21/10/2026
– Há 15 anos, cientistas do Adrift Lab estudam a
ingestão de plástico por aves na Ilha Lord Howe,
na Austrália. Recentemente, encontraram 894 pedaços
de plástico no organismo de um único filhote de
pardela-de-pés-rosados, estabelecendo um novo recorde para
a pesquisa e evidenciando a gravidade da poluição
marinha.
A pesquisa mostra que as aves
da região estão ingerindo quantidades cada vez maiores
de plástico, especialmente desde 2022. O recorde, que era
de 276 fragmentos em 2011, passou para 400 em 2023 e continuou
aumentando, chegando aos níveis atuais. Isso evidencia
uma tendência crescente de contaminação que
só pôde ser identificada graças ao acompanhamento
de longo prazo.
A proporção
de aves que ingerem algum plástico permaneceu relativamente
estável, entre 75% e 85%, ao longo dos 15 anos. Porém,
os dados de longo prazo mostram que a quantidade de plástico
ingerida está aumentando, especialmente nos últimos
cinco anos. Os pesquisadores destacam que somente estudos contínuos
conseguem revelar essa tendência com segurança.
Um filhote de pardela-de-pés-rosados
chegou a ingerir 64,2 gramas de plástico, superando por
pouco o recorde de 64,1 g registrado em 2011. Entre 2023 e 2026,
o recorde foi quebrado repetidamente. Essa quantidade equivale
a cerca de 15% do peso corporal da ave, destacando a gravidade
da contaminação por plástico.
Da Redação, com
informações de agências internacionais
Matéria elaborada com auxílio de inteligência
artificial
Fotos: Reprodução/Pixabay
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