São Paulo, SP – Brasil
 
  +Blog da Pick-upau
   
  30/05/2013
  Mamíferos raros são apresentados ao público em parque da Austrália
 

Dois vombates dourados de nariz peludo foram resgatados em 2011.
Animais mudaram de cidade e passaram por período de adaptação.

Dois mamíferos raros e ameaçados de extinção foram apresentados ao público no Parque de Vida Selvagem de Cleland, no sul da Austrália. Os vombates são marsupiais – assim como cangurus, coalas, gambás e diabos-da-tasmânia – e, nesse caso, pertencem a uma espécie dourada de nariz peludo.

Department of Environment, Water and Natural Resources/South Australian Government/Divulgação

Vombate dourado de nariz peludo foi apresentado em parque da Austrália; animal foi resgatado em 2011.

Apesar de viverem em um país quente, a fêmea se chama Icy (Gelada) e o macho, Polar – por causa da tonalidade do pelo deles. Os dois foram resgatados em 2011, em um intervalo de seis meses entre um e outro, na pequena cidade de Ceduna, também no sul australiano. No fim do ano passado, porém, a dupla foi transferida para Cleland e, desde então, tem passado por um período de adaptação.

A gerente do parque, Nalini Klopp, sentiu-se emocionada ao poder finalmente apresentar os mais novos moradores ao público.

"Vombates dourados são praticamente desconhecidos na natureza, pois sua cor mais clara os torna suscetíveis a predadores, e só sabemos de um ou outro (espécime) em cativeiro", disse.
Apesar de o tom brilhante dos animais vir de um gene raro, os funcionários do local não acreditam que Icy e Polar sejam parentes. Os dois se juntaram a mais dois vombates dourados e a outro indivíduo comum da família que vivem em Cleland.

Segundo Nalini, os bichos são uns dos preferidos dos visitantes. E esta época é mais propícia para conhecer os animais, já que eles não gostam de temperaturas extremas – razão pela qual constroem tocas para fugir do calor durante o verão.

"Agora que o tempo esfriou, eles ficarão mais ativos durante o dia, e, mesmo que se escondam na toca, ainda será possível vê-los", explicou a gerente.

Department of Environment, Water and Natural Resources/South Australian Government/Divulgação

Animal gosta de temperaturas amenas.

Do G1, em São Paulo

 
  Postado às 14h10
 
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  30/05/2013
  Cientistas divulgam lista de '10 mais' das espécies descobertas em 2012
 

Macaco loiro, barata fluorescente e menor vertebrado são destaques.
Relação chama a atenção para a biodiversidade do planeta.

Cientistas anunciaram uma lista contendo as dez principais descobertas de espécies ocorridas em 2012. A relação, definida por especialistas do Instituto Internacional da Exploração de Espécies, da Universidade do Arizona, nos Estados Unidos, traz seres que chamam a atenção porque são diferentes do que estamos acostumados a ver.

Composição/Jacob Sahertian

Espécies que foram descobertas por cientistas em 2012.

Desta vez, os cientistas consideraram importantes descobertas como a do “macaco-loiro”, encontrado no Congo, a barata que brilha no escuro (e que lembra um personagem da série “Star Wars”), achada na região do Equador, e a esponja em formato de harpa, encontrada no litoral dos Estados Unidos.

O objetivo da iniciativa é destacar a importância da biodiversidade das espécies do planeta. As dez principais espécies foram escolhidas de uma lista de 140. Saiba quais são:

Macaco loiro
Esta nova espécie de 'macaco loiro' é tímida, tem corpo esguio e é herbívoro, segundo cientistas. Ele foi identificado na floresta da República Democrática do Congo e ganhou o nome de Cercopithecus lomamiensis.

Reprodução/PLoS One

Nova espécie de macaco 'loiro' é descoberta na África. O 'Cercopithecus lomamiensis' é tímido, herbívoro e tem corpo magro, anda em grupo e é encontrado em floresta do Congo.

Barata luminosa
A espécie rara de barata que brilha no escuro foi descoberta na América do Sul por cientistas europeus. Eles estudavam a bioluminescência, capacidade dos animais de produzir luz, quando identificaram o animal. A barata Lucihormetica luckae foi encontrada na encosta de um vulcão no Equador.

O animal bioluminescente gera luz em três áreas de sua cabeça: em dois pontos maiores, que dão a aparência de serem olhos, e um ponto bem pequeno no lado direito da cabeça. O inseto lembra os jawa, pequenas criaturas roedoras do universo fictício da série de filmes "Star Wars".

Peter Vršanský/Naturwissenschaften/Divulgação

Uma espécie rara de barata que brilha no escuro foi descoberta no Equador por cientistas europeus. Eles estudavam a bioluminescência, capacidade dos animais de produzir luz, quando identificaram a Lucihormetica luckae na encosta de um vulcão.

Esponja-harpa
Uma nova espécie de esponja (Chondrocladia lyra) foi encontrada no fundo do oceano, a cerca de 3,5 mil metros de profundidade. Com hábitos carnívoros e formato incomum, ela recebeu o nome de "esponja-harpa" porque lembra o instrumento musical.

Os pesquisadores do Instituto de Pesquisa do Aquário da Baía de Monterey, nos Estados Unidos, usaram dois robôs operados remotamente para encontrar a espécie, avistada na costa da Califórnia.

Estas esponjas são predadoras do fundo do mar, disseram cientistas ao site do instituto de pesquisa. Elas capturam pequenos animais, como camarões, peixes e outros crustáceos, que passam pelos "ramos" da esponja levados pelas correntezas oceânicas.

Reprodução/Instituto de Pesquisa do Aquário da Baía de Monterey

'Esponja-harpa' é avistada no fundo do mar próximo aos EUA.

Menor dos vertebrados
Com apenas 7,7 milímetros, uma pequena rã da família Paedophryne procedente de Papua-Nova Guiné foi proclamada o menor vertebrado do mundo.

Pesquisadores da Universidade Estadual da Louisiana (EUA) fizeram esta descoberta durante uma expedição de três meses à ilha de Nova Guiné, um dos maiores centros de biodiversidade tropical do mundo.

Christopher Austin / AFP Photo

Menor rã do mundo é mostrada em cima de uma moeda.

Borboleta da Malásia
A nova espécie de borboleta (Semachrysa jade) foi fotografada na Malásia. No entanto, sua descrição só ocorreu porque um entomologista encontrou a imagem em uma rede social e a enviou para o Museu História Natural de Londres. Os cientistas concluíram que se tratava de uma nova espécie.

Divulgação/ZooKeys

A borboleta Semachrysa jade, fotografada na Malásia, mas descrita após a imagem ter sido visualizada na internet.

Fungo da Arte Paleolítica
Cientistas detectaram em 2001 o surgimento de manchas pretas na parede de cavernas da França. As manchas eram tão fortes, que cientistas começaram a se preocupar com uma possível deterioração de pinturas rupestres. A partir disso, conseguiram verificar a presença de um novo tipo de fungo: Ochroconis anômala

Arbusto em extinção
A nova espécie de arbusto (Eugenia petrikensis) foi descrita na região de Madagascar e já foi considerada ameaçada de extinção. Ela era predominante em uma região de faixa contínua, de 1.600 km de comprimento, localizada no litoral de Madagascar. No entanto, o desmatamento causado pelo homem reduziu seu habitat.

Inseto do período Jurássico
O fóssil de uma nova espécie de inseto que viveu na Terra há 165 milhões de anos foi encontrado na China por cientistas. Descrito como Juracimbrophlebia ginkgofolia, o fóssil estava preservado junto a folhas de árvores.

Violeta do Peru
Cientistas descreveram uma nova espécie de violeta, considerada uma das menores do mundo, encontrada na região da Cordilheira dos Andes, no Peru. Batizada de Viola lilliputana, homenagem à Ilha de Liliput, local fictício do romance "As Viagens de Gulliver", de Jonathan Swift.

Comedora de caracóis
Uma nova espécie de cobra foi encontrada no Panamá e tem como hábito alimentar a ingestão de caracóis, lesmas, ovos de anfíbios e minhocas. O animal foi encontrado em uma região onde as atividades mineradoras são intensas e degradam seu habitat. Tanto que os cientistas, ao darem o nome científico à espécie, fizeram um protesto "embutido". A cobra se chama Sibon noalamina -- no a la mina, em espanhol, quer dizer em português "não à mina".

Do G1, em São Paulo

 
  Postado às 14h05
 
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  30/05/2013
  Piranha da América do Sul é achada em lago da Bélgica, afirma ONG
 

Pescador encontrou peixe exótico próximo à sua casa.
Organização pede maior fiscalização contra espécies invasoras no país.

Um pescador belga capturou uma piranha, peixe carnívoro da América do Sul, em um lago perto de sua casa, o que levou autoridades ambientais do país a alertarem contra o descarte de animais de estimação exóticos.

Bjorn Vancant, de 20 anos, capturou o peixe quando pescava próximo a Mechelen, no norte da Bélgica. O grupo ambientalista Natuurpunt disse que a captura reforça os riscos da liberação de espécies não-nativas no ecossistema local, depois que sapos-americanos e uma tartaruga-de-orelha-vermelha também foram recentemente encontrados na Bélgica.

"É extremamente difícil impedir que essas criaturas se espalhem, especialmente aquelas que vivem em nossos cursos d'água", disse Griet Nijs, pesquisador da Natuurpunt.

Guardas-florestais foram instruídos a ficarem atentos para a eventual presença de mais piranhas no lago, mas o Natuurpunt disse que elas não devem se tornar residentes permanentes, uma vez que a água é muito fria no inverno.

Divulgação/Natuurpunt

Exemplar de piranha capturado em Fort van Walen, na Bélgica

Da Reuters/G1

 
  Postado às 14h01
 
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  30/05/2013
  Plantas primitivas enterradas no gelo há 400 anos são achadas e cultivadas
 

Pesquisadores descobriram briófitas da Idade do Gelo no Ártico canadense.
Exemplares como musgos foram levados para laboratório e rebrotaram.

Plantas enterradas por uma geleira durante a Pequena Idade do Gelo, há 400 anos, voltaram a ser desenvolvidas na natureza e também em laboratório. O fenômeno ocorreu após a pesquisadora Catherine La Farge e colegas da Universidade de Alberta, no Canadá, descobrirem briófitas – espécimes primitivos sem flores, como os musgos – após o derretimento e recuo da Geleira Teardrop, localizada na Ilha de Ellesmere, no Ártico Canadense.

Os resultados do estudo sugerem que esse grupo de plantas, que pertencem às primeiras linhagens a surgir na Terra, pode ser muito mais resistente do que se pensava e, provavelmente, contribuiu para o estabelecimento, a colonização e a manutenção dos ecossistemas polares.

O trabalho foi publicado na edição da revista americana "Proceedings of the National Academy of Sciences" (PNAS) e, segundo os autores, a estrutura das plantas foi tão bem preservada pela geleira, que algumas delas deram sinais de rebrotamento, com novos caules ou ramos laterais verdes. Isso ocorreu, inclusive, com espécimes descobertos menos de um ano antes da germinação.

Para confirmar a data em que as briófitas foram soterradas, os pesquisadores usaram datação por carbono 14. A Pequena Idade do Gelo ocorreu entre 1.550 e 1.850 d.C.

A equipe também levou fragmentos das plantas para o laboratório e os cultivou, para ver a capacidade de crescimento. Ao todo, foram desenvolvidas 11 culturas de sete espécimes diferentes, que pertencem a quatro grupos de classificação biológica.

Plantas voltam a crescer na natureza; acima, à direita, vista aérea da Geleira Teardrop, em julho de 2009.

Courtesy of Catherine La Farge/PNAS

Briófitas crescem em laboratório após serem achadas sob gelo.

Image courtesy of Catherine La Farge/PNAS

As setas brancas indicam até onde ia a neve durante a Pequena Idade do Gelo, e os X vermelhos sinalizam a área onde as amostras de briófitas foram coletadas.

Image courtesy of Catherine La Farge/PNAS

O pesquisador D. Wilkie na margem norte da Geleira Teardrop, na Ilha de Ellesmere; ao lado, detalhe do solo da região, onde foram achadas as briófitas de 400 anos.

Do G1, em São Paulo

 
  Postado às 13h45
 
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  30/05/2013
  Derretimento de geleiras não-polares causa 30% da elevação do mar
 

Dado foi apresentado em estudo na revista 'Science'.
Gelo dos continentes já derrete no mesmo volume que calotas polares.

Estudo publicado aponta que o derretimento das geleiras -- que não se localizam nas regiões polares -- foi responsável por 30% do aumento do nível do mar registrado entre os anos de 2003 e 2009. O trabalho envolveu 16 pesquisadores de 10 países e foi publicado pela revista “Science”.

Geleiras são áreas em que a quantidade de neve que se acumula é maior que a que derrete, o que leva à existência de um volume constante de gelo. Cerca de 99% do volume de gelo na Terra fica nas zonas polares, e o outro 1% se acumula nas geleiras, que ficam distribuídas pelos continentes, geralmente em áreas muito altas e montanhosas. Quando esse gelo derrete, dá origem a rios e a água chega, enfim, aos oceanos.

A pesquisa usou dados de satélite da Nasa obtidos entre 2003 e 2009 e, pela primeira vez, fez um cálculo preciso do efeito que as geleiras tiveram sobre o aumento do nível do mar – uma média de 0,7 milímetros por ano. É o mesmo volume que as geleiras dos dois polos despejaram juntas nos oceanos.

“Como a massa global dessas geleiras é relativamente pequena em comparação com o volume gigante de gelo na Groenlândia e na Antártica, as pessoas tendem a não se preocupar”, afirmou Tad Pfeffer, pesquisador da Universidade do Colorado, nos EUA, em material divulgado pela Nasa. No entanto, ele definiu essas formações hidrológicas como “um colaborador importante para o aumento do nível do mar”.

De acordo com as estimativas atuais, se todo o gelo das geleiras não-polares derretesse, o nível do mar subiria em 60 centímetros. Como base de comparação, o gelo acumulado na Groenlândia é suficiente para aumentar o nível do mar em 6 metros, e o da Antártica faria os oceanos subirem 60 metros.

Frank Paul/Universidade de Zurique/Divulgação

Geleira Aletsch, nos Alpes Suíços.

Do G1, em São Paulo

 
  Postado às 13h31
 
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  30/05/2013
  Cientistas acham novo inseto nas Filipinas e batizam de formiga-pirata
 

Pigmentação ao redor dos olhos lembra tapa-olho, acessório dos piratas.
Estudo diz que diferentes cores pelo corpo servem para diferenciar gênero.

Cientistas das Filipinas descobriram uma nova espécie de formiga que recebeu o nome de formiga-pirata devido a uma pigmentação diferente distribuída pelo corpo.

De acordo com o estudo, publicado na revista “ZooKeys”, exemplares fêmeas da espécie Cardiocondyla pirate são reconhecidas por possuírem listras escuras ao redor dos olhos que lembram um tapa-olho, acessório sempre relacionado aos piratas.

Os pesquisadores da Universidade de Regensburg, da Alemanha, descobriram a nova espécie durante uma viagem para coleta de insetos do gênero Cardiocondyla, conhecido por sua diversidade morfológica e comportamental.

Mas o que ainda é um mistério para os cientistas é como funciona o padrão de pigmentação dessas formigas, que serve, de acordo com o estudo, para diferenciar o gênero sexual e confundir predadores.

Divulgação/Bernhard Seifert

A pigmentação ao redor dos olhos dos exemplares de fêmeas atraiu a atenção dos pesquisadores e inspirou na criação do nome.

Divulgação/Bernhard Seifert

Exemplar de formiga-pirata, novo inseto que foi encontrado nas Filipinas.

Do G1, em São Paulo

 
  Postado às 13h28
 
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  30/05/2013
  Google Street View mapeia Ilhas Galápagos e sua biodiversidade
 

Região do Equador é conhecida por possui espécies endêmicas e raras.
Empresa quer colocar imagens no ar ainda este ano.

Uma equipe do Google foi até as Ilhas Galápagos, no Equador, com objetivo de captar imagens da biodiversidade local e colocar no serviço Street View.

Tartarugas-gigantes, tubarões-martelo, pássaros multicoloridos e o terreno acidentado das ilhas poderão ser visualizados por todos, de qualquer parte do mundo, a partir de computadores, tablets ou smartphones.

Alpinistas portando mochilas com equipamentos fotográficos e mergulhadores com câmeras subaquáticas, que capturavam imagens em 360º, podiam ser vistos pela região.

Neste momento, segundo a agência de notícias Associated Press, o Google processa e edita as imagens para colocá-las no Street View este ano.

De acordo com o texto, cientistas estão colaborando com a empresa na busca de novas espécies, com objetivo de atualizar as imagens do serviço a cada ano. “Esperamos que todas as crianças em escolas do mundo possam ver essas imagens e tentar descrever o que há nelas, mesmo as pequenas criaturas, como os insetos”, disse Daniel Orellana, pesquisador da Fundação Charles Darwin.

Orellana e outros cientistas supervisionaram os exploradores em áreas isoladas, cujo acesso é proibido aos turistas e raramente têm permissão concedida para visitação. Regiões das ilhas que costumeiramente recebem visitantes também foram monitoradas, com o objetivo de analisar o impacto humano no meio ambiente.

Em 2011, equipes do Google também estiveram na Amazônia brasileira, no intuito de registrar a biodiversidade local. Trechos do Rio Negro e comunidades próximas, no estado do Amazonas, foram fotografadas para o serviço Street View. As imagens do Rio Negro foram capturadas por barcos acoplados a um triciclo com câmeras. Esse veículo também foi usado em terra para mapear as comunidades da região, em vez do carro que normalmente faz as fotografias nas cidades, mas que não poderia circular pela floresta.

Google/AP/Divulgação

Imagem divulgada este mês pelo Google mostra funcionária do Google com equipamento para registrar imagens para o serviço Street View. Na imagem, é possível ver uma tartaruga-gigante.

Catlin Seaview Survey/Google/Divulgação

Câmera subaquática, que capta imagens em 360º, foi utilizada por mergulhadores para registrar a biodiversidade marinha da região.

Catlin Seaview Survey/Google/Divulgação

Foto mostra arraia nadando próxima a mergulhador, durante captura de imagens para o Google Street View.

Do G1, em São Paulo

 
  Postado às 13h18
 
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