As
condições climáticas extremas tornaram-se
um fator essencial para prever a distribuição
das espécies de aves na América do Norte
O
impacto é especialmente forte nas Grandes Planícies
e no sudoeste dos Estados Unidos
16/09/2026 – Um estudo
liderado pela Yale University mostra que eventos climáticos
extremos, como ondas de calor e frio intenso, estão
reduzindo a distribuição geográfica
de mais de 500 espécies de aves na América
do Norte.
O impacto é especialmente
forte nas Grandes Planícies e no sudoeste dos Estados
Unidos, onde as estimativas de biodiversidade podem ser
exageradas quando não consideram as mudanças
e os extremos climáticos. O estudo é pioneiro
por analisar, em escala continental, como a crescente variabilidade
do clima influencia a distribuição e a biodiversidade
das aves.
O pesquisador Jeremy Cohen,
especialista em macroecologia, utiliza grandes bancos de
dados, sensoriamento remoto e modelos de distribuição
de espécies para estudar os efeitos das mudanças
climáticas sobre a vida selvagem.
No estudo, os pesquisadores
combinaram dados ambientais de satélites e pesquisas
de campo com registros de observação do eBird,
enviados pelo público. Com esses dados, criaram modelos
capazes de identificar quais fatores ambientais influenciam
a presença das espécies e prever onde elas
podem ocorrer.
Os pesquisadores compararam
os novos modelos, que consideravam temperaturas extremas
e secas, com modelos baseados apenas em médias climáticas
ou na variabilidade sazonal. Os resultados mostraram que
os modelos que incluíam eventos climáticos
extremos eram mais precisos e indicavam áreas de
habitat menores para as espécies, especialmente durante
o inverno, quando o clima na América do Norte é
mais instável.
Os pesquisadores descobriram
que, quando os modelos não consideram eventos climáticos
extremos, as áreas de habitat previstas ficam, em
média, 10% maiores no inverno e 6% maiores no verão.
Em algumas espécies, a diferença é
ainda maior: a distribuição do oriol-de-capuz,
por exemplo, foi superestimada em cerca de 30%, a do pica-pau-oriental
em 20% e a do tordo-variado em 10%. Segundo os pesquisadores,
esse tipo de informação detalhada sobre os
impactos de condições climáticas severas
só passou a estar disponível mais recentemente.
Os pesquisadores destacam
ainda que o aumento dos eventos climáticos extremos
está obrigando humanos e animais a se adaptarem,
tornando essencial considerar essas condições
para entender a distribuição da biodiversidade.
Modelos precisos de distribuição das aves
são fundamentais para orientar ações
de conservação e proteção de
habitats, especialmente em regiões onde há
poucos dados disponíveis. Segundo Cohen, as condições
climáticas extremas podem determinar os limites de
sobrevivência das espécies, e as médias
climáticas sazonais, sozinhas, não são
suficientes para explicar onde os organismos conseguem viver.
Saiba mais: Jeremy M. Cohen
et al, Previsões de biodiversidade em escala continental
são influenciadas pela variabilidade climática
e eventos climáticos extremos, Global Change Biology
(2026). DOI: 10.1111/gcb.71028
Criado em 2015, dentro do
setor de pesquisa da Agência Ambiental Pick-upau,
a Plataforma Darwin, o Projeto Aves realiza atividades voltadas
ao estudo e conservação desses animais. Pesquisas
científicas como levantamentos quantitativos e qualitativos,
pesquisas sobre frugivoria e dispersão de sementes,
polinização de flores, são publicadas
na Darwin Society Magazine; produção e plantio
de espécies vegetais, além de atividades socioambientais
com crianças, jovens e adultos, sobre a importância
em atuar na conservação das aves.
Da Redação,
com informações de agências internacionais
Matéria elaborada com auxílio de inteligência
artificial
Fotos: Reprodução/Pixabay