Iceberg
gigante isolou e matou população de pinguins
na Antártida
Cerca
de 14 mil indivíduos morreram por falta de alimento
22/01/2026 – Cerca
de 14 mil filhotes de pinguim-imperador morreram na Antártida
após um enorme iceberg bloquear a passagem dos adultos
até a colônia da Ilha Coulman. Com quase 14
km de extensão, o gelo impediu o acesso ao oceano,
dificultando a alimentação dos filhotes. Segundo
o Instituto Coreano de Pesquisa Polar (KOPRI), o evento
reduziu drasticamente a população de novos
filhotes, que caiu de 21 mil no ano anterior para 6,7 mil
na temporada de 2026.
A tragédia na Antártida
teve seu início bem antes, em março de 2025
– quando o iceberg gigante se desprendeu da plataforma
de gelo Nansen, no Mar de Ross. Segundo destaca o Popular
Science, o bloco derivou para o norte antes de encalhar
na Ilha Coulman e interromper a rota migratória dos
pinguins, fazendo com que as taxas de sobrevivência
da colônia caíssem em 70%.
Aproximadamente no mês
de junho, as fêmeas de pinguim-imperador rumam para
o mar em busca de alimento enquanto os machos permanecem
incubando os ovos das ninhadas. Dessa forma, a sobrevivência
dos filhotes depende do retorno de suas mães, que
trarão a primeira refeição de suas
vidas. Porém, não foi isso que aconteceu no
final de 2025.
O iceberg apresentava uma
encosta acessível voltada para o mar, mas um penhasco
íngreme do lado da área de reprodução,
bloqueando a rota habitual das fêmeas de pinguim-imperador.
Imagens de satélite e drones mostraram consequências
graves: machos ficaram impedidos de ajudar os filhotes,
muitos dos quais morreram por exaustão e falta de
alimento. Apenas cerca de 30% dos filhotes sobreviventes
conseguiram ser alimentados por fêmeas que encontraram
caminhos alternativos.
Pesquisadores alertam que
a colônia de pinguins-imperadores pode se recuperar
caso o iceberg se dissipe antes da próxima temporada
reprodutiva, mas a permanência do bloqueio pode causar
impactos duradouros, como a realocação da
colônia. Segundo o KOPRI, embora raros, esses eventos
tendem a se tornar mais frequentes com o aquecimento global,
que aumenta o desprendimento de icebergs. A passagem de
grandes blocos de gelo por outras áreas de reprodução
indica uma ameaça crescente aos pinguins-imperadores
e à vida selvagem da Antártida.
Criado em 2015, dentro do
setor de pesquisa da Agência Ambiental Pick-upau,
a Plataforma Darwin, o Projeto Aves realiza atividades voltadas
ao estudo e conservação desses animais. Pesquisas
científicas como levantamentos quantitativos e qualitativos,
pesquisas sobre frugivoria e dispersão de sementes,
polinização de flores, são publicadas
na Darwin Society Magazine; produção e plantio
de espécies vegetais, além de atividades socioambientais
com crianças, jovens e adultos, sobre a importância
em atuar na conservação das aves.
Da Redação,
com informações de agências internacionais
Matéria elaborada com auxílio de inteligência
artificial
Fotos: Reprodução/KOPRI/Pixabay