São Paulo, SP – Brasil
 
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  28/01/2013
  Aposentado cria planta em garrafão fechado há mais de 40 anos
 

Vegetal foi regado da última vez em 1972, ano em que a garrafa foi fechada.
Terra, planta e bactérias formaram 'ecossistema autossuficiente', diz jornal.
Do Globo Natureza, em São Paulo

Um engenheiro aposentado mantém uma planta viva dentro de um garrafão fechado há mais de 40 anos, segundo os jornais britânicos "The Sun" e "Daily Mail". O vegetal, plantado dentro do recipiente em 1960, foi regado pela última vez em 1972 - mesmo ano em que uma rolha foi colocada na garrafa e nunca mais foi retirada, disse às publicações o "jardineiro" de 80 anos, David Latimer.
A planta sobreviveu porque foi criado um "ecossistema autossuficiente" dentro da garrafa, com terra, bactérias e material orgânico vindo das folhas e das estruturas do vegetal, de acordo com o "Daily Mail". Do gênero Tradescantia, a planta foi a única de quatro sementes dentro do garrafão que sobreviveu.

Para manter-se viva, a Tradescantia só precisa de luz para realizar fotossíntese e gerar energia. O solo permite que ela absorva água através das raízes e cumpra seu ciclo, com a conversão de dióxido de carbono em carboidratos e liberação de oxigênio, aponta o jornal.

À noite, a planta realiza respiração celular para sobreviver, que consome o oxigênio gerado e os nutrientes armazenados. Como a terra do garrafão recebeu água há cerca de 40 anos, o líquido é continuamente reciclado, enquanto as bactérias no solo decompõem o material da planta, afirma o "Daily Mail".

Um especialista em plantas consultado pelo jornal, Guy Barter, disse que o vegetal ter sobrevivido no garrafão é um "fenômeno incomum", mas que trata-se um projeto "bem-sucedido" de jardinagem.

"Ela [a planta] não cresceu muito nestes 50 anos. Se fosse outro tipo, uma árvore por exemplo, poderia ter atingido um tamanho inapropriado para o garrafão, mas de alguma forma ela se adaptou", afirmou Barter.

O engenheiro aposentado mantém a planta perto de uma janela em sua casa. Ele espera deixar o garrafão como "herança" para seus filhos quando morrer e, se eles não quiserem o objeto, a intenção de Latimer é entregá-lo para uma sociedade de estudos científicos.

Do Globo Natureza

Reprodução/"The Sun"

O aposentado David Latimer, de 80 anos, com sua planta no garrafão

 

 
  Postado às 18h46
 
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  28/01/2013
  Expansão do biocombustível pode elevar mortes por poluição, diz estudo
 

Produção traz impactos negativos, como emissão de ozônio.
Pesquisa foi publicada no site da revista 'Nature Climate Change'.
Do Globo Natureza, em São Paulo

Uma pesquisa realizada pela Universidade Lancaster, no Reino Unido, em conjunto com o Instituto de Tecnologia Karlsruhe, na Alemanha, avalia que a expansão recente de áreas agrícolas para produzir biocombustível, como o milho e a beterraba, no caso da Europa, podem prejudicar a agricultura e causar uma série de impactos negativos, como a elevação no número de mortes causadas por poluição.

Os pesquisadores calculam que, se houver expansão nas áreas agrícolas para produzir biocombustível na Europa, a poluição por ozônio no nível do solo também deve crescer, elevando em 1.365 o número de mortos por ano devido à poluição. O valor significa um crescimento de 6% com relação ao número atual, de 22 mil mortes por ano no continente.

O estudo foi publicado no site da renomada revista "Nature Climate Change", neste domingo (6). O cientista Nick Hewitt, um dos autores da pesquisa, criou modelos matemáticos para estimar o crescimento da poluição por ozônio em nível do solo como resultado da expansão da produção para o biodiesel, e averiguou também os impactos na saúde populacional.

O ozônio, apesar de formar a camada protetora contra raios ultravioleta do Sol, em regiões mais altas da atmosfera, quando está no nível do solo age como um poluente. Em geral o gás é emitido por automóveis e pela indústria, e a exposição prolongada ao ozônio pode causar redução das funções pulmonares, inflamação nas vias respiratórias e elevar as chances de doenças cardiovasculares.

Isoprene
Os pesquisadores afirmam que a maioria das plantas cultivadas para biocombustível emite isoprene, uma das principais substâncias capazes de produzir ozônio entre as geradas pela vegetação.

Em sua estimativa, o estudo prevê que a área cultivada para biodiesel deve crescer 33% em 20 anos na Europa, considerando as áreas disponíveis no continente para esta prática agrícola.

Caso esta expansão ocorra, a emissão de isoprene vai subir cerca de 40%, e, com isso, a emissão de ozônio também vai crescer. O número de mortes atribuídas à poluição pelo gás também deve aumentar 6% com relação ao valor atual, de 22 mil pessoas mortas, conforme informado anteriormente.

O custo "colateral" por conta da expansão de biocombustível deve ficar em torno de US$ 7,1 bilhões, estimam os pequisadores.

Os cientistas afirmam que as políticas de redução das emissões por combustíveis fósseis são positivas, mas que é preciso ponderar nos efeitos da substituição por biocombustível.

Antes que o biodiesel seja produzido em larga escala, é preciso levar em conta os impactos negativos, junto com a questão da queda nas emissões de carbono, avalia o estudo.

Do Globo Natureza

Divulgação/Universidade do Estado de Michigan

Cultivo de flores para produzir biocombustível
 
Divulgação/Universidade de Illinois
Produção de milho para biocombustível

 

 
  Postado às 18h37
 
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  28/01/2013
  Cientistas identificam três novas espécies de aranhas que se camuflam
 

Animais brasileiros vivem na região da caatinga.
Aracnídeos se escondem na terra contra ataques de predadores.
Eduardo Carvalho
Do Globo Natureza, em São Paulo

Três novas espécies de aranha que conseguem se camuflar na areia da caatinga brasileira foram descobertas por pesquisadores e aparecem descritas na edição desta sexta-feira (4) da revista científica “Zootaxa”.

Os aracnídeos do gênero Sicarius, que tem espécies por toda a América do Sul, foram encontrados por biólogos da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e do Instituto Butantan, de São Paulo, em meados de 2011.

As aranhas recém-descobertas têm pelos especiais espalhados pelo corpo que conseguem prender grãos de areia ou terra. Com isso, ficam com a coloração do solo onde estão.

Os trabalhos foram liderados por Ivan de Magalhães, do Instituto de Ciências Biológicas da UFMG, que descreveu as aranhas como parte de sua dissertação de mestrado. Segundo Magalhães, o interesse por uma espécie descrita em 1936 ajudou na descoberta das espécies Sicarius cariri, Sicarius diadorim e Sicarius ornatos.

Diadorim é uma homenagem ao personagem do livro "Grande sertão: veredas", de João Guimarães Rosa.

“Esses aracnídeos ocorrem praticamente em toda a caatinga, bioma que ainda é pouco estudado. Eles têm o hábito interessante de ficarem cobertos de areia, camuflando seus corpos como forma de proteção contra ataques ou ainda como preparação para encontrar sua refeição”, explica o pesquisador.

A caatinga é a principal formação vegetal do semiárido nordestino e ocupa 10% do território brasileiro. São mais de mais de 840 mil km² , espalhados por dez estados. Nessa região, a estação das águas é concentrada em apenas três ou quatro meses.

Outra característica marcante das espécies é que as fêmeas produzem casulos para depositar seus ovos, enquanto que os machos fazem teias onde depositam esperma para a reprodução. "As teias só são utilizadas para reprodução", diz Magalhães.

Veneno
De acordo com o pesquisador, as aranhas do gênero Sicarius são parentes das aranhas-marrons, aracnídeos venenosos conhecidos por sua picada necrosante.
“O veneno das aranhas-marrons é de interesse médico, já que há uma proteína que causa danos à circulação sanguínea e provoca uma espécie de gangrena. Essa mesma proteína também pode ser encontrada no veneno do gênero Sicarius, mas não há casos registrados de picadas dessas aranhas”, explica.

Do Globo Natureza

Divulgação

Exemplar da aranha da espécie Sicarius cariri

Divulgação

Espécime da aranha de areia Sicarius diadorim

Divulgação

Exemplar da aranha Sicarius ornatus

 

 
  Postado às 18h22
 
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