02/09/2026
– Uma pesquisa publicada na Ecology and Evolution concluiu
que a masturbação em aves, incluindo papagaios,
é um comportamento natural. O estudo, o primeiro sobre
o tema, contesta a ideia de que esse comportamento seja necessariamente
prejudicial ou causado pelas condições de cativeiro,
colocando em dúvida práticas veterinárias
que recomendam intervenções como mudanças
na dieta, tratamentos medicamentosos, terapia hormonal e até
cirurgia em casos extremos.
Liderado por Chloe Heys, o estudo
reuniu dados da literatura científica e de criadores e
observadores de aves sobre 120 espécies, em cativeiro e
na natureza. Os resultados indicam que a masturbação
é um comportamento comum entre as aves, parte de seu repertório
sexual natural, sendo mais frequente em aves selvagens e naquelas
criadas pelos próprios pais, e não por humanos.
A pesquisa mostrou que a masturbação
é mais frequente em machos do que em fêmeas, mas
ocorre em ambos os sexos e em aves de todas as idades. O comportamento
também foi mais comum em aves selvagens do que em cativeiro,
reforçando a conclusão de que se trata de uma característica
natural e evolutiva, com potencial para melhorar práticas
de bem-estar animal, reprodução e conservação
das espécies.
O estudo, realizado por pesquisadores
das Universidade de Swansea, Universidade de Oxford, Universidade
de Liverpool e da Universidade de Lancashire, concluiu que a masturbação
em aves é um comportamento natural, saudável e comum
em diversas espécies. Segundo Heys, os resultados contradizem
a ideia de que esse comportamento em aves de cativeiro seja causado
pelo isolamento ou por condições inadequadas de
vida.
Para Heys, os resultados
do estudo podem ajudar proprietários, criadores e conservacionistas
a compreender que a masturbação é um comportamento
natural nas aves, evitando intervenções veterinárias
desnecessárias que podem prejudicar seu bem-estar. A pesquisadora
também defende que as orientações atuais
sobre o tema sejam revisadas com base nas novas evidências.
Segundo Ana Basto, a falta de
estudos sobre a masturbação em aves dificultava
a orientação veterinária sobre o tema. Ela
afirma que a pesquisa amplia a compreensão do comportamento
dessas espécies e pode contribuir para recomendações
mais precisas, com foco na proteção do bem-estar
animal.
Saiba mais: Chloe Heys et al,
A evolução da masturbação em aves,
Ecologia e Evolução (2026). DOI: 10.1002/ece3.73693
Criado em 2015, dentro do setor
de pesquisa da Agência Ambiental Pick-upau, a Plataforma
Darwin, o Projeto Aves realiza atividades voltadas ao estudo e
conservação desses animais. Pesquisas científicas
como levantamentos quantitativos e qualitativos, pesquisas sobre
frugivoria e dispersão de sementes, polinização
de flores, são publicadas na Darwin Society Magazine; produção
e plantio de espécies vegetais, além de atividades
socioambientais com crianças, jovens e adultos, sobre a
importância em atuar na conservação das aves.
Da Redação, com
informações de agências internacionais
Matéria elaborada com auxílio de inteligência
artificial
Fotos: Reprodução/Pixabay
|