18/12/2025
– A formação da ilha vulcânica de Surtsey,
em 1963, permitiu aos cientistas estudar como a vida se estabelece
em novos ambientes. Por décadas, acreditou-se que a colonização
de locais isolados por plantas dependia de adaptações
para dispersão a longa distância, como frutos carnosos
que atraem aves e facilitam o transporte das sementes.
Mas um estudo publicado na Ecology
Letters contesta a ideia de que apenas plantas com adaptações
para dispersão a longa distância colonizam áreas
isoladas. Pesquisadores descobriram que, em Surtsey, a maioria
das 78 espécies vegetais chegou graças a aves como
gaivotas, gansos e limícolas, que transportaram sementes
em seus intestinos ou fezes, facilitando o surgimento do ecossistema
da ilha.
Para os cientistas, as aves foram
as verdadeiras pioneiras na colonização de Surtsey,
transportando sementes de plantas que, segundo teorias antigas,
não deveriam alcançar a ilha. O estudo mostra que
compreender a dispersão da vida exige considerar as interações
entre plantas e animais.
Segundo os pesquisadores, as descobertas
têm grande impacto para a ecologia e a conservação,
já que as aves são fundamentais na dispersão
e adaptação das plantas — um papel que se
tornará ainda mais importante com as mudanças nas
rotas migratórias causadas pelo aquecimento global.
O estudo destaca Surtsey
como um laboratório natural único para observar
como os ecossistemas surgem, evoluem e reagem às mudanças
ambientais. Os pesquisadores defendem novos modelos ecológicos
que considerem as interações reais entre organismos,
e não apenas características das sementes. Segundo
os cientistas, pesquisas de longo prazo como essa são fundamentais
para compreender os processos de colonização e adaptação
da vida, essenciais para prever o futuro dos ecossistemas em um
planeta em transformação.
Saiba mais: Pawel Wasowicz et
al., "Adaptações de Dispersão"
Supostas Não Explicam a Colonização de uma
Ilha Vulcânica por Plantas Vasculares, mas Aves Podem",
Ecology Letters (2025). DOI: 10.1111/ele.70234
Criado em 2015, dentro do setor
de pesquisa da Agência Ambiental Pick-upau, a Plataforma
Darwin, o Projeto Aves realiza atividades voltadas ao estudo e
conservação desses animais. Pesquisas científicas
como levantamentos quantitativos e qualitativos, pesquisas sobre
frugivoria e dispersão de sementes, polinização
de flores, são publicadas na Darwin Society Magazine; produção
e plantio de espécies vegetais, além de atividades
socioambientais com crianças, jovens e adultos, sobre a
importância em atuar na conservação das aves.
Da Redação, com
informações de agências internacionais
Matéria elaborada com auxílio de inteligência
artificial
Fotos: Reprodução/Pixabay
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