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  30/04/2013
  Pesquisadores russos descobrem duas novas espécies de mariposa
 

Pesquisadores da Rússia encontraram no Extremo Oriente do país duas novas espécies de mariposas pertencentes ao gênero Ypsolophid. Uma dessas espécies, segundo os pesquisadores, tem um método muito peculiar de descanso.

De acordo com os cientistas, que são de duas instituições do país, a mariposa Ypsolopha blandella, gosta de descansar inclinando a cabeça para baixo e esticando as antenas para frente, exibindo a parte de trás do seu corpo.

A outra espécie descoberta foi nomeada de Ypsolopha straminella. As descrições foram publicadas nesta semana na revista científica “Zookeys”.

Divulgação/M. Ponomarenko Vladivostok

Exemplar da espécie de mariposa 'Ypsolopha straminella'.

Divulgação/Yu. Semeikin/Vladivostok

Exemplar da espécie de mariposa 'Ypsolopha blandella' encontrada na Rússia.

Do G1

 
  Postado às 13h48
 
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  30/04/2013
  Lago da Guatemala perdeu 13 das 20 espécies nativas de peixe, diz estudo
 

Um estudo da Universidade pública de San Carlos de Guatemala (USAC) revelou que no Lago Atitlán, no oeste do país, foram extintas 13 das 20 espécies de peixes registradas entre 1967 e 2008.

A pesquisa explica que a introdução de peixes carnívoros, a poluição do lençol freático e a sobrepesca afetaram o ecossistema e as espécies nativas do local nos últimos 45 anos.

Segundo Cristian Barrientos, um dos cientistas responsáveis pela investigação, a pesca é um fator importante para a sobrevivência dos povos indígenas que vivem nas margens do lago, localizado a 160 km da Cidade da Guatemala.

Ele explica que as espécies que são predominantes neste lago são o achigã, tilápias, carpas, entre outros. Para o ex-diretor da Autoridade para o Manejo Sustentável do Lago Atitlán, Marvin Romero, as autoridades nunca deveriam ter autorizado a introdução do achigã e da carpa, pois isso causou um desequilíbrio no ecossistema do lago, provocando o desaparecimento das espécies nativas.

Romero disse ainda que esta espécie é considerada carnívora e é a principal responsável pela extinção de peixes pequenos. Já a carpa é responsável por estimular o florescimento de cianobactérias que afetam a oxigenação das espécies nativas do lago.

Nasa

Imagem feita pela agência espacial americana, Nasa, do Lago Atitlán, na Guatemala.

Da France Presse/G1

 
  Postado às 13h40
 
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  30/04/2013
  Cientistas preveem degelo total do Oceano Ártico no verão até 2050
 

Pesquisadores da Administração Nacional do Oceano e da Atmosfera dos EUA (NOAA, na sigla em inglês) estimam que o gelo do Oceano Ártico durante o verão pode desaparecer devido ao derretimento antes de 2050. O fenômeno possivelmente ocorrerá em dez ou vinte anos, segundo a previsão.

O estudo, publicado pela "Geophysical Research Letters" e divulgado no site da NOAA, analisou três métodos de previsão de quando o gelo deixará de existir de forma significativa no Ártico na estação mais quente, o verão.

Uma parte dos dados mostrou que o total de gelo no Oceano Ártico reduziu rapidamente nos últimos dez anos. A tendência foi extrapolada pelos cientistas para o futuro, e as informações apontam que o derretimento de praticamente todo o gelo do mar na região durante o verão deve ocorrer até 2020.

"A perda de gelo no Oceano Ártico é provavelmente o indicador mais visível das mudanças climáticas no planeta. Isso leva a alterações nos ecosssitemas e na economia, e potencialmente tem impacto no clima do hemisfério norte", afirmou o cientista da NOAA James Overland, um dos autores do estudo, em entrevista ao site da instituição.

"Observando três métodos diferentes de calcular o derretimento do Ártico, com dados bem distintos em cada um, encontramos datas diferentes para o degelo total. Mas todos os três sugerem que os verões no Ártico ficarão 'livres' de gelo no mar antes do meio deste século", disse Overland.

Divulgação/NOAA

Cientistas da NOAA durante expedição ao Ártico realizada em 2005.

Do G1

 
  Postado às 13h35
 
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  30/04/2013
  Pesquisa centenária de vegetação nos EUA tem dados digitalizados
 

Cientistas da Universidade do Arizona, nos EUA, digitalizaram dados de um dos mais antigos programas de monitoramento da vegetação existentes no mundo, cuja coleta começou há mais de cem anos. As informações são da flora de Tumamoc Hill, também no Arizona, onde ocorrem pesquisas da instituição de ensino.

Alguns dos primeiros trechos de vegetação foram estudados em 1906 - o registro de nascimento, reprodução e morte de cada uma das plantas de certas áreas específicas tem sido atualizado desde então, diz uma nota da universidade. Os dados poderão ser consultados por pessoas de todo o mundo, de acordo com os cientistas.

Tumamoc Hill está localizada em uma região desértica, e por isso tem clima seco. Após estudar a vegetação por tanto tempo, os pesquisadores conseguiram, por exemplo, estimar a longevidade de plantas perenes do local.

O estudo "centenário" também ajudou os pesquisadores a rever a ideia de que comunidades de plantas de uma mesma região passam por uma série de etapas, através de gerações, até chegar a um grupo "estável" de espécies chamado de "comunidade clímax", segundo eles.

"A vegetação no deserto não estava se adaptando para chegar a uma comunidade clímax", disse o cientista Larry Venable, um dos coordenadores da pesquisa na região. Ao invés de progredir em "sincronia", diz ele, cada espécie estava mudando em seu próprio ritmo.

Os primeiros trechos de vegetação estudados possuíam 10 m² e foram estabelecidos no início do século 20 - nove deles permanecem até hoje, segundo a nota da instituição. Atualmente há 21 trechos estudados, dizem os cientistas.

Os biólogos registram as espécies, a área coberta pela vegetação e a localização das plantas em cada um destes trechos. Até mudas foram mapeadas, afirmam os pesquisadores. Para eles, estudar como as plantas reagem e respondem às mudanças nas condições climáticas ao longo das décadas pode ajudar a entender melhor o comportamento dos ecossistemas.

Divulgação/USGS

Imagem de 1958 mostra a vegetação em uma área a oeste do laboratório da Universidade do Arizona, em Tumamoc Hill.

Divulgação/USGS/Universidade do Arizona

À esquerda, imagem de 1978 em Tumamoc Hill mostra vegetação analisada por pesquisadores; à direita, fotografia atual mostra plantas em outro trecho da área

Do G1

 
  Postado às 13h26
 
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