes) e que nas regiões Sul e Sudeste as áreas produtivas ocupavam mais de 90% das propriedades, e que a demarcação diminuiria a produção. Afirmaram que produções de maçã, uva, café ocupam há 30 anos encostas de mais de 45% , o que é considerado APP. Note-se que há 40 anos quase ninguém cumpre a demarcação de APPs e de Reserva Legal, e não são incomodados. Ao darmos prazo definido e multas, a grita foi geral. Abrimos diálogo, em curso, envolvendo ONGs, 4 ministérios e a Frente Parlamentar Ambientalista, que poderá definir prazos, com compromissos e cronogramas de cumprimento, e formas de restaurar a reserva legal fora das propriedades, nas bacias e no bioma, definidas por órgãos ambientais, que cumpram a função pretendida.

Brasília - O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, fala durante assinatura da licença ambiental de instalação da Usina Hidrelétrica de Santo Antônio, no Rio Madeira Foto: José Cruz/Abr

3) DESMATAMENTO ZERO, ZEE , PREÇOS MÍNIMOS PARA PRODUTOS EXTRATIVISTAS , MANEJO FLORESTAL e PLANTAS EXÓTICAS

Lutamos pela meta de desmatamento zero. Vamos concluir até final de 2009 todo o zoneamento ecológico econômico (ZEE) dos 9 estados da Amazônia – com apoio técnico e recursos do MMA. Ampliamos o combate ao desmatamento com a Polícia Federal (PF) e a Polícia Rodoviária Federal (PRF) e com os estados, usando os dados dos satélites do INPE e dos satélites japoneses. Com a estiagem prolongada e com conivência de autoridades as queimadas continuam e os esforços deverão ser duplicados. Obtivemos uma MP que garante preços mínimos para 10 produtos extrativistas, como a castanha, a seringa, o babaçu. Isto para que os trabalhadores extrativistas possam obter crédito, ter carteira assinada, 13º e escapar da miséria em que se encontram e que os sujeitam a vender madeira ilegal e permitir a entrada ilegal de gado nas RESEX. Estimularemos o beneficiamento das cadeias produtivas, agregando valor a este setor.

Depois de um ano de espera começamos a licitar áreas para o manejo florestal, ampliando a oferta de madeira legal, melhor forma de combater a madeira ilegal – base para o pacto da Madeira Legal de manejo, que assinamos no Pará em julho.

EXÓTICAS - Nas áreas completamente degradas (leste do Pará, p.ex) , depois de concluído o ZEE, deverá ser reconstituída a Reserva Legal das propriedades com plantas nativas do Bioma; a área produtiva (fora da reserva legal) poderá ser utilizada com plantação de palmáceas garantido renda, capturando carbono, desde que esteja previsto no ZEE.

4) FUNDO AMAZÔNIA

Criado por decreto do presidente Lula em 1 de agosto, é um fundo privado, abrigado no BNDES, controlado por um conselho formado por 3 componentes: 5 ministérios (gov. federal) , 9 governos da Amazônia e a sociedade civil ( universidade, sindicato, empresários, 3º setor) , onde os países doadores não tem assento. Os recursos financiarão atividades sustentáveis, reflorestamento, extrativismo, pagamento por serviços ambientais, para manter a floresta em pé e defender o bioma Amazônia. Garantimos a presidência por 3 anos para o MMA e participação relevante da sociedade civil, pois as decisões deverão ter o apoio dos 3 segmentos.

5) LICENCIAMENTO AMBIENTAL , CONCURSO , FISCALIZAÇÃO, PESCA

Com o Ibama agilizamos o licenciamento ambiental, aumentando o rigor e as compensações, como fizemos no Rio de Janeiro, na Secretaria Estadual do Ambiente. Reduzindo burocracias, encurtando prazos, informatizando processos reduzimos o tempo de tramitação, com critérios mais rigorosos, descartando empreendimentos inviáveis e obrigando os proponentes a investir no saneamento local, no custeio de parques nacionais e de reservas indígenas. No caso de Angra 3, encontramos o licenciamento 90% pronto. Somos contrários, como a ministra Marina, que perdeu a votação no Conselho Nacional de Política Energética, e deu continuidade, aceitando o Eia-Rima, realizando as audiências e preparando o relatório, ao longo de um ano. Acrescentamos exigências, como o monitoramento independente, a prévia definição do depósito do lixo atômico, adoção dos Parques da Bocaina e da Reserva Tamoios, e R$ 50 milhões em saneamento de Angra e Parati, declarando o apoio às energias renováveis, alternativas e à redução do desperdício, metas do 1º Plano Nacional de Mudanças Climáticas, avançando em relação à posição anterior, mais conservadora.

Brasília - O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, fala sobre a venda dos “bois piratas" e a destruição de 80 carvoarias no Nordeste Foto: Valter Campanato/Abr

O licenciamento da hidroelétrica de Santo Antônio estava avançada; na gestão da ministra Marina se concedeu a LP (Licença Provisória) depois de 2 anos e da famosa luta pela defesa dos bagres e da ictiofauna, reduzindo em 70% a área inundada; a LI foi concedida pelo Ibama com rigor e compensações que incluíram o saneamento de Porto Velho, o custeio de 2 parques e de 2 reservas indígenas. Um documento técnico intermediário do Ibama referia à necessidade de apresentação de 2 documentos, que foram incluídos no dia seguinte ao processo.

Reabrimos um processo de corrupção no licenciamento e fiscalização no Rio de Janeiro, que havia sido bloqueado por postura corporativa de um grupo. Garantimos um concurso para 400 analistas ambientais (Ibama e Instituto Chico Mendes) para novembro/2008, com prioridade para a fiscalização e o licenciamento.

No processo de criação do Ministério da Pesca, que agora será por lei, e não por MP, realizamos 3 rodadas de discussões com o Ministro Gregolin e a Ministra Dilma Roussef para garantir que o MMA e o Ibama mantivessem o poder da fiscalização integral. Os ambientalistas devem estar atentos para impedir que emendas retirem esta competência necessária para evitar que espécies sobre-pescadas colapsem.

6) UNIDADES DE CONSERVAÇÃO, MANEJO E ECO-TURISMO

O Instituto Chico Mendes administra 299 UCs, com 78 milhões de ha. Encontramos 68 destas sem um gestor, 121 sem um fiscal, 54 das 56 RESEX sem planos de manejo, nenhuma das FLONAS (florestas nacionais) fornecendo madeira legal de manejo, apenas 26 Parques Nacionais (de 65) recebendo visitantes , sendo que 90% dos 3,5 milhões de visitantes concentrados em 2 parques: Iguaçu e Tijuca. Os parques nos EUA recebem 192 milhões de turistas e são mais bem cuidados. Dos R$ 550 milhões disponíveis para compensação ambiental, foram aplicados em 5 anos apenas R$ 52 milhões. Garantimos administradores para estas 68 UCs, estamos formando até novembro 180 fiscais , para que nenhuma UC fique sem fiscal, decidimos, com 60 lideranças dos trabalhadores extrativistas, realizar ou licitar planos de manejo para todas as RESEX até março 2009. Através do Serviço Florestal Brasileiro (do MMA) e do ICM Bio vamos dobrar a meta de 2009 para oferta de manejo florestal, incluindo manejo comunitário para assentamentos do Incra e RESEX. No dia 13 de setembro o presidente Lula lançará o plano de Turismo nos Parques, do MMA em conjunto com o min do Turismo; este define parques prioritários e recursos para sedes, centros de visitante, de pesquisador, trilhas sinalizadas, acesso.

7) MATA ATLÂNTICA, ARTIGO 23 , GUARDAS PARQUE , FUNDO CLIMA

O decreto do Guarda Parque viabiliza convênios com governos estaduais que receberão equipamentos para bombeiros e batalhões florestais; estes apoiarão a defesa das UCs federais e ações preventivas e de fiscalização do Ibama. O decreto que regulamenta a lei da Mata Atlântica estava atrasado em um ano; realizamos audiências, aperfeiçoamos artigos e ele será publicado em setembro. Aplicamos R$ 120 milhões em multas aos usineiros de Pernambuco, que arrasaram a Mata Atlântica, deixando apenas 2,7% da cobertura original. Ajuizamos ações e o TAC deverá ser assinado com o MP Federal até novembro.

Brasília - O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, fala sobre a venda dos “bois piratas" e a destruição de 80 carvoarias no Nordeste Foto: Valter Campanato/Abr

O artigo 23 da Constituição define as competências de estados, municípios e União no licenciamento; depois de 3 anos bloqueado, estabelecemos um diálogo, inclusive em reunião da Abema com 23 secretários estaduais de meio ambiente (fomos informados que foi a primeira vez que um ministro participa deste fórum); o PL deverá ir a voto em novembro. O presidente Lula enviou ao Congresso o PL que cria o Fundo de Mudanças Climáticas, que deverá receber recursos de até R$ 600 milhões da participação especial do petróleo, para aplicações em redução de emissões, tecnologia limpa, prevenção e mitigação.

8) COMBATE AO DESMATAMENTO, REGULARIZAÇÃO FUNDIÁRIA

O Ibama, com apoio do MMA, do ICM Bio , da PF e da PRF tem se desdobrado para combater o desmatamento, sobretudo na Amazônia. Alguns estados tem colaborado, outros pouco. As operações do Ibama dobraram em junho e em julho, passando de uma média diária de 20 para 40 operações. Esta foi uma das razões da queda do desmatamento em julho. Houve uma desarticulação da Operação Arco Verde, de iniciativas sustentáveis, com outros ministérios, que será retomada. Faltam recursos, pessoal, viaturas. As pressões para derrubar a resolução do Banco Central que veda o crédito aos empreendimentos ilegais continuam, e a atenção deve ser redobrada. Existem também pressões de prefeitos e de governadores para o afrouxamento da operação Arco de Fogo no período eleitoral. Está havendo obstrução, e se verifica o incremento de queimadas. Apoiamos um novo modelo, com manejo florestal, extrativismo, preços mínimos, eco-negócios, recuperação de áreas degradadas, tecnologia limpa, pesquisa aplicada à floresta, acordos e rastreamento das cadeias produtivas (soja, madeira, carne, minério) e Fundo Amazônia. Isto exige um esforço de ministérios, governos estaduais e municipais e de toda a sociedade. O ritmo é insuficiente.

Priorizamos a regularização fundiária, a conclusão do ZEE e o cadastramento; estamos trabalhando com o Incra, Institutos de Terra e secretarias estaduais de meio ambiente para concluir o trabalho até 2012. Esclareço que o PL que ampliou a legalização de terras públicas de 500 ha para 1500 ha foi preparado pelo MDA (Ministério de Desenvolvimento Agrário) antes da nossa chegada ao governo. Não participamos do processo de votação no Congresso, e posteriormente exigimos que antes da titulação haja a demarcação da reserva legal.

9) ENXOFRE, DIESEL E AR

Apesar das pressões não adiaremos a Resolução do Conama, de 2002, que estabelece padrão de emissão mais rigoroso em 2009. Propusemos adiantar a etapa seguinte, que estabelece o máximo de 10 partes de enxofre por milhão no diesel. Apresentaremos até o final do ano um Programa Nacional de Qualidade do Ar, incluindo vistoria veicular obrigatória (como aprovamos no Rio de Janeiro) e padrões de emissão atmosférica mais rigorosos para a indústria.

Brasília - O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, fala sobre a venda dos " bois piratas" e a destruição de 80 carvoarias no Nordeste Foto: Valter Campanato/ABr

10) REFORÇAR O DIÁLOGO

Pouco tempo, muitos desafios, problemas crônicos, profundos, enfrentamentos dentro do governo, no parlamento, na sociedade; a eco-ansiedade de enfrentar tudo ao mesmo tempo prejudicou o diálogo constante e necessário com o setor ambientalista. Estive 8 vezes no parlamento, 3 com a Frente Ambientalista. Recebemos em 12 encontros ONGs e lideranças da Amazônia, Mata Atlântica, Cerrado, extrativistas, cooperativas. Há que construir planos conjuntos, com prioridades, metas, alianças, no governo e na sociedade.

Saudações eco-libertárias do Carlos Minc

Texto recebido pelo Pick-upau via e-mail do Ministério do Meio Ambiente e publicado em vários veículos de comunicação.

 
  Postado às 15h31
 
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  17/09/2008
  Aranha macho amarra fêmea para namorar
 

Sexo animal! Exposição "The Sex Lives of Animals" ("A Vida Sexual dos Animais") estréia no Museu do Sexo de Nova York traz curiosidades sobre comportamento da bicharada.

Enquanto isso, a publicação especializada "NewScientist" mostra um panorama da diversidade sexual encontrada na natureza, com atos, talvez, não muito convencionais, como promiscuidade, necrofilia e bondage.

Certas espécies européias têm como costume amarrar seus parceiros, como forma de sobrevivência e não prazer, diz a revista. Como os machos quase sempre são menores que as fêmeas, alguns deles desenvolvem técnicas para dominar suas parceiras. Veja o artigo completo no site da revista.

Reprodução
Entre as aranhas da espécie Homalonychus theologus, os machos amarram as fêmeas com as pernas unidas na hora de namorar.

Da Folha Online

 
  Postado às 14h55
 
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  17/09/2008
  Cabelo animal!
 

A artista plástica japonesa Nagi Noda resolveu fazer moda com os bichos. Transformou perucas e apliques, para um ensaio fotográfico de esculturas de cabelo, em ‘animais’. Batizada de 'Hair Hats', a série apresenta quinze penteados. Alguns penteados demoraram até um dia para ficarem prontos.

Divulgação

Do G1

 
  Postado às 14h38
 
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  17/09/2008
  Cientistas descobrem paraíso de gorilas
 

Primatólogos descobriram no Congo, um refúgio com mais de 125 mil indivíduos. Localizado na floresta equatorial africana, na República do Congo, a região abriga gorilas-da-planície-ocidentais, uma das mais ameaçadas do mundo.

"É uma descoberta muito significativa, se levarmos em conta o terrível declínio populacional dessas criaturas magníficas causado pelo vírus Ebola e pela busca por carne de caça", diz Emma Stokes, membro da equipe de pesquisa. Segundo a Sociedade para a Conservação da Vida Selvagem (WCS, na sigla inglesa), a população pode dobrar.

O aumento na ‘contagem’ dos primatas vem de duas áreas recentemente descobertas no norte do Congo. Estimativas feitas em 1980 apresentavam uma população inferior a 100 mil indivíduos, acreditava-se que esse número havia sido reduzido em 50%, por conta da caça e de epidemias. Os pesquisadores estimam que 175 mil e 225 mil gorilas vivam na região hoje, mas alertam: "Não podemos nos tornar complacentes. O Ebola é capaz de matar milhares deles num período muito curto", afirma.

Reprodução
Mamãe e filhote vivem em tranqüilidade no santuário de gorilas da República do Congo

Da Associated Press

 
  Postado às 13h59
 
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  17/09/2008
  Homem captura lagarto gigante de 1,8 metro no jardim de casa
 

Um morador do Estado de Oregon (EUA) brincava com seus filhos no jardim quando foi surpreendido por um lagarto com quase dois metros de comprimento. Ryan Nelson pensou que tratava-se de um crocodilo quando viu o lagarto-do-nilo pela primeira vez no meio das roseiras.

O lagarto foi capturado e levado para uma pet shop.

Divulgação

Da Associated Press/Folha de São Paulo

 
  Postado às 13h48
 
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  17/09/2008
  Parente de girafa é visto depois de 50 anos
 

Um animal ameaçado de extinção e que não era visto na natureza havia 50 anos, o ocapi, foi fotografado no Parque Nacional Virunga, na República Democrática do Congo. A imagem é uma prova que espécie sobreviveu à guerra civil do país.

A espécie descoberta há cem anos, não era vista desde 1958, diz Emmanuel de Merode, chefe do parque Virunga. Uma mistura de zebra com girafa, o ocapi tem o pescoço curto e listras nas pernas e no lombo que servem como uma impressão digital de cada espécie.

Agora os pesquisadores querem estimar a população dos ocapis que vive no Virunga.

Sociedade Zoológica de Londres/Divulgação
Ocapi no parque nacional Virunga, na República do Congo; animal não era visto por cientistas na natureza havia 50 anos

Da Folha de S.Paulo/Agências internacionais

 
  Postado às 13h37
 
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  17/09/2008
  Tubarão faz "degustação" e descarta surfista no Havaí
 

Um tubarão-tigre parece não ter gostado do cardápio que provou no Havaí. Um surfista colocou os dedos dentro da boca do animal porque ele havia sido atacado e parece não ter gostado da perna do homem.

Todd Murashige, 40, revelou aos repórteres os detalhes no acidente no The Queen's Medical Center, dois dias após ter sofrido o ataque em Oahu (Havaí).

"Foi muito surreal. Só vi a cabeça de um tubarão ali", disse o surfista. "Coloquei meus dedos dentro da boca dele para tentar me desvencilhar, mas não senti nenhum dente. Pensei que estava pegando na gengiva ou no 'lábio'."

Divulgação/Reprodução

Da Folha Online

 
  Postado às 13h20
 
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  06/09/2008
  Gibão mais velho do mundo morre na Nova Zelândia
 

Nippy, gibão do zôo de Wellington, na Nova Zelândia, era o mais velho do mundo vivendo em cativeiro e morreu após a piora em seu estado de saúde.

"Nippy, o morador mais antigo do zôo de Wellington, sofreu eutanásia hoje, devido à rápida deterioração de sua saúde. Veterinários que o alimentavam e o monitoravam diariamente relataram que ele definhou muito nos últimos três dias --perdeu o apetite e passava a maior parte do tempo em sua cama", declarou aos jornais Mauritz Basson, gerente-geral de operações do zôo.

A decisão da eutanásia, segundo Basson, foi tomada "em interesse do animal". "Sua mente permanecia ágil, mas seu corpo parecia simplesmente ter 'desistido'", completou o gerente.

Nippy tinha 60 anos e há 59 vivia no zoológico de Wellington, ele chegou ao local em 1949.

Divulgação
Nippy, gibão do zôo de Wellington, na Nova Zelândia, morreu após veterinários constatarem uma piora em seu estado de saúde.

Da Folha de São Paulo

 
  Postado às 19h15
 
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  06/09/2008
  Parque Estadual Carlos Botelho realiza mais um Projeto de Apoio aos Romeiros
 

No dia 6 de agosto de 2008 foi encerrado mais um Projeto de Apoio aos Romeiros, desenvolvido pelo Parque Estadual "Carlos Botelho" (PECB), em parceria com o Departamento de Turismo da Prefeitura de São Miguel Arcanjo. Este tem como principal finalidade o fornecimento de apoio e orientação às pessoas que se deslocam da região do planalto até o Vale do Ribeira, para participar da Festa do Bom Jesus de Iguape.

Este apoio é prestado no trecho em terra da Rodovia SP-139, que atravessa o Parque Estadual “Carlos Botelho”, numa extensão de 35 km, interligando a Sede, no município de São Miguel Arcanjo, ao Núcleo Sete Barras.

Esta organização visando o apoio aos romeiros, tem como objetivo final a conscientização das pessoas e a preservação de um dos mais importantes remanescentes de Mata Atlântica do Estado de São Paulo.

O projeto ocorre inicialmente com o agendamento dos grupos que pretendem utilizar as estruturas do Núcleo Sete Barras e, posteriormente, com o apoio específico aos romeiros, a partir do começo de julho até a primeira semana de agosto.

Apesar de ser uma atividade muito antiga, os romeiros não perdem a fé e a tradição, o que muitas vezes passa de pai para filho. Constitue-se, portanto, numa manifestação folclórica e religiosa de grande valor.

Com o passar do tempo, novas adaptações trouxeram conforto para alguns, como carros, cozinheiros, enfim, uma equipe de apoio. Enquanto outros continuam de forma idêntica as primeiras romarias, ou seja, com a mochila nas costas ou com bicicletas antigas que tornam o percurso mais pesado, mas não desgastante o suficiente para tirar-lhes o sorriso do rosto e a fé do coração.

Há romeiros que percorrem mais de 400 km para chegar ao destino final, e muitos fazem esta caminhada há mais de 40 anos.

Como já visto no ano passado, a maioria dos grupos que agendou para utilizar a infra-estrutura do Núcleo Sete Barras são da cidade de São Miguel Arcanjo, talvez por ter mais informações e contato com o Parque.

Um dos motivos da dificuldade em se cadastrar todos os grupos é devido ao horário que os mesmos costumam sair do Bairro Abaitinga, no município de São Miguel Arcanjo, em direção ao Núcleo Sete Barras, que geralmente é de madrugada, ou seja, antes das 5 horas da manhã.

Os esforços da equipe do Parque (Sede e Núcleo) estarão direcionados a solucionar estas questões, com mais capacitações e trabalho intensificado entre os funcionários, a equipe de monitoria da ONG Associação Ambiental de Apoio ao Parque (AAAP) e os componentes das firmas de vigilância que prestam serviço no Parque. Foram cadastrados 45 grupos, totalizando 522 romeiros, entre eles caminhantes, cavaleiros, ciclistas e mochileiros, vindos de 10 diferentes municípios.

Estes números são referentes à utilização da estrada e do Núcleo Sete Barras para pernoite, para o almoço e relativos ao período diurno.

O atendimento foi muito elogiado apesar do número restrito de funcionários para a grande demanda de tarefas.

Os trabalhos foram bem organizados e com grande eficiência por parte de todos, possibilitando grande avanço para o meio ambiente, pois as pessoas estão se tornando mais conscientes, com atitudes ambientais mais adequadas.
A quantidade de lixo jogado na Rodovia SP-139 foi menor em relação ao ano de 2007. Este fato foi constatado pelas equipes de apoio que percorriam a Rod. SP-139.

Outra questão solucionada, visando um maior conforto dos cavaleiros, foi o trabalho conjunto com o Pesqueiro Búfalo Bill, situado à 5 Km do Núcleo Sete Barras, que ajudou a absorver a demanda mais intensa de grupos com muitos participantes.

No dia 3 de agosto, domingo, aconteceu em paralelo ao Projeto Romeiros, uma pedalada do Clube Amigos da Bike (CAB), da cidade de São Paulo, onde 45 ciclistas saíram de São Miguel Arcanjo rumo ao Núcleo Sete Barras, fato este que deu uma movimentação bastante intensa ao Parque por ocorrer em conjunto com os demais grupos de romeiros.

Durante a última semana do Projeto foram feitas 2 reportagens sobre o Parque: uma com enfoque na preservação da flora e da fauna, com a emissora de TV “Canção Nova”, para o Programa Preservação Ambiental. Esta matéria foi realizada em parceria com a ONG Instituto Ecológico de Proteção aos Animais (IEPA) e a Polícia Ambiental de São José dos Campos e de Itapetininga. O outro tema com enfoque nos romeiros e no Projeto Rio Preto, sobre palmito juçara, foi efetuado pelo Jornal Cruzeiro do Sul, da cidade de Sorocaba. Dessa forma, o Projeto foi finalizado com sucesso e com o estabelecimento de metas de melhorias para os próximos anos.

Divulgação/Acervo PECB

José Luiz Camargo Maia
Diretor do PE Carlos Botelho

 
  Postado às 19h03
 
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  06/09/2008
  Gorila vai ao dentista
 

Um gorila do zoológico de Paignton, em Devon, no sul da Inglaterra foi ao dentista para a retirada de um dente canino quebrado. Pertinax, de 179 quilos, foi atendido pelo especialista Peter Ketesz, que já trabalhou em várias partes do mundo com diversos animais, entre pandas, elefantes e baleias.

"Animais ou pessoas - é tudo a mesma coisa. Se eles precisam de tratamento, terão tratamento. A escala é que varia, e a locação. É preciso de muito trabalho em equipe", conta Ketesz.

"As pessoas perguntam se é divertido, mas trata-se de um negócio muito sério. A saúde e, em alguns casos, a vida de uma criatura rara está em suas mãos", afirma.

Segundo o zoológico, Pertinax já se recuperou da operação e passa bem.

Cortesia Paignton Zôo/Reprodução
Gorila Pertinax, que teve um dente canino quebrado, foi atendido por um dentista no zoológico de Paignton, em Devon, Inglaterra

Da BBC/Folha de São Paulo

 
  Postado às 18h58
 
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  06/09/2008
  Jacarés são usados por traficantes no Rio
 

Policiais encontraram dois jacarés no quintal de uma casa na favela da Coréia, zona oeste do Rio de Janeiro. Segundo a Polícia Civil, os animais eram usados por traficantes para assustar e ameaçar moradores. Disseram ainda, que os répteis eram alimentados com rivais mortos pelos traficantes.

"Nós já tinha informações há algum tempo de que eles [traficantes] tinham por hábito criar jacarés para aterrorizar a população, mostrar poder. Mas nunca tínhamos conseguido encontrar nenhum", disse o delegado Ronaldo de Oliveira, da DRFA (Delegacia de Roubos e Furtos de Automóveis). "Eles estavam mordendo muito, estão muito nervosos", completou.

Divulgação
Um dos jacarés encontrados no quintal de uma casa na favela da Coréia durante operação da polícia; residência pertence a traficante

Da Folha de São Paulo

 
  Postado às 18h53
 
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  06/09/2008
  Correios lançam selos sobre fauna amazônica
 

Os Correios colocaram a disposição do público três selos sobre animais amazônicos ameaçados de extinção. O objetivo é divulgar as espécies da fauna nacional e sua importância dentro do ecoturismo. A cerimônia de lançamento foi na Casa da Ciência do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA). Os selos trazem imagens do peixe-boi da Amazônia, da ariranha e da lontra.

Reprodução/Divulgação
 
  Postado às 18h41
 
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  03/09/2008
  Pick-upau e SBT gravam matéria sobre o Projeto Trilhas de São Paulo
 

Entrada da Trilha da Vida, no Parque Ecológico do Guarapiranga.

Cinegrafista do SBT acompanha integrante do Pick-upau em trilha.

"Pé na trilha".

Marco Lucena, diretor do Parque Ecológico do Guarapiranga é entrevistado pela repórter Alessandra Zamari, do SBT Brasil.

Trilha concluída, passaporte carimbado!

Papéis invertidos: Marco Lucena brinca de repórte durante gravação de matéria.

Alessandra Zamari, do SBT explora os sentidos na Trilha da Vida.

Monitores do Parque Ecológico do Guarapiranga, equipe de reportagem do SBT Brasil e integrantes do Pick-upau finalizam matéria sobre o projeto "Trilhas de São Paulo".

Da Redação

 
  Postado às 05h05
 
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