Príncipe (Pyrocephalus rubinus)
 
 
Migração
Estudo revela que mais da metade das aves migratórias do mundo está em declínio
Com base em dados coletados ao longo de décadas de pesquisas, o estudo aponta que 51% das espécies migratórias estão sofrendo redução populacional
 

23/09/2026 – Mais da metade das espécies de aves migratórias do mundo (cerca de 51%) está em declínio populacional, segundo uma ampla revisão científica publicada na Nature Reviews Biodiversity. O estudo, realizado por pesquisadores de diferentes instituições e países, reuniu décadas de pesquisas e dados globais para avaliar a situação dessas aves. Cerca de 300 espécies já são consideradas globalmente ameaçadas, mas os pesquisadores ressaltam que o problema também afeta espécies antes comuns e amplamente distribuídas, revelando a gravidade da atual crise da biodiversidade.

A conservação das aves migratórias é complexa porque elas atravessam continentes e fronteiras, dependendo de diferentes habitats ao longo de suas jornadas. Nesse percurso, enfrentam ameaças como perda de habitat, mudanças climáticas, espécies invasoras, colisões, doenças e pesticidas. Apesar da gravidade dos declínios, os pesquisadores afirmam que eles não são inevitáveis e que é possível reverter as perdas por meio de ações de conservação baseadas na identificação das principais ameaças e das lacunas no conhecimento científico.

Reprodução/Pixabay

 



Apesar dos avanços no monitoramento, ainda há dificuldades para identificar onde e por que as populações de aves migratórias estão diminuindo e até mesmo para definir quais espécies são migratórias. Para superar esses desafios, pesquisadores utilizam tecnologias como rastreamento, inteligência artificial, modelagem populacional e ciência cidadã, como o eBird. Essas ferramentas ajudam a mapear rotas migratórias, compreender a conexão entre populações e identificar as causas dos declínios.

Os pesquisadores defendem que a conservação das aves migratórias deve considerar todo o ciclo de vida das espécies e envolver diferentes países. Iniciativas como a Road to Recovery buscam identificar as causas dos declínios e agir antes que as espécies sejam ameaçadas de extinção. Apesar do cenário preocupante, exemplos de recuperação de aves aquáticas, garças, aves limícolas e aves de rapina mostram que a conservação pode funcionar, desde que haja conhecimento científico, recursos, parcerias e compromisso político e público.

Criado em 2015, dentro do setor de pesquisa da Agência Ambiental Pick-upau, a Plataforma Darwin, o Projeto Aves realiza atividades voltadas ao estudo e conservação desses animais. Pesquisas científicas como levantamentos quantitativos e qualitativos, pesquisas sobre frugivoria e dispersão de sementes, polinização de flores, são publicadas na Darwin Society Magazine; produção e plantio de espécies vegetais, além de atividades socioambientais com crianças, jovens e adultos, sobre a importância em atuar na conservação das aves.

Da Redação, com informações de agências internacionais
Matéria elaborada com auxílio de inteligência artificial
Fotos: Reprodução/Pixabay

 
 
 
Talha-mar (Rynchops niger)
 
 
 

   
 
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