São Paulo, SP – Brasil
 
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  22/06/2010
  Ursos-de-óculos completam um ano no PE de São Carlos
 

No Parque ecológico Municipal de São Carlos, dois ursos-de-óculos (Tremarctos ornatus) nasceram pesando cerca de 500g e hoje com 15 quilos cada eles completam um ano de vida.

Sara e Nei, nomes escolhidos por voto popular tiveram direito a festa e ganharam bolo de legumes com cobertura de iogurte e mel, uma abóbora recheada de frutas e brinquedos dos seus tratadores.

Os presentes foram escolhidos de acordo com a dieta e o estilo de vida dos animais, segundo o administrador do Parque Fernando Magnani: "São comidas saudáveis. Eles brincaram bastante durante toda a manhã". "Depois de um tempo a mãe deixa de cuidar dos filhotes e o pai os vê como rivais. Para a segurança deles precisamos levá-los para outro lugar".

Divulgação
Os ursos-de-óculos que nasceram no Parque Ecológico Municipal de São Carlos completam um ano nesta quarta-feira
 
  Postado às 15h30
 
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  22/06/2010
  Maior morcego das Américas é coletado pela primeira vez no Pantanal Sul
 

Um exemplar do morcego-fantasma-grande (Vampyrum spectrum), o maior morcego das Américas, foi capturado na fazenda Nhumirim, da Embrapa Pantanal, pelo ecólogo Maurício Silveira. É o primeiro exemplar deste animal coletado no Mato Grosso do Sul.

Maurício está fazendo sua pesquisa sobre ocupação de habitats naturais e alterados por morcegos para sua dissertação de mestrado em ecologia da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul) e desenvolve estudos de campo desde dezembro de 2009 na fazenda da Embrapa Pantanal (Corumbá-MS), Unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária - Embrapa, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

A captura deste exemplar ocorreu no dia 20 de fevereiro e foi divulgada em 5 de abril pelos pesquisadores. Trata-se de uma fêmea, que pode pesar até 230 g e ter até 1 m de envergadura. O espécime coletado está depositado na Coleção de Vertebrados da Embrapa Pantanal, servindo como documentação da distribuição geográfica.

Até o momento, Mauricio já capturou 145 morcegos de 20 espécies na fazenda Nhumirim. As coletas serão feitas até outubro deste ano. O estudante usa redes de neblina, que são armadas no fim da tarde na Grade Permanente da fazenda. Esta grade é um conjunto de parcelas permanentes para o monitoramento da biodiversidade e de processos naturais, permitindo estabelecer vários tipos de inter-relações ecológicas e o entendimento do funcionamento do ecossistema.

Apesar no nome científico se referir a um vampiro, a espécie na verdade é carnívora, se alimentando principalmente de aves, roedores e até outros morcegos. “É uma espécie rara, mas com distribuição geográfica bem ampla, que vai do sul do México até o centro da América do Sul. Jamais havia sido coletada no Mato Grosso do Sul. Aliás, esse foi o registro mais ao sul da presença deste animal, e representa uma ampliação da sua distribuição geográfica”, afirmou.

Para Maurício, a presença do Vampyrum spectrum no Pantanal Sul pode ser um indicativo de boa qualidade ambiental. “Ele vive preferencialmente em ambientes florestais.”

O pesquisador Walfrido Tomás, da Embrapa Pantanal, disse que por volta de 1955 houve um registro da espécie no Pantanal Norte, no Estado de Mato Grosso. “O novo registro revela que o ecossistema Pantanal tem influência biogeográfica de biomas mais florestais. Significa também que ainda conhecemos muito pouco da biodiversidade do Pantanal. Ainda há carência de inventários biológicos na região”, afirmou.

Para Walfrido, esta é uma das espécies que, por serem raras, topo de cadeia ecológica e ligadas a ambientes florestais, podem sofrer impactos diretos do desmatamento e da fragmentação de habitats. Geralmente são as primeiras a desaparecer quando os habitats são alterados.

Maurício Silveira/Embrapa
O morcego-fantasma-grande é uma fêmea e vai ficar na Embrapa Pantanal

Ana Maio
Embrapa Pantanal

 
  Postado às 15h20
 
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  22/06/2010
  Mudança técnica melhora acesso a jogos interativos sobre bichos do Pantanal
 

Uma alteração técnica no servidor que hospeda o CD Nossos Bichos – Mamíferos do Pantanal deve facilitar o acesso de internautas ao conteúdo. Desde abril os jogos interativos passaram a ser hospedados na Embrapa Informática Agropecuária, em Campinas, além do servidor da CI (Conservação Internacional).

A mudança foi proposta pela Embrapa Pantanal, que produziu o CD em parceria com a CI. "Nossos Bichos" é um CD interativo que usa os sons que os mamíferos do Pantanal emitem como ponto de partida para dois jogos onde os hábitos, os alimentos, as pegadas e outras curiosidades sobre os bichos vão sendo revelados.O pesquisador Guilherme Mourão, da Embrapa Pantanal (Corumbá-MS), Unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária - Embrapa, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, e a bióloga e doutora em ecologia pela Universidade de Brasília Ísis Medri desenvolveram o CD visando primariamente as crianças, mas logo descobriram que ele agrada também os adultos.

Em 2009 foi divulgada uma pesquisa de satisfação feita com 266 internautas que tentaram baixar os jogos. Dos 117 que conseguiram baixar os dois jogos interativos, 107 informaram que conseguiram navegar com facilidade e avaliaram o conteúdo muito positivamente. Entretanto, 149 internautas informaram que não conseguiram fazer os downloads, ficando clara a necessidade de se resolver a dificuldade de acesso, que agora foi atendida.

Desde que foi lançado, em 2008, o CD mantém uma média aproximada de 6 downloads diários. Já são mais de 4 mil usuários.

Acesso
Para ter acesso ao Nossos Bichos, basta acessar o site www.cpap.embrapa.br e clicar na figura do CD infantil, na coluna da esquerda. Ali estão todas as orientações de como baixar os jogos, que são auto-explicativos. O download é gratuito, basta preencher o cadastro.

Ana Maio/Embrapa/Divulgação
Ariranhas no Pantanal: jogos mostram os hábitos

Ana Maio
Embrapa Pantanal

 
  Postado às 15h12
 
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  22/06/2010
  Grupo define protocolo de ações para casos de onças na área urbana de Corumbá e Ladário
 

Pesquisadores, autoridades militares e civis e representantes de instituições ligadas a animais carnívoros estão definindo uma forma conjunta de atuar quando for registrada a presença de onças ou animais peçonhentos em área urbana. O protocolo prevê ações para casos em que a localização do animal envolver ou não risco para a população.

Essa discussão acontece em Corumbá (MS), onde no ano passado uma onça parda foi localizada por moradores perto do aeroporto da cidade. A captura do animal foi lenta e tumultuada, principalmente porque a população estava muito próxima ao animal.

A soltura foi realizada em uma região remota, distante mais de 60 km da cidade. Antes deste evento, onças pintadas também já haviam se aproximado da área urbana, fugindo de inundações e de queimadas, impondo riscos à população. Num destes eventos, dois animais acabaram morrendo, e um foi liberado também em área remota do Pantanal.

Nesta segunda-feira, dia 26 de abril, os especialistas se reuniram no Centro de Convenções de Corumbá e apresentaram informações importantes para orientar os trabalhos e as discussões envolvendo, principalmente, onças. A reunião foi promovida pelo Conselho Municipal de Meio Ambiente e Prefeitura de Corumbá. Nos próximos dias haverá novas reuniões do grupo para detalhar os planos de ação, construindo cenários e definindo o papel de cada instituição.

Áreas de risco

Uma das informações repassadas foi a delimitação de áreas de risco dentro da área urbana relacionadas com onças pintadas e pardas. O pesquisador Walfrido Tomás, da Embrapa Pantanal (Corumbá-MS), Unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária - Embrapa, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, apresentou mapas indicando onde é mais comum o aparecimento de onças pardas e de onças pintadas. Ele também apresentou situações que podem estar relacionadas com a movimentação destes animais para dentro da área urbana.

Segundo ele, as pintadas aparecem com mais frequência às margens do rio Paraguai, entre o bairro Beira Rio e o final do hotel Gold Fish. Ali há uma vegetação densa e não existem residências porque são áreas inundáveis. Além disso, existem cavernas e locas que servem de abrigo para as onças.

No caminho para o município de Ladário (MS), na estrada conhecida como Codrasa, há outra área de risco. Como a margem direita do rio Paraguai é de terreno mais alto, as onças tendem a atravessar o rio em busca de terrenos mais secos na época de cheias, ou de lugar seguro em caso de incêndios no Pantanal, próximo ao rio e à cidade.

“Já a onça parda costuma aparecer entre a cidade e a morraria, do lado oposto ao rio, onde ocorre mata mais seca.”, explicou Walfrido. Ele afirma que a onça parda que entrou na área urbana em maio de 2009 era um macho jovem, provavelmente dispersando do território onde nasceu. Por azar seguiu a vegetação do morros até a área urbana, nas proximidades do aeroporto.

“Eventos como este podem voltar a acontecer, tanto por causas naturais e comportamentos normais nas espécies, como em função de ameaças causadas por seres humanos, como os incêndios”, disse. Mas o pesquisador lembra que comportamento das duas espécies de onça é diferente em situações de estresse, sendo que a onça pintada oferece risco maior do que a onça parda.

Walfrido disse ainda que a população precisa ser orientada sobre o que fazer e o que não fazer em casos como estes, já que a reação da população pode ser um complicador maior e potencializar os riscos.

O promotor Ricardo Melo disse que sua preocupação é com a segurança da população. “A vida humana é prioridade. Em 2007 houve um caso perto do Forte Junqueira e no ano passado, perto do aeroporto. Nos dois casos, as autoridades não agiram de forma brilhante. Por isso há necessidade de traçar critérios objetivos de atuação para garantir a segurança dos moradores”, afirmou.

O comandante da Polícia Ambiental de Corumbá, major Waldir Ribeiro Acosta, falou das dificuldades que a companhia enfrentou no último caso, especialmente a falta de equipamentos. Segundo ele, o gerenciamento de crises é um tema novo na atividade policial brasileira.

Ricardo Boulhosa, do Instituto para a Conservação dos Carnívoros Neotropicais – Pró-Carnívoro, fez uma apresentação sobre os conflitos envolvendo homens e animais silvestres. Ele disse que a imprensa tem um papel importante nesses casos, pois tem o poder de mobilização da opinião pública e de difusão de medidas preventivas. Ele representou o Cenap (Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Mamíferos Carnívoros) na reunião.

O pesquisador Guilherme Mourão, também da Embrapa Pantanal, apresentou uma proposta de protocolo de ações para dar início aos trabalhos. O primeiro passo era decidir qual instituição deveria coordenar a situação de conflito. O grupo considerou que essa atribuição seria do Corpo de Bombeiros.

Caberá ao gestor da crise avaliar os riscos à segurança e mobilizar as outras instituições que podem contribuir com a proteção de moradores e o resgate do animal envolvido.

Mas a discussão não foi encerrada. Foi formado um grupo de trabalho envolvendo militares da Polícia Ambiental, Corpo de Bombeiros e Polícia Militar, que deve se reunir com o Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) para discutir e detalhar atribuições e estratégias para gerenciamento de crises envolvendo animais silvestres na área urbana de Corumbá e Ladário.

Ana Maio/Embrapa/Divulgação
Reunião começou a discutir protocolo para atuar em caso de ocorrência de onças na cidade

Embrapa Pantanal

 
  Postado às 15h08
 
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  22/06/2010
  Embrapa utiliza radiotransmissores para monitorar jacarés no Pantanal
 

Para acompanhar o comportamento de jacarés no Pantanal e em seu entorno, a Embrapa Pantanal tem utilizado a técnica da radiotelemetria. Trata-se do implante de um radiotransmissor dentro da membrana que reveste internamente o abdômen do animal.

A pesquisadora Zilca Campos, responsável pelos estudos, explicou que os jacarés são animais ectotérmicos, isto é, a temperatura corporal é controlada pelo ambiente. “Nós buscamos conhecer sua temperatura corporal e as relações com as temperaturas do ar e da água e o comportamento. Esse conhecimento ajudará a entender sua biologia e como eles se relacionam com o ambiente em que vivem”, disse ela.

No momento, um jacaré adulto da espécie Paleosuchus palpebrosus está sendo monitorado na região da Serra do Urucum, no entorno do Pantanal. Mas de 1989 a 1999, a Embrapa Pantanal já acompanhou 51 jacarés, Caiman crocodilus yacare, na região central do Pantanal, com o objetivo de determinar taxa de dispersão e comportamento de termorregulação.
”Em breve, novos indivíduos, jovens e adultos, serão monitorados com a técnica de radiotelemetria”, disse Zilca.

Indicadores

Segundo ela, a temperatura corporal alta, em dias de verão, influencia no comportamento de alimentação, movimentação, reprodução etc. “Em dias mais frios, os jacarés precisam se aquecer pelo comportamento de exposição ao sol, para elevar sua temperatura acima da temperatura da água”, explicou.

O animal também pode permanecer imóvel, em buracos ou folhagens, esperando as temperaturas subirem. Esse tipo de estudo já foi feito com o jacaré-do-Pantanal e recentemente vem sendo realizado com o jacaré-paguá, que vive no entorno do Pantanal em pequenos riachos e cabeceiras de rios que drenam o Pantanal.

“Aparentemente, eles suportam temperaturas mais baixas do que os jacarés do Pantanal, muito em função das características do ambiente de águas mais frias e correntes”, disse Zilca.

A técnica de radiotelemetria é usada para obter informações necessárias para conservar e manejar as espécies e também permite elucidar e revelar segredos da história de vida dos animais.

A experiência com o uso da técnica permitiu concluir que o movimento tem um papel importante na vida dos jacarés. O movimento diurno pode ser para termorregular, e em longo prazo para dispersar entre habitats. “É possível também entender seu comportamento de estivação, quando o animal adota a estratégia de entocar em período de estresse hídrico, e em resposta a distúrbio no seu ambiente”, explicou. O estudo também alerta para as ameaças antrópicas nos habitats dos jacarés, principalmente no entorno do Pantanal, que poderá refletir no estado de conservação das espécies.

Esse estudo recebe apoio financeiro do CNPq, Fundect, Fundação O Boticário e da Embrapa Pantanal.

Implante

Para implantar o radiotransmissor nos jacarés é feita uma cirurgia por veterinários adotando a técnica de resfriamento, isto é, abaixando a temperatura corporal do animal, em torno de 19 oC. Para isso, o jacaré adulto é colocado dentro do freezer por uma hora e depois recebe uma dose de anestésico local para, então, proceder a cirurgia. Todo o procedimento é feito dentro da ética e respeito pelos animais, para que ele não sinta dor e não tenha sofrimento.

“A técnica que estamos usando é a tradicional, na qual o sinal do rádio é captado pelo receptor acoplado em uma antena direcional”, afirmou. Segundo ela, a Embrapa Pantanal (Corumbá-MS), Unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária - Embrapa, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, tem adotado outras técnicas de avaliação do estado da população de jacarés, distribuição e abundância, usando contagens noturnas em trechos de rios da BAP (Bacia do Alto Paraguai) e contagens aéreas de ultraleve em fazendas e utilizando avião em escala de Pantanal.

Saulo Coelho/Embrapa/Divulgação
Jacarés são monitorados pela Embrapa Pantanal

Ana Maio
Embrapa Pantanal

 
  Postado às 15h02
 
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