Estudo
mostra que águas-vivas e anêmonas também
dormem
Pesquisa
indica que as espécies apresentam comportamento semelhante
aos humanos
16/01/2026 – Um estudo
de cientistas da França e de Israel revela que o
sono é uma necessidade comum a muitos animais, inclusive
a espécies sem cérebro centralizado, como
águas-vivas e anêmonas-do-mar. Essas criaturas
apresentam padrões de sono semelhantes aos humanos,
chegando a passar cerca de um terço do tempo dormindo.
A pesquisa explica que o
sono é identificado por critérios comportamentais,
como atividade rítmica, maior dificuldade de despertar
e controle homeostático. O estudo, publicado na Nature,
mostrou que animais adormecidos reagem mais lentamente a
estímulos externos e analisou medusas da espécie
Cassiopea andromeda e anêmonas-do-mar Nematostella
vectensis em ambientes naturais e de laboratório.
No experimento, os animais
foram expostos a ciclos de luz para simular dia e noite.
Observou-se que a Cassiopea andromeda era mais ativa durante
o dia, com pulsação rápida e respostas
imediatas a estímulos, e menos ativa à noite,
reagindo mais lentamente, o que indica sono. Os dados mostraram
que águas-vivas e anêmonas-do-mar dormem cerca
de oito horas por dia, assim como os humanos, e que as águas-vivas
também fazem cochilos diurnos.
Os pesquisadores constataram
que danos ao DNA aumentam a necessidade de sono reparador
em águas-vivas e anêmonas-do-mar, enquanto
a melatonina estimula o sono e reduz esses danos. Segundo
Appelbaum, o sono tem um papel evolutivo fundamental na
proteção e manutenção dos neurônios,
o que ajuda a explicar sua importância também
para os humanos.
Da Redação,
com informações de agências internacionais
Matéria elaborada com auxílio de inteligência
artificial
Fotos: Reprodução/Pixabay
|