23/07/2026
– Pesquisadores do Laboratório de Ornitologia de
Cornell, da Universidade de Massachusetts e da Universidade de
Illinois desenvolveram uma técnica que combina dados do
projeto eBird com radares meteorológicos para identificar
quais espécies de aves estão migrando. Publicada
nas revistas Global Ecology and Biogeography e Movement Ecology,
a pesquisa usa mais de 2 bilhões de registros de observadores
de aves e integra o projeto BirdFlow, que utiliza inteligência
artificial para prever os movimentos migratórios das aves
na América do Norte.
Os pesquisadores desenvolveram
o BirdFlow Migration Traffic Rate (BMTR), ferramenta que identifica
rotas migratórias e calcula estimativas semanais por espécie,
inclusive em áreas sem cobertura de radar. Segundo Adriaan
Dokter, o sistema permite identificar quais espécies são
mais provavelmente responsáveis pelos movimentos detectados
pelos radares meteorológicos.
A segunda abordagem do projeto
BirdFlow integra dados de rastreamento individual de aves —
como GPS, telemetria Motus e anilhamento — para reconstruir
padrões de migração em escala continental.
Com isso, os pesquisadores criaram modelos de migração
para 153 espécies de aves da América do Norte, abrangendo
diversas ordens e famílias.
Os pesquisadores validaram o método
BirdFlow ao comparar suas estimativas com 28 anos de dados de
152 radares meteorológicos na América do Norte,
encontrando forte concordância. O modelo também foi
confirmado com rastreamento por GPS de aves, mostrando previsões
realistas de migração. Segundo Dokter, a integração
de dados individuais de espécies melhora significativamente
a precisão das previsões de movimento populacional
das aves.
A nova tecnologia BirdFlow
tem aplicações diretas na conservação
de aves, ajudando a reduzir o risco de colisões durante
períodos de migração intensa, já que
diferentes espécies enfrentam riscos variados. Segundo
a pesquisadora Yuting Deng, o método também pode
ser usado para monitorar a disseminação de doenças,
como a gripe aviária, ao rastrear rotas migratórias
de espécies, especialmente aves aquáticas.
O pesquisador Yangkang Chen afirma
que o BirdFlow pode apoiar pesquisas em ecologia migratória,
conservação, vigilância de doenças,
segurança da aviação e divulgação
científica. As novas metodologias permitem estudar a migração
em escala ampla — ao longo de todo o ciclo anual e em muitas
espécies — revelando que populações
da mesma espécie podem seguir rotas diferentes e enfrentar
condições e riscos distintos.
A equipe planeja integrar o BMTR
a sistemas como o BirdCast, que atualmente não identifica
espécies com precisão. O projeto BirdFlow também
ampliou sua base de modelos validados de 4 para 60 no software
BirdFlowR. Os pesquisadores destacam que a metodologia pode ser
expandida globalmente, dependendo da disponibilidade de dados
de ciência cidadã, melhorando o monitoramento da
migração de aves em escala mundial.
Saiba mais: Ethan Plunkett et
al, Novas estimativas do tráfego migratório de aves
em escala continental usando dados de ciência participativa,
Ecologia Global e Biogeografia (2026). DOI: 10.1111/geb.70236
Yangkang Chen et al, Modelagem da migração em nível
populacional de aves da América do Norte por meio da integração
de dados com o BirdFlow, Ecologia do Movimento (2026). DOI: 10.1186/s40462-026-00651-z
Criado em 2015, dentro do setor
de pesquisa da Agência Ambiental Pick-upau, a Plataforma
Darwin, o Projeto Aves realiza atividades voltadas ao estudo e
conservação desses animais. Pesquisas científicas
como levantamentos quantitativos e qualitativos, pesquisas sobre
frugivoria e dispersão de sementes, polinização
de flores, são publicadas na Darwin Society Magazine; produção
e plantio de espécies vegetais, além de atividades
socioambientais com crianças, jovens e adultos, sobre a
importância em atuar na conservação das aves.
Da Redação, com
informações de agências internacionais
Matéria elaborada com auxílio de inteligência
artificial
Fotos: Reprodução/Pixabay
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