Cor
das fezes de pinguins da Antártida pode mostrar dados
sobre aquecimento global
Pesquisa
analisou dados de três décadas para determinar
a dieta de pinguins-de-adélia
24/08/2026 – Cientistas
usaram imagens de satélite do programa Landsat, da
NASA, para analisar a cor das fezes congeladas de pinguins-de-adélia
entre 1984 e 2013. Isso permitiu acompanhar mudanças
na alimentação dessas aves em toda a Antártica
ao longo de quase 30 anos, revelando novos indícios
dos impactos das mudanças climáticas sobre
a cadeia alimentar e o ecossistema antártico.
O estudo mostrou que a redução
do gelo marinho altera a alimentação dos pinguins-de-adélia:
com mais gelo, eles consomem mais peixes; com menos gelo,
dependem mais do krill. Essa mudança está
associada ao declínio das populações,
já que uma dieta rica em peixes favorece o crescimento
e a sobrevivência dos filhotes.
Os pesquisadores analisaram
a assinatura espectral das fezes de pinguins para identificar
sua alimentação. Com amostras coletadas em
colônias e analisadas em laboratório, eles
combinaram dados espectrais e análises de isótopos
estáveis para estimar a proporção de
peixes e krill na dieta das aves.
A técnica permitiu,
pela primeira vez, monitorar a dinâmica da cadeia
alimentar em escala continental usando décadas de
dados de satélite combinados com métodos geoquímicos,
estatísticos e computacionais.
Embora o estudo tenha analisado
dados até 2013, a redução do gelo marinho
na Antártida se intensificou desde então.
Se essa tendência continuar, os pinguins-de-adélia
poderão depender cada vez mais do krill, o que pode
ameaçar a sobrevivência de várias colônias.
Segundo os pesquisadores, essas aves são importantes
indicadores dos impactos do aquecimento global sobre a cadeia
alimentar marinha antártica.
Monitorar a alimentação
dos pinguins em toda a Antártida é difícil
devido à extensão e ao acesso limitado ao
continente. Por isso, os pinguins-de-adélia, que
podem ser acompanhados por satélite, servem como
indicadores das mudanças no ecossistema antártico.
Durante a reprodução, eles se alimentam de
peixes e krill, mas este último é menos nutritivo
e está se tornando menos abundante em algumas regiões
por causa das mudanças climáticas e da maior
competição com focas e baleias.
Criado em 2015, dentro do
setor de pesquisa da Agência Ambiental Pick-upau,
a Plataforma Darwin, o Projeto Aves realiza atividades voltadas
ao estudo e conservação desses animais. Pesquisas
científicas como levantamentos quantitativos e qualitativos,
pesquisas sobre frugivoria e dispersão de sementes,
polinização de flores, são publicadas
na Darwin Society Magazine; produção e plantio
de espécies vegetais, além de atividades socioambientais
com crianças, jovens e adultos, sobre a importância
em atuar na conservação das aves.
Da Redação,
com informações de agências internacionais
Matéria elaborada com auxílio de inteligência
artificial
Fotos: Reprodução/Pixabay