São Paulo, SP Brasil
 
  +Blog da Pick-upau
   
  06/01/2011
  Contra desmatamento e fumaça dentro de casa, 17 mil já usam fogão ecológico no Ceará
 

Ao menos 17 mil famílias já trocaram o tradicional fogão a lenha por outro denominado "ecoeficiente" no Ceará. Outras 9.000 famílias devem adotar a nova tecnologia no início de 2011.

A mudança é considerada uma boa notícia, pois os novos fogões zeram o contato com a fumaça dentro das casas --o que evita doenças respiratórias--, e também reduzem em aproximadamente 40% o consumo de lenha --diminuindo o desmatamento.

A tecnologia dos fogões ecológicos, inspirada em experiências de países da Ásia, é desenvolvida desde 2005 pela ONG cearense Ider (Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Energias Renováveis), com patrocínio do governo do Ceará, que passou a incentivar sua instalação há três anos.

Divulgação
Fogão ecológico usado no Ceará; 17 mil famílias do Estado já trocaram o antigo fogão a lenha pelo aparelho ecoeficiente

Desde então, 65 municípios cearenses já foram beneficiados com o projeto Fogões Ecoeficientes.

Segundo o técnico do Ider Ákilas Girão, cerca de 2 milhões de famílias ainda têm fogão a lenha em todo o Nordeste.

Girão disse que o equipamento ecoeficiente é simples: uma estrutura de ferro como base do fogão e revestimento de tijolo refratário, que garante uma queima bem mais eficaz, o que reduz o consumo de lenha.

Através de uma chaminé, desvia a produção de fumaça dentro das casas, fator desencadeador de doenças respiratórias, principalmente em mulheres e crianças.

"O [novo] fogão não elimina a fumaça, apenas a desvia para fora da casa", disse Girão. O custo é estimado em R$ 500 cada unidade.

Segundo o secretário das Cidades, Joaquim Cartaxo, o projeto também gera renda, pois os fogões são construídos por pedreiros que passam por capacitação.

"Costumo dizer que para cozinhar uma panela de feijão era preciso cortar um pé de sabiá. Com o fogão ecoeficiente, não mais. É um projeto pequeno, mas de grande impacto", disse Cartaxo.

Da Folha

 
  Postado às 10h57
 
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  06/01/2011
  "Flor-cadáver" floresce pela primeira vez na América Latina
 

Conhecida como uma das maiores e mais fedorentas flores do mundo, a Amorphophallus titanum, apelidada de "flor-cadáver", desabrochou pela primeira vez na América Latina neste fim de semana.

O fenômeno, que dura no máximo três dias e só acontece aproximadamente a cada dez anos, foi no jardim botânico do Instituto Inhotim, em Brumadinho (MG), na região metropolitana de Belo Horizonte.

Embora seja conhecida como "a maior flor do mundo", o que a espécie produz é, na verdade, uma inflorescência. Ou seja: um conjunto de flores em uma estrutura compacta.

A "flor" começa a ser produzida cerca de 10 anos após a semente ter sido germinada. Ela pode chegar a 3 metros de altura e pesar até 75 kg.

O apelido de cadáver vem de seu forte cheiro característico. Ele é usado como uma estratégia para atrair insetos como moscas e besouros, seus polinizadores.

A espécie é endêmica da ilha de Sumatra, na Indonésia, e foi descrita pela primeira vez pelo botânico Odoardo Beccari em 1878.

Divulgação
"Flor-cadáver" começa a ser produzida cerca de 10 anos após a semente ter sido germinada

Da Folha

 
  Postado às 10h50
 
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  06/01/2011
  Buraco da camada de ozônio sobre a Antártida é o menor em 5 anos
 

O buraco da camada de ozônio sobre a Antártida reduziu ao seu menor tamanho nos últimos cinco anos, indicou o Instituto Nacional de Água e Pesquisa Atmosférica da Nova Zelândia.

Os cientistas calcularam que o tamanho do buraco seja de 22 milhões de quilômetros quadrados, dois milhões a menos que em 2009. Em 2000, ano quando foi registrado o maior tamanho, o volume foi de 29 milhões.

O déficit da massa de ozônio também se reduziu a 27 milhões de toneladas. Uma sensível melhora se comparado aos 35 milhões de toneladas de 2009 e aos 43 milhões de toneladas em 2000.

"Podemos dizer que o buraco na camada de ozônio está melhorando de acordo com as observações deste ano", disse o cientista Stephen Wood, que apontou que estão dando resultado as iniciativas internacionais como o Protocolo de Montreal, de 1987.

A camada de ozônio, que protege das radiações ultravioleta, diminuiu, segundo os cientistas, pelo efeito de produtos como o clorofluorcarbono (CFC), utilizados em refrigeradores e aerossóis, proibidos a partir do acordo de Montreal.

Divulgação
Cientistas calcularam o tamanho do buraco em 22 milhões de quilômetros quadrados; 2 milhões a menos que em 2009

Da Folha/EFE

 
  Postado às 10h47
 
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  06/01/2011
  Documentário da BBC lista espécies mais estranhas descobertas no século 21
 

O documentário da BBC "Decade of Discovery" ("Década de Descoberta", em tradução livre), relacionou as mais estranhas e surpreendentes espécies encontradas na primeira década do século 21.

Os documentaristas trabalharam em colaboração com a organização ambientalista Conservation International.

Entre os animais apresentados está uma espécie de preguiça-anã (Bradypus pygmaeus), localizada em uma ilha na costa do Panamá em 2001.

Outra espécie mostrada é a grande água-viva vermelha (Tiburonia granrojo), que tem um metro de largura e foi revelada em 2003 a mais de 3.000 metros de profundidade no oceano Pacífico.

Da África, vem uma nova espécie de mamífero, o musaranho-elefante de cabeça cinza (Rhyncocyon udzungwensis) --é muito maior que os outros musaranhos, quase do tamanho de um coelho. O animal estava no Parque Nacional Uzungwa, da Tanzânia, sendo visto em 2006 pelo cientista italiano Francesco Rovero.

O tubarão-bambu ou tubarão que anda também faz parte do documentário. Nativo da Indonésia e catalogado em 2006, apesar de poder nadar, geralmente utiliza suas nadadeiras peitorais para se mover entre os recifes de corais.

Já a lagartixa de Langkawi (Cyrtodactylus macrotuberculatus) foi identificada em 2008 na costa noroeste da Malásia pelo cientista Lee Grismer. O animal usa sua visão de longo alcance para capturar suas presas durante a noite.

Além destes, a equipe de documentaristas também elegeu insetos e plantas como as espécies mais interessantes identificadas nos últimos dez anos.

Gerry Allen/Conservation International
Tubarão-bambu descoberto na Indonésia em 2006; ele nada e usa nadadeiras para se mover entre recifes de corais

DA BBC BRASIL

 
  Postado às 10h40
 
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