A
reação de tartarugas marinhas com o barulho
causado por humanos
Cientistas
utilizam sensores para identificar quais espécies
possuem maior sensibilidade auditiva exatamente nas frequências
onde há intensa atividade sonora humana
24/02/2026 – A poluição
sonora causada por atividades humanas pode afetar animais
marinhos, como a tartaruga-de-kemp, uma das espécies
mais ameaçadas do mundo. Um estudo publicado na The
Journal of the Acoustical Society of America mostra que
essas tartarugas têm audição mais sensível
na faixa de baixa frequência, onde ocorre grande parte
do ruído de indústrias e embarcações.
Pesquisadores da Woods Hole Oceanographic Institution alertam
que isso pode prejudicar a capacidade de orientação
desses animais no oceano.
As tartarugas-de-kemp, as
menores tartarugas-marinhas do mundo, vivem principalmente
no Golfo do México e em outras áreas do Atlântico
Norte. Uma vez abundante, a espécie entrou em colapso
no século 20 e é atualmente considerada criticamente
ameaçada pela IUCN, enfrentando ameaças como
captura acidental, colisões com embarcações,
ingestão de plástico e degradação
do habitat. Para estudar sua sensibilidade ao ruído
humano, os pesquisadores colocaram sensores não invasivos
em suas cabeças e registraram os sinais elétricos
nos nervos auditivos.
Os dados mostraram que as
tartarugas-de-kemp captam ondas sonoras entre 50 e 1.600
hertz, com maior sensibilidade em torno de 300 hertz. Esse
é justamente o intervalo em que grande parte dos
ruídos de atividades humanas, como indústrias
e embarcações, ocorre, tornando-as vulneráveis
à poluição sonora.
Os cientistas destacam a
necessidade de monitorar a exposição da espécie
a ruídos humanos ao longo de grande parte de seu
ciclo de vida, para entender os impactos desse estresse.
Esses dados também podem orientar estratégias
de gestão baseadas em evidências, equilibrando
a preservação das tartarugas com as atividades
humanas em águas costeiras e oceânicas.
Da Redação,
com informações de agências internacionais
Matéria elaborada com auxílio de inteligência
artificial
Fotos: Reprodução/Pixabay
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